quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Tétrico

No crepúsculo de um silente dia de outono, o assasino esfregou as mãos ensanguentadas na camisa imunda, sentando-se sobre a gosmenta vegetação que margeava o pântano. Revolveu na lembrança as cenas do crime e, atordoado, espantou-se ao ver surgir na superfíce obscura da água a silhueta de um monstro horrendo e sanguinário. Não teve como escapar: mergulhou na profundeza negra e densa do pântano e foi ao encontro de si mesmo.

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