terça-feira, 29 de maio de 2007

Danou-se

A novidade é: suspenderam tudo na minha alimentação que provenha do leite e seus derivados.
Gente, vocês não têm noção do que é isso. Quase tudo que comemos tem leite, então tá meio difícil achar algo decente pra comer!
Isso porque o Augusto está com refluxo e pode ser uma alergia ao leite de vaca... Enfim.

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Estou totalmente em crise, cansada de ouvir palpites e cansada de todo mundo achar que sabe mais do que eu mesma cuidar do meu filho. Vem um e te diz isso, vem outro e te diz o contrário, olha não tá fácil. O choro tem sido frequente por aqui, e não só por parte do Augusto.

E por falar nisso, vou nessa porque o menininho tá chorando...

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Maluquice tem limite

Estávamos Maria Fê e eu assistindo ao Jornal Nacional, quando digo:
- Bem que a Fátima Bernardes poderia me entrevistar, né...
E a Maria Fê, categórica, diz:
- Tu estás doida, a jornalista aqui sou eu, é sobre o meu Trabalho de Conclusão que ela vai querer saber.

Tudo bem, né...

Dois dias depois estou euno Estúdio da Globo sendo entrevistada pela Fátima Bernardes. Depois saímos pra almoçar, acompanhada do excelentíssimo Willian Bonner. Caminhamos pela Rua Bento XVI, em São Paulo, local por onde passara o Papa, óbvio. E eu ainda dizia:

- Na vez que eu vim a São Paulo eu passei por aqui!

Após o almoço, paramos os três numa cafeteria e eu olhei para os tênis tão feinhos que ela usava... uma mulher com tanto dinheiro poderia usar algo melhor, né?

Pedimos um café cujo nome era "Pré adolescente". (vai saber porque raios esse nome)
Depois saímos caminhando de novo e paramos em frente ao prédio da Bosch. A Fátima (então já minha amiga íntima) me explicava porque aquele prédio histórico ia ser derrubado.

Segundos depois, eu estava na Expointer procurando o meu pai, que estava mandando ver numa caipirinha. Expointer em Esteio! Putz.

Ainda lá, eu apostava com a Débora que eu encontraria meu tio no banheiro. Ganhei a aposta.

No final, eu via a Maria Fê de novo e dizia:

- Viu como é possível? Eu fui entrevistada pela Fátima Bernardes!

Ai ai ai, Teresa, teu caso tá ficando crítico... Vai ter sonhos malucos assim lá nas conchinchinas!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Longe demais das capitais

Onde o jornalismo imparcial? Depois falam que ao eixo Rio – São Paulo não é dada preferência e que é inveja dos gaúchos quando se sentem excluídos. Tenho assistido muito aos noticiários que passam na TV e dois episódios considero exemplares disso que eu apontei aí em cima:

Dia desses, no Jô Soares, apresentou-se um menino chamado Lucas Lima (que não é da Família Lima, mas é gaúcho) e cantou aquela música clássica do Fogaça “Porto Alegre é demais” (não sei se é esse o nome, mas vá lá, todo mundo conhece). O Jô foi super irônico, ficou lançando piadinhas em relação à música e ao seu compositor. Logo em seguida, o menino executou outra canção, composta pelo Caetano Veloso, que, conforme o apresentador, é uma homenagem à cidade de São Paulo. Gente, juro que não é coisa da minha cabeça bairrista, o Jô afirmou categoricamente: “é a música mais linda que eu conheço”, e depois ficou exaltando a relação entre a música e a nobre cidade.

Outro episódio foi no noticiário de hoje cedo, o Bom Dia Brasil. Em tempos de visita do Papa, matérias sobre outros assuntos que não esse são completamente dispensáveis. No entanto, sobre a derrota do Flamengo, na Copa Libertadores, fizeram uma pequena novelinha, como que narrando as vozes dos jogadores ao fazerem seus dois heróicos gols. Sobre a vitória do Grêmio (feitoooooooooooooo!) sobre o São Paulo, só mostraram os lances e fim. Se fosse o São Paulo que tivesse ganho no Olímpico, não fariam uma novelinha, e sim um longa-metragem. Humpf.

(E aí, Maria Fé jornalista quase formada e sumida, concorda?)

Por falar nisso, já até decorei o roteiro que o Papa vai fazer em São Paulo, de tanto repetirem. Ninguém merece, que canseira.

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O friozinho gaúcho chegou, temperaturas quase zeradas e um clima propício pra ficar em casa mesmo. Ver o dia ensolarado e ter de ficar quase que todo o dia trancafiada, fazendo apenas curtos passeios, estava me agoniando.

Mas ai de quem disser que eu estou descansando! Minhas olheiras profundas encerram o assunto.

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Esta acadêmica de Letras, muito aplicada, assistiu no domingo, às cinco da matina, a um programa interessantíssimo sobre o trabalho com narrativas literárias na escola. No domingo às cinco da manhã, entenderam? Isso que é aluna exemplar!

(Até parece que se não houvesse um neném chorando de fome eu iria acordar a essa hora mesmo)

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De mim para mim mesma:

“Teresa, muita gente dirá que não existes. Mas eu sei que existes, eu, que há anos te observo e muitas vezes te detenho de passagem e te desmascaro.”

(Trecho de Thérèse Desqueyroux, de François Mauriac)

Ainda me restam minutos de prazer cultural...

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Gente:

Valorizem suas mães!

(Conselhinho básico que todo mundo recebe, mas ninguém acredita: só damos valor às pessoas quando ficamos na pele delas).

Taí o mocinho, sobre as minhas pernas. Eu tentando acalmá-lo...