Quando eu estava grávida do Augusto, eu ganhei tantos presentes, tantas roupinhas... Até a minha manicure me deu conjuntinhos de lã que o filho dela, nascido seis meses antes, nem havia usado, ou usara só uma vez. Incrível.
Para não romper com o círculo da solidariedade, quando o Augusto foi crescendo e as roupas não lhe serviam mais, eu passava adiante as peças em bom estado, doava à Pastoral da Criança, a creches ou a amigas mesmo, que haviam tido seus bebezinhos depois de mim. Quanto mais eu doava as roupinhas, outras tantas mais eu ganhava. E até hoje, não é diferente.
Esses dias, eu li uma reportagem sobre a nova moda entre as mamães, que é a de realizar brechós. Chique, brechó. Monta-se uma mini lojinha e vende-se a preço bem baratinho as roupinhas que já não servem mais no bebê.
Trata-se de uma pseudo-solidariedade. O argumento é: "eu paguei 100 reais por esta calça, se eu vender a dez ou vinte reais, ou até por menos, recupero um pouco do meu dinheiro e ajudo alguém".
Eu penso da seguinte maneira: se o meu filho usou aquela roupa, ao menos uma vez, o meu investimento já foi recuperado. Há pessoas que não têm nem mesmo esses vinte, dez ou cinco reais para comprar uma roupinha. Há mamães que mal têm dinheiro para alimentar seus filhos. E só por que são pobres não têm o direito de usar uma roupa melhor? Só porque eu gastei cem reais numa calça, não posso doar a quem precisa, tenho de vender a quem tenha mais "estilo" (para ser bem amena) para usá-la? Quanto preconceito!
Talvez eu esteja sendo radical em minha crítica, mas, bem, essa é minha opinião. Sinceramente, eu prefiro continuar ganhando (e não tenho vergonha disso) e doando as roupinhas, sem aderir a modismos, sem valorizar tanto o meu dinheiro e ajudando a quem realmente precisa.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Mais umas do meu guri
Eu te conheço?
- Quem é?
- Alô, filho? É a mãmãe! Que saudade! To no serviço mas já to indo pra casa, tá?
- Mamãe, antes eu atendi o telefone e era outra titia.
- Quem?
- Não sei!
- Tá, então escuta aqui: se tu atender o telefone, mas não conhecer a pessoa, tu não fala, tá? Passa o telefone pra Ana, ou pra quem estiver em casa.
- Mamãe, eu te conheço?
***
Literalidades
Chegando ao condomínio da casa de minha irmã, paramos no portão para identificar-nos. A porteira diz:
- Só um momentinho que eu vou pegar a placa do carro.
- Mamãe! Pra onde a titia vai levar a placa do nosso carro?
- Quem é?
- Alô, filho? É a mãmãe! Que saudade! To no serviço mas já to indo pra casa, tá?
- Mamãe, antes eu atendi o telefone e era outra titia.
- Quem?
- Não sei!
- Tá, então escuta aqui: se tu atender o telefone, mas não conhecer a pessoa, tu não fala, tá? Passa o telefone pra Ana, ou pra quem estiver em casa.
- Mamãe, eu te conheço?
***
Literalidades
Chegando ao condomínio da casa de minha irmã, paramos no portão para identificar-nos. A porteira diz:
- Só um momentinho que eu vou pegar a placa do carro.
- Mamãe! Pra onde a titia vai levar a placa do nosso carro?
quinta-feira, 3 de março de 2011
(sem título)
Vejo-te
e faz-se em mim um instante suspenso
de ar rarefeito
de olhos atentos
Não vivo.
Passas
e as formas voltam a ter contorno
de café derramado
de luz refletida
Vivo.
Somente a espera me (co)move.
e faz-se em mim um instante suspenso
de ar rarefeito
de olhos atentos
Não vivo.
Passas
e as formas voltam a ter contorno
de café derramado
de luz refletida
Vivo.
Somente a espera me (co)move.
quarta-feira, 2 de março de 2011
De volta aos bancos escolares
Incrível.
Desde o ano passado, eu tenho me inscrito em diversos cursos, tentado fazer um milhão de atividades para atualizar o meu currículo, para me aprimorar, para não ficar parada. Só neste último período, dá pra contabilizar dois cursos de extensão, três cursos de especialização e por aí vai. Em todos os casos, a resposta foi "não há numero suficiente de alunos inscritos, devolveremos seu dinheiro".
Bom, semana passada, me inscrevi num curso de Literatura Hispânica. Adivinhem quantos inscritos no curso? Só eu. Para minha sorte, o curso, na verdade, é uma disciplina da Licenciatura em Espanhol da Unisinos e, então, por haver alunos matriculados para disciplina, vou poder - FI NAL MEN TE - estudar.
A matéria é fantástica, estou empolgadíssima.
Para além de tudo isso, me bateu um orgulho danado ao ouvir a professora - Mestre na área - falar no Poema de Mio Cid, em Cervantes, em Calderón de la Barca. Por quê? Porque eu já tinha ouvido sobre essa obra, sobre todos esses autores, sobre todo o contexto histórico que envolve a Espanha e a América entre os séculos X e XVIII. E ouvi de quem? De meu pai, um simples marceneiro uruguaio com o segundo grau completo, mas um homem riquíssimo em cultura e história, de quem tive a maior herança: o amor pelo estudo. (E que, diga-se de passagem, dá um banho de conhecimento em muito aluno formado que existe por aí).
E, em suma, estou feliz. Quase nada me deixa mais contente do que estudar.
Iéééééé!
Desde o ano passado, eu tenho me inscrito em diversos cursos, tentado fazer um milhão de atividades para atualizar o meu currículo, para me aprimorar, para não ficar parada. Só neste último período, dá pra contabilizar dois cursos de extensão, três cursos de especialização e por aí vai. Em todos os casos, a resposta foi "não há numero suficiente de alunos inscritos, devolveremos seu dinheiro".
Bom, semana passada, me inscrevi num curso de Literatura Hispânica. Adivinhem quantos inscritos no curso? Só eu. Para minha sorte, o curso, na verdade, é uma disciplina da Licenciatura em Espanhol da Unisinos e, então, por haver alunos matriculados para disciplina, vou poder - FI NAL MEN TE - estudar.
A matéria é fantástica, estou empolgadíssima.
Para além de tudo isso, me bateu um orgulho danado ao ouvir a professora - Mestre na área - falar no Poema de Mio Cid, em Cervantes, em Calderón de la Barca. Por quê? Porque eu já tinha ouvido sobre essa obra, sobre todos esses autores, sobre todo o contexto histórico que envolve a Espanha e a América entre os séculos X e XVIII. E ouvi de quem? De meu pai, um simples marceneiro uruguaio com o segundo grau completo, mas um homem riquíssimo em cultura e história, de quem tive a maior herança: o amor pelo estudo. (E que, diga-se de passagem, dá um banho de conhecimento em muito aluno formado que existe por aí).
E, em suma, estou feliz. Quase nada me deixa mais contente do que estudar.
Iéééééé!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Comemoração
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Arde
O dia arde
pela ausência da noite
A pele arde
pela ausência do toque
A chama arde
pela ausência da água
A boca arde
pela ausência do gosto
E de tanto arder
Tornei-me ausente de mim mesma
Até que cheguem
a noite
o toque
a água
e o gosto.
Teresa Azambuya.
(poema escrito em 2008 e reencontrado, por acaso)
pela ausência da noite
A pele arde
pela ausência do toque
A chama arde
pela ausência da água
A boca arde
pela ausência do gosto
E de tanto arder
Tornei-me ausente de mim mesma
Até que cheguem
a noite
o toque
a água
e o gosto.
Teresa Azambuya.
(poema escrito em 2008 e reencontrado, por acaso)
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Mito da Caverna (ou: es-tú-pi-da)
Desculpem-me os amigos filósofos, se eu falar alguma asneira.
Mas quando aprendi o Mito da Caverna, do Platão, era assim: os seres humanos estão presos em uma caverna, de costas para a entrada, e só veem a sombra de um mundo ideal, para o qual as pessoas que buscam se aproximar da sabedoria vão se voltando aos poucos. Somente alguns conseguem sair, os mais iluminados.
Eu, às vezes, me vejo nessa caverna.
Lá no fundo, de encontro à parede, e chorando no cantinho.
Mas quando aprendi o Mito da Caverna, do Platão, era assim: os seres humanos estão presos em uma caverna, de costas para a entrada, e só veem a sombra de um mundo ideal, para o qual as pessoas que buscam se aproximar da sabedoria vão se voltando aos poucos. Somente alguns conseguem sair, os mais iluminados.
Eu, às vezes, me vejo nessa caverna.
Lá no fundo, de encontro à parede, e chorando no cantinho.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Confesso
Desde minha adolescência, eu olho o Edward Mãos de Tesoura e chooooooooro
(como aconteceu domingo passado)

Ter tesouras no lugar de mãos. Que imagem mais cheia de sentidos...
A expressividade do protagonista também é algo a se destacar. Ao todo, ele fala 159 palavras no filme, conforme o que disseram no documentário a respeito da obra. O resto é pura expressão, que é o que acaba tornando o filme singelo e, ao mesmo tempo, emocionante.
***
O filme me fez lembrar dos equipamentos de última geração que tínhamos nos anos 90: os videocassetes de duas ou de quatro cabeças! Uau! Meu pai comprou um vídeo de duas cabeças, e era bão!
E, pra terminar, não esqueça: rebobine a fita após o uso!
(como aconteceu domingo passado)

Ter tesouras no lugar de mãos. Que imagem mais cheia de sentidos...
A expressividade do protagonista também é algo a se destacar. Ao todo, ele fala 159 palavras no filme, conforme o que disseram no documentário a respeito da obra. O resto é pura expressão, que é o que acaba tornando o filme singelo e, ao mesmo tempo, emocionante.
***
O filme me fez lembrar dos equipamentos de última geração que tínhamos nos anos 90: os videocassetes de duas ou de quatro cabeças! Uau! Meu pai comprou um vídeo de duas cabeças, e era bão!
E, pra terminar, não esqueça: rebobine a fita após o uso!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Sobre o medo de monstros
Em noites mal dormidas
fico à espreita,
esperando o monstro surgir debaixo da cama.
Escuto um estalo no teto,
o cachorro uiva na rua e
eu aperto os olhos e espero...
Espero...
Espero...
Enquanto pressinto a mão maldita,
o rugido,
o assovio
Fico a pensar em cada leão que enfrentei durante o dia
e nos fantasmas que vão e voltam
e nos planos que não se materializam
e nas mãos trêmulas
e na garganta seca
e no nó das minhas ideias.
Passam-se muitas horas
e eu levanto-me, espreitando o monstro.
Ligo a luz
Olho no espelho
E não me reconheço.
O monstro sou eu.
fico à espreita,
esperando o monstro surgir debaixo da cama.
Escuto um estalo no teto,
o cachorro uiva na rua e
eu aperto os olhos e espero...
Espero...
Espero...
Enquanto pressinto a mão maldita,
o rugido,
o assovio
Fico a pensar em cada leão que enfrentei durante o dia
e nos fantasmas que vão e voltam
e nos planos que não se materializam
e nas mãos trêmulas
e na garganta seca
e no nó das minhas ideias.
Passam-se muitas horas
e eu levanto-me, espreitando o monstro.
Ligo a luz
Olho no espelho
E não me reconheço.
O monstro sou eu.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Quase sem querer
Eu olhei para ele, ali jogado num canto. E deu-me uma vontade imensa de tocá-lo.
Há muito tempo que eu não tocava violão. E comecei a formar os acordes, fazer um compasso, relembrar. E, então, a primeira música que me veio à cabeça foi esta, "quase sem querer". (a primeira que eu aprendi a tocar)
Quase Sem Querer
Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha
Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém?!...
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito;
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.
***
O som serviu para relembrar. A letra serviu para pensar e para traduzir a alma.
Há muito tempo que eu não tocava violão. E comecei a formar os acordes, fazer um compasso, relembrar. E, então, a primeira música que me veio à cabeça foi esta, "quase sem querer". (a primeira que eu aprendi a tocar)
Quase Sem Querer
Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha
Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém?!...
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito;
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.
***
O som serviu para relembrar. A letra serviu para pensar e para traduzir a alma.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Start
O mar, ah, o mar... Como me faz bem...
Estive em férias, desligada de internet, telefone e de sinais de fumaça também. Para me encontrar, mais fácil seria largar uma garrafa ao mar, com um bilhete dentro.
Peço desculpas pela ausência, pelos emails e mensagens não respondidas, enfim.
O ano começou mesmo somente hoje para mim e espero que seja bom. Os planos, pelo menos, são audaciosos.
Bem-vindo, 2011!
Estive em férias, desligada de internet, telefone e de sinais de fumaça também. Para me encontrar, mais fácil seria largar uma garrafa ao mar, com um bilhete dentro.
Peço desculpas pela ausência, pelos emails e mensagens não respondidas, enfim.
O ano começou mesmo somente hoje para mim e espero que seja bom. Os planos, pelo menos, são audaciosos.
Bem-vindo, 2011!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Perdendo as cascas
O Augusto tomou muito sol nesses últimos dias. Aí, eu estava sentada ao lado dele quando perguntei:
- Filho! Tu está descascando, olha só teu rostinho todo branco!
- Eu to morrendo, mamãe?
- Rsrs, não, filho, tu não tá morrendo.
- Mas por que então eu estou perdendo as minhas cascas?
- Filho! Tu está descascando, olha só teu rostinho todo branco!
- Eu to morrendo, mamãe?
- Rsrs, não, filho, tu não tá morrendo.
- Mas por que então eu estou perdendo as minhas cascas?
domingo, 2 de janeiro de 2011
Pra começar 2011
Pra começar 2011, vamos em tom de conversa jogada fora... Afinal, eu ainda não tirei férias, mas estou em ritmo de janeiro, bem devagar.
***
Assisti ao discurso feito pela Presidenta Dilma, quando assumiu seu cargo perante o Congresso Nacional. Das muitas frases ditas, a que eu destaco foi aquela em que ela afirmou a necessidade de "que os professores sejam reconhecidos como as verdadeiras autoridades da educação." O comentarista Alexandre Garcia destacou a mesma frase posteriormente a mim, e acrescentou que muita gente quer ser autoridade na educação: burocratas, pais, entre outros.
Ai, eu sei que é discurso de político. Eu assisto a esse tipo de discurso toooodos os dias. Mas a gente precisa acreditar. Ou, pelo menos, tomar para si essa ideia importante de que os rumos da educação devem ser definidos pelos profissionais da área, os que estão lá no dia-a-dia sentindo as agruras da atividade: os professores.
Que o novo ano seja repleto de esperanças.
***
Assisti ao discurso feito pela Presidenta Dilma, quando assumiu seu cargo perante o Congresso Nacional. Das muitas frases ditas, a que eu destaco foi aquela em que ela afirmou a necessidade de "que os professores sejam reconhecidos como as verdadeiras autoridades da educação." O comentarista Alexandre Garcia destacou a mesma frase posteriormente a mim, e acrescentou que muita gente quer ser autoridade na educação: burocratas, pais, entre outros.
Ai, eu sei que é discurso de político. Eu assisto a esse tipo de discurso toooodos os dias. Mas a gente precisa acreditar. Ou, pelo menos, tomar para si essa ideia importante de que os rumos da educação devem ser definidos pelos profissionais da área, os que estão lá no dia-a-dia sentindo as agruras da atividade: os professores.
Que o novo ano seja repleto de esperanças.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Feliz 2011!
Não existe, para mim, poema mais perfeito, nem mais sensível sobre o Ano Novo.
Felicidades a todos!!!
Esperança
(Mário Quintana)
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Felicidades a todos!!!
Esperança
(Mário Quintana)
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Fim de ano
Há dias silentes.
Nesses dias, o verbo flui, o verso encontra graça, o peito encontra vazão na palavra.
Há dias barulhentos.
Nesses dias, a vida parece chegar antes da consciência. Inverte-se a filosofia: existo, depois penso.
Tenho existido muito, pensado pouco.
O final de ano chega, e todos parecem sentir o mesmo.
Nesses dias, o verbo flui, o verso encontra graça, o peito encontra vazão na palavra.
Há dias barulhentos.
Nesses dias, a vida parece chegar antes da consciência. Inverte-se a filosofia: existo, depois penso.
Tenho existido muito, pensado pouco.
O final de ano chega, e todos parecem sentir o mesmo.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
O poeta e o vento
A partir de 2011, estarei estampada nas janelas dos ônibus e dos trens da capital, com o poema "O poeta e o vento", selecionado na 19ª edição do Concurso "Poemas no ônibus e no Trem" de Porto Alegre.
Quem quiser conferir a íntegra do poema, clica aqui.
Obrigada a todos os meus leitores e àqueles que sempre me incentivaram e acreditaram em mim!
Quem quiser conferir a íntegra do poema, clica aqui.
Obrigada a todos os meus leitores e àqueles que sempre me incentivaram e acreditaram em mim!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O Amanhã Colorido
Cidadão Quem
Composição: Duca Leindecker
Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir
Lembre que hoje vai ter pôr do Sol
Esqueça o que falei sobre sair
Corra muito além da escuridão
E corra, corra!
Não desista de quem desistiu
Do amor que move tudo aqui
Jogue bola, cante uma canção
Aperte a minha mão
Quebre o pé, descubra um ideal
Saiba que é preciso amar você
Não esqueça que estarei aqui
E corra, corra!
Azul, vermelho
Pelo espelho
A vida vai passar
E o tempo está no pensamento
Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir
Lembre que hoje vai ter pôr do Sol
Esqueça o que falei sobre sair
Corra muito além da escuridão
E corra, corra!
Azul, vermelho
Pelo espelho
A vida vai passar
E o tempo está no pensamento.
***
Música pra embalar o início de uma semana a mil...
Composição: Duca Leindecker
Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir
Lembre que hoje vai ter pôr do Sol
Esqueça o que falei sobre sair
Corra muito além da escuridão
E corra, corra!
Não desista de quem desistiu
Do amor que move tudo aqui
Jogue bola, cante uma canção
Aperte a minha mão
Quebre o pé, descubra um ideal
Saiba que é preciso amar você
Não esqueça que estarei aqui
E corra, corra!
Azul, vermelho
Pelo espelho
A vida vai passar
E o tempo está no pensamento
Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir
Lembre que hoje vai ter pôr do Sol
Esqueça o que falei sobre sair
Corra muito além da escuridão
E corra, corra!
Azul, vermelho
Pelo espelho
A vida vai passar
E o tempo está no pensamento.
***
Música pra embalar o início de uma semana a mil...
sábado, 20 de novembro de 2010
No pátio, na chuva
O Augusto quebrou a antena do meu rádio portátil.
Ele mesmo se deu conta da besteira que fez, e aí foi aquela choradeira.
Buáááááááááááááááááááá
Eu e o César falamos pra ele:
- Filho, quantas vezes já dissemos pra tu não mexer nas antenas? Lembra que tu quebrou as antenas dos teus carrinhos de controle remoto? Não pode, filho. Agora tu já sabe que não é pra mexer.
Buáááááááááááááááááááá
Buáááááááááááááááááááá
Buáááááááááááááááááááá
- Quando vocês ficam bravos comigo, buáááááá, eu tenho vontade, buááááááá, de morar no pátio, na chuuuuuuuuuuuva!!!
E aí eu derreti junto com as lágrimas dele.
Ele mesmo se deu conta da besteira que fez, e aí foi aquela choradeira.
Buáááááááááááááááááááá
Eu e o César falamos pra ele:
- Filho, quantas vezes já dissemos pra tu não mexer nas antenas? Lembra que tu quebrou as antenas dos teus carrinhos de controle remoto? Não pode, filho. Agora tu já sabe que não é pra mexer.
Buáááááááááááááááááááá
Buáááááááááááááááááááá
Buáááááááááááááááááááá
- Quando vocês ficam bravos comigo, buáááááá, eu tenho vontade, buááááááá, de morar no pátio, na chuuuuuuuuuuuva!!!
E aí eu derreti junto com as lágrimas dele.
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