segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Máquinas de Fazer Máqunas

Composição: Nei Lisboa

Olha as horas
Olha as horas como passam
Distraídas em silêncio
Como marcam seus compassos
Olha as horas como esperam
Como se espreguiçam
Olhas as horas como voam
E não marcam compromissos

Com máquinas de fazer máquinas de fazer nada, nada disso
Máquinas de fazer máquinas de máquinas, de fazer nada

Olhas as horas
Como mudam pelo mundo afora
Como fazem hora, como viram zero
Olha as páginas da história
Olha a folha solta pelo vento
Olha a cor do teu cabelo
Olha as horas como fazem seu serviço

E as máquinas de fazer máquinas de fazer nada, nada disso
São só máquinas de fazer máquinas de fazer máquinas de fazer nada

Olhas as horas como rendem versos, como inventam
Como comem pensamentos
Olha a máquina do tempo
Olha as horas como tecem
Olha as horas como esquecem
Olha as horas como sonham
Não ter nada a ver com isso

Com máquinas de fazer máquinas de fazer máquinas de fazer nada
Máquinas de fazer máquinas de fazer máquinas de fazer nada



Teresa, deixando-se escorregar suavemente por entre as horas...

Um comentário:

Anônimo disse...

olha as horas como se distorcem quando ouvindo um nei lisboa...
olha o nei como não se distorce para fazer sucesso...
olha, na boa, como é bom não ter compromissos...