segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Autógrafos em Caxias do Sul


A sessão de autógrafos de ANTOLÓGICOS, na Livraria Do Arco da Velha, em Caxias do Sul, estava belíssima, bem movimentada, contemplada com um lindo dia de sol.

Não posso deixar de registrar a ilustre presença do meu fã número 1! Augusto! Que quase colocou a livraria abaixo, mas nos fez dar boas risadas... (né, Karen? Lembra dele tamborilando os dedos na mesa de vidro?)

Marcelo, estou te devendo uma! Pode me cobrar!

Parece-me que esta foi a última das sessões de autógrafos de nosso livro. DESTE livro. Agora, pessoal, temos que colocar a mão na massa. Ou no papel. Ou no teclado. Sei lá.

Aos que nos prestigiaram em qualquer uma das sessões, meu sincero agradecimento!

E agradeço especialmente ao César, pela companhia em tooooooodas as sessões.

Arrivederci!


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ironia

No dia em que minha mãe foi à minha casa, querendo testar a eficiência do aparelho para surdez que recém colocara, eu estava afônica, por conta de uma gripe.

- Mãe, o aparelho funciona bem, eu é que não consigo falar, escrevi num papel.

Nós duas rimos.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Autores em língua espanhola

Romance sonámbulo


Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montana.
Con la sombra en la cintura
ella suena en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fria plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas la estan mirando
y ella no puede mirarlas.

Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha,
vienen con el pez de sombra
que abre camino del alba.
La higuera frota su viento
con la lija de sus ramas,
y el monte, gato garduno,
eriza sus pitas agrias.
Pero quien vendra? y por donde...?
Ella sigue en su baranda,
verde carne, pelo verde,
sonando la mar amarga.

(Poema de Federico García Lorca)



"Nunca a vi tão brincalhona como nessa manhã. E creio que nunca mais a veria. Não me lembrava dela tão natural, completamente solta, sem posar, sem inventar um papel, enquanto aspirava com prazer a tepidez da manhã e se deixava invadir pela luz que as copas dos salgueiros chorões peneiravam. Parecia mais novinha do que era, quase uma adolescente e não uma mulher beirando os 30 anos."

(Trecho de 'Travessuras de Menina Má', de Mario Vargas Llosa)


É o que estou lendo, atualmente.
Qualquer semelhança é mera coincidência.

ANTOLÓGICOS NA SERRA

Para quem quiser dar um passeio na serra, ofereço mais um motivo!

Sessão de autógrafos de ANTOLÓGICOS, em Caxias do Sul.
Dia 29 de novembro, às 10 horas, na Livraria Arco da Velha.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Oportunidades

Impossível recolher as palavras à boca, ou às teclas, depois que foram proferidas.

Impossível dizer, com o mesmo efeito, o que não foi dito na ocasião apropriada.

Impossível dormir tranqüilo depois disso tudo.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Eu passeeeeeeeeeei na prova para o Mestrado em Teoria Literária da PUC!

Sexta-feira, farei a segunda etapa da seleção, que é uma entrevista com os professores do Programa de Pós Graduação.

Torçam por mim!

Encontro


(estande da Editora Nova Prova, na Feira do Livro. Crédito da foto: Karen Drago)

Lindo de ver: os três livros que têm meu nome inscritos em sua capa, encontraram-se lá na segunda prateleira (de cima para baixo). Lado a lado, o que é mais espetacular ainda.

Obrigada, Karen, pelo achado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Disco

Li um conto, ontem, que dizia:

O ser humano é uma espécie de disco arranhado. Sempre incide nos mesmos erros. (não sei se eram essas palavras exatamente, mas era essa a idéia)

E aí fiquei me perguntando se essa não seria a tradução para o título do meu blog. É, acho que sim.

A outra pergunta que fica é:

Não há, portanto, redenção?

Responda, quem puder.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

"O amor é a única doença que cura.
A afirmação tem, no mínimo, três sentidos. E todos são válidos."

Disseram-me isso há algum tempo. E eu concordo plenamente.

Pena não ter percebido isso antes.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O não-lugar de escritores diplomados

Para ser escritor, é preciso ter talento. Inspiração, também, mas nem tanto. A escrita é um trabalho, um exercício que exige técnica, disposição, disciplina. Foi-se o tempo em que às musas era creditada a única origem possível da criação literária.

As Oficinas Literárias são protagonistas nesse novo contexto. Na Feira do Livro de Porto Alegre, em 2007, foi realizado o I ENOL – Encontro Nacional de Oficinas Literárias, que iniciou a discussão sobre a contribuição das Oficinas na iniciação de escritores. Este ano, o evento teve continuidade e eu tive a oportunidade de participar dele apresentando a pesquisa que desenvolvi acerca do papel das Oficinas Literárias na formação de autores contemporâneos.

A discussão, em suma, foi sobre o pioneirismo de Lígia Averbuck na realização de Oficinas e a velha questão da padronização de textos, que alguns ainda insistem em atribuir às oficinas.

O que me intrigou, no entanto, não foi nenhuma dessas questões debatidas, porque no próprio debate elas se resolveram. Fez-me repensar os espaços formais de criação literária aquilo que disse minha colega Karen, aluna do Curso de Formação de Escritores da Unisinos, ao sair do evento: "aqui havia pessoas de oficinas literárias e escritores independentes. E nós, três alunos do curso de Formação de Escritores. Não estamos em lugar algum! Temos a preparação e o conhecimento que os leigos não têm. Mas também não temos o aparato da Oficina."

Para contextualizar, preciso dizer que freqüentei, por um semestre, esse Curso de Formação de Escritores da Unisinos. Fiz uma disciplina que me ajudaria a entender um pouco do mercado editorial, um dos objetos de estudo desse trabalho de conclusão que referi no início do texto. O anseio geral da turma, que eu ouvia com muita curiosidade, pois eu pertencia ao curso de Letras, era: o que vou fazer com meu diploma?

Os alunos de Oficina Literária estão encontrando seu espaço, após muitos anos de luta, é verdade. Como foi mencionado no curso ontem, já criaram um mini-sistema literário: eles produzem seus textos; já há, em meio aos alunos, um rapaz que criou uma editora independente e que publica textos dos próprios colegas; e se cada um dos alunos for o consumidor desse trabalho, pronto, a cadeia se fecha.

Se é verdade que os alunos do Curso de Formação de Escritores estão em um não-lugar, querida Karen, é fato que algum espaço deve ser criado. E acredito que esse espaço somente poderá ser criado com criação literária, se me permitem a redundância. Os alunos de Oficina contavam apenas com o nome de um escritor famoso e sua vontade de escrever, aliada a algum talento. Estudaram, trabalharam e tornaram essa capacidade em resultado. Vocês têm um diploma. Os pesos são diferentes, vocês hão de me dizer. E eu respondo: sim, são. Se, por um lado, os alunos de Oficina contam com sua capacidade e com a ajuda do nome de outro (o ministrante) para poderem ingressar no mercado editorial, vocês contam com a capacidade própria, atestada pelo diploma. Estão sendo preparados para transitarem por diversos gêneros textuais, lírico, narrativo, dramático. Coisa que os alunos de Oficina não são. Vocês sabem as ferramentas das quais podem se utilizar. Conhecem a intimidade do mercado no qual vão entrar.

O diploma de escritor pode ser uma ilusão. Assim como ter o nome numa capa de livro apadrinhado por um grande escritor pode ser, da mesma forma. O que vai definir o lugar de cada um é o trabalho. Leiam muito, antes de tudo. E lancem-se à disciplina da escrita. Usem os recursos que vocês recebem na instrução formal a que assistem todos os dias. Tornem a literatura, a criação literária uma rotina. Porque os grandes escritores, as musas e a universidade só dão uma luz. O resultado, o lugar a ser encontrado, depende de cada um.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Realidade nem tão poética

Hoje, como tradicionalmente todos os dias ao meio-dia, o César e meu filho me acompanharam até a parada de ônibus, de onde venho para o trabalho.

Eu estava com um livro no colo, "Conceitos findamentais de poética", livro que estou lendo para a prova de seleção de Mestrado que prestarei amanhã, na PUC.

Enquanto meu filho pisava na grama e ensaiava as duas novas palavras que aprendeu: "que nojo!", eu rememorava alguns dos conceitos de poesia lírica, épica e dramática. Coisa chata, mas, enfim, necessária.

Foi quando parou um carroceiro, desses que juntam papel e garrafas pet vazias, e perguntou se nós tínhamos um cigarro. Respondi que não, e ele já puxou assunto com o César, perguntou quantos anos tinha meu guri, mostrou pra ele o "Toquinho", que era o fiel cão que o acompanhava na carroça. O homem estava visivelmente bêbado. Deixou a carroça estacionada no meio da rua.

Nisso, passou um carro vendendo "sonhos" caseiros. Buzinou freneticamente para que o carroceiro tirasse seu veículo do caminho. O homem, em vez de acatar, começou a gritar "filho da puta, filho da puta". O Augusto arregalou os olhos. E o carroceiro lhe disse: "Humpf, sonhos. Que palhaçada. Não sonha, viu, guri? É perda de tempo. Vai brincar, vai, mas não fica sonhando não.

E eu, com meu livro de poética no colo, fiquei me sentindo uma idiota. Uma perfeita idiota, eu diria.

Tá, ok, a gente não pode deixar de sonhar. Foi por isso que, ao subir no ônibus, abri meu livro e continuei estudando.

Mas, de vez em quando, dava uma espiadinha pela janela, que é pra não esquecer que existem vidas além da vida da gente. Vidas que não podemos ignorar. E nem fechar a cortina.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Meu aniversário!

Pois é, mais um aninho de vida, estou passando pro lado de lá da casa dos vinte, e vamos em frente!

Aos 26 anos, já sou casada, tenho um filho, um diploma, emprego fixo e tenho meu nome escrito na capa de três livros.

Falta-me plantar uma árvore e fazer a carteira de motorista. E algumas outras coisas, claro, que a gente nunca pode parar de sonhar.

Sinto saudades de algumas pessoas. Estou feliz por poder abraçar ainda tantas outras.
Feliz também por ter meus pais saudáveis e fortes.

E se nem a grama é perfeita (não é Karen e Andreia?), que suportemos as rosetas e que nossos pés nunca parem de nos levar.

As felicidades que me deseja quem me abraça, eu estendo pra todos!

Felicidades!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Festa à Fantasia


Yes, foi demais! Aí acima, os três aniversariantes.

Obrigada a todos os que fizeram a alegria da festa!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Hamlet foi morto por uma espada, mas não uma espada qualquer. Laertes havia posto veneno no fio. Hamlet morreu com um corte envenenado.

Palavras podem ser tão letais quando a espada que matou Hamlet.

Há aquelas palavras que apenas cortam. Outras, injetam veneno. E o veneno vai entrando na carne, imperceptível, e vai sufocando, sufocando.

Não tenho nem mais meia hora de vida.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Em contagem regressiva para novembro! Eu adoro esse mês

Antes de qualquer coisa, a Feira do Livro de Porto Alegre começa sexta-feira, dia 31/10.

EEEEEEEEEEEEEEE

A semana começou cedo. Os próximos dias serão fervorosos. Estou numa ansiedade do cão.

Mas vocês nem imaginam como eu adoro isso. O marasmo me intoxica.

01/11 - Festa à fantasia! Estão todos convidados. Será para comemorar o meu aniversário (que é no dia 04/11) e o da minha grande amiga Deby (que é no dia 31/10). Quem estiver por Gravataí ou quiser vir de onde for, me manda um recadinho que eu explico onde é.

ANTOLÓGICOS, vocês também estão convidados, viu???


04/11 - Meu niver!!!!!!!!!!!!!

07 E 08/11 - Prova de seleção para o Mestrado em Teoria da Literatura (ai, que nervos).

10/11 - Sessão de autógrafos 104 que contam, às 20 horas.
LOCAL: Memorial do RS

11/11 -
Apresentação do trabalho O papel das Oficinas Literárias na formação de autores contemporâneos, por Teresa Azambuya.
Encontro Nacional de Oficinas Literárias
Centro Cultural Érico Veríssimo, às 17 horas.

15/11 -
Sessão de autógrafos de Antológicos, às 14 horas.
LOCAL: Memorial do RS


E lá vou eu!!!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Lançamento 104 que contam

Foi lindo! Obrigada, Karen e Vivi, que me prestigiaram! E aos que não puderam, não esqueçam da Feira do Livro!


Ah, uma curiosidade: uma das autoras do livro, descobri ontem, foi minha professora de italiano!!!

A Feira do Livro de Porto Alegre inicia dia 31 de outubro.

Nos vemos lá!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

104 que contam

É amanhã o lançamento do mais novo livro do qual eu participo!


Espero ver vocês por lá!

E, para o ano que vem, quem sabe um livro próprio? Já está na hora...

Família de leitores

domingo, 19 de outubro de 2008

Domingo de sol




Ah, sol, vê se aparece mais vezes!

Autógrafos, literatura e futebol

Ontem, em São Leopoldo, os ANTOLÓGICOS autografaram sua obra na XXIII Feira do Livro.

É sempre bom reencontrar os amigos! Abraços pra todos vocês! E obrigada a todos os que nos prestigiaram!

Autografar é ótimo, né...


A sessão foi antecedida por um bate-papo sobre Literatura e Futebol, entre Fabrício Carpinejar (poeta), Mário Corso e Norton (psicanalistas) e Edson (antropólogo).


O evento foi agradável, mas tenho minhas opiniões divergentes em relação ao assunto e a algumas das considerações que eles fizeram. Ainda que os caras sejam uns figurões, vale sempre nosso posicionamento crítico.


O ponto pacífico em relação aotema foi: o maior esporte nacional não é o futebol. É falar sobre futebol. Seguido, é claro, de assistir às partidas.


E o exemplo eu tive hoje. Enquanto meu excelentíssimo assistia à final do Campeonato Mundial de Futebol de Salão, eu passei em frente à tv para pegar uma fralda para o Augusto. O que ele me disse? Nada. Ele simplesmente grunhiu pra mim, ou rosnou.

- rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

E eu fiquei de mau-humor o resto da tarde.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sessão de autógrafos

Amanhã, em São Leopoldo, após palestra com Mário Corso e Fabrício Carpinejar, às 17 horas, estaremos autografando ANTOLÓGICOS!

Segue endereço da Biblioteca Municipal onde ocorrerá o evento:

Rua Oswaldo Aranha, 934 - Centro, São Leopoldo.

Espero vê-los por lá!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eu e meu pai

Seu Álvaro, meu pai, fez as estantes da biblioteca de um poeta sem nem imaginar que um livro com o nome sua filha seria colocado lá.

Acessem a crônica em que Fabrício Carpinejar conta essa história, aqui.

Não deixem de ler!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia do professor

Hoje é Dia do Professor. E, embora não exerça (por enquanto) a profissão, tenho dois diplomas que me credenciam a receber os parabéns! :D

***

Enquanto eu olhava pela janela do ônibus, cansada de ver as letras do livro que eu tinha no colo tremilicando em frente a meus olhos, comecei a ouvir um choro. Há muito tempo não ouvia choro tão doído, desesperado.

Olhei para trás e vi uma menina de uns oito anos, mochila nas costas, segurada à barra do assento ao fundo. Chorava e avermelhava, olhando para os lados. O desespero que demonstrava aumentava à medida que o ônibus acelerava e que ela não encontrava nenhum rosto conhecido a socorrê-la.

Fui até ela e, com aquele jeito de mãe que aprendi a ter, segurei-lhe o ombrinho e perguntei-lhe:

- Que foi?

Ela, elevando as lágrimas até a linha de meus olhos, disse:

- O ônibus não parou na minha escola, está tudo vazio!

Entendi a súplica e, imediatamente, acionei a campainha. Não havia aula na escola hoje, já que era feriado do dia do professor. E a menina, desavisada, embarcou sozinha no ônibus e não tinha como voltar para casa.

O motorista parou a condução. E, por dez segundos, todos ficamos ali, inertes, olhando o rosto inchado da menina e não sabendo o que fazer com ela. Resolvi perguntar se ela sabia o telefone da sua mãe. Entre engasgos, ela conseguiu ditar-me o número.

Conversei com a mãe daquela menina, explicando-lhe o ocorrido. O impasse com que nos deparamos é que nós tínhamos que seguir viagem, tínhamos horários a cumprir, mas, ao mesmo tempo não podíamos deixar aquela garotinha ali, sozinha. Então, antes mesmo de eu terminar a sugestão, todos concordaram: vamos levar a menina até a escola, onde estaria esperando uma kombi escolar que, a pedido de sua mãe, a levaria até sua casa.

E assim, fizemos o caminho reverso. No horário em que estávamos acostumados a ir, voltávamos. Chegamos todos atrasados ao trabalho, tivemos que dar explicações aos nossos chefes, mas fomos unânimes em ajudar. O que me surpreendeu, de certa forma, porque estamos acostumados a ver sempre alguém que reclama, mau-humorado.

É possível ainda acreditar nas pessoas.

A menina deve estar, a esta hora, brincando de professora e dando a aula que não teve, para a sua boneca preferida.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Calendário

Pessoal, aí está o calendário de minhas atividades literárias para o mês de outubro:

Início do mês

Na Revista Crescer deste mês, Fabrício Carpinejar assina uam crônica em que relata uma história sobre mim e sobre meu pai. Já nas bancas!

Dia 18 de outubro, às 17 horas

Sessão de autógrafos de ANTOLÓGICOS, na Feira do Livro de São Leopoldo.

Dia 21 de outubro, às 19h30min

Lançamento e Sessão de autógrafos do 104 que contam, no Memorial do Rio Grande do Sul.



Prestigiem onde, como e quando puderem!

A vida é feita de escolhas.

Este não pretende ser um anúncio publicitário ou mais um chavão, daqueles tantos que a gente vê por aí, em livros de auto-ajuda ou naquelas mensagens .pps que todo mundo recebe. É uma reflexão pessoal.

Os postos que alcançamos, as pequenas glórias que conquistamos são, muitas vezes, invejadas pelas pessoas. Mas essas pessoas não sabem que pra eu estar lá, recebendo meu diploma, eu deixei de conviver com aqueles de quem eu gostava, em alguns momentos. Que pra eu ter um filho maravilhoso, eu passei pela pior dor da minha vida. Que pra eu estar lá, numa sessão de autógrafos, eu perdi horas de sono, fiquei até tarde com os olhos ardendo em frente ao computador. Que pra eu estar lá, no cargo de chefe no meu serviço, eu ralei pra caramba, levei trabalho pra casa e comi um sanduíche em vez de tirar uma hora pra almoçar num restaurante. (isso, claro, nas vias normais, ou pelo menos dignas).

Eu fiz muitas outras escolhas. Preteri pessoas muito caras a meu coração, deixei de agir quando, aos olhos dos outros, mover-me fosse imprescindível. Isso me trouxe sofrimento e, por outro lado, me fez ter um posto confortável, quem sabe esse mesmo que me disseram, o de "filha preferida".

Cada um sabe o que faz. Ou melhor, o que escolhe. E cada um sabe o preço que paga por isso.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Explicação

A autora deste blog está temporariamente indisponível.

Motivo: sucessivas moléstias que a acometeram desde o dia das eleições...

(É sério!)

Inté.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Alô, eleitores, o circo chegou

Dificilmente falo sobre política, ainda que esteja imersa todos os dias nesse meio. E exatamente por isso é que não dá pra falar, porque trabalho para a Câmara, para todos os Vereadores da Câmara, e aí demonstrar algum tipo de preferência pode me prejudicar e muito.

Bem, mas não dá para ficar quieta depois dessa. Gravataí city virou uma bagunça política.

Domingo, assisti ao debate dos candidatos a Prefeito: Bordignon, Jones, Edir e Sampaio. Quatro candidatos, cada um defendendo a proposta que julgava melhor para a cidade.
Na terça-feira, Bordignon foi cassado. Em seu lugar, ficou a candidata a vice, Rita Sanco.
Na sexta-feira, Edir renunciou. Quem votar nele, terá seu voto anulado.

Bom, e aí?

Aí que o eleitor é palhaço. Os camaradas passam três meses fazendo campanha política, dizendo: nossa proposta é melhor, nós vamos ampliar o pronto atendimento, nós vamos investir em educação, nós não sei o que. E aí, a dois dias das eleições, eles jogam a proposta pro alto, dane-se, vamos apoiar o que é interessante polticamente. Conchavos e conchavos. E o resto que se exploda.

E o povo? Ah, o povo vota. O povo é quem decide. Mas não sabe o que decidir, não sabe o que fazer, porque não se sabe nem mesmo quem são os reais candidatos. Não se sabe se amanhã ainda serão os mesmos.

Aí, questionei: não seria mais certo anular a eleição aqui? Pra fazer uma coisa organizada, decente, onde todos os eleitores tenham a informação correta?

Responderam-me: como é que vão anular a eleição? E o dinheiro que os candidatos já gastaram? Não pode!

O povo pagará quatro anos para que os candidatos não gastem mais do seu dinheirinho, oh, coitadinhos, conquistado com tanto "suor"...

É o fim. Eu sou uma eleitora revoltada. E deixa eu colocar o meu nariz de palhaço, que é assim que eu vou votar lá no domingo.



segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Desabafo de ordem prática

Se você está cansado de fofocas, seja o primeiro a não reproduzi-las.

Ditados populares e passagens bíblicas afins:

* O sujo falando do mal-lavado.
* "Como dirás a teu irmão: 'deixa-me tirar o cisco do teu olho', estando uma trave no teu?". (Mt 7, 3-5)

Sinceramente, há coisas que minha razão não entende e que minha boca não pode deixar de indagar.

***

Última semana antes das eleições!

Bem, as recomendações acima caem como uma luva...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Meu gauchinho

(com seu dindo Cláudio)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ambigüidades

Ela, Doutora em Literatura, fora convidada para dar aulas de literatura clássica aos médicos da Universidade Federal. Ao final de uma aula, foi abordada:

-Vamos tomar um café? Muito prazer, sou Dr. Artur, Cardiologista.

Conversa vai, conversa vem, depois do café foram ao teatro, depois do teatro ao restaurante e eis que as mãos se encontram, os lábios também, e surge o pedido de namoro.

Ela não deu a resposta imediatamente. Esperou para marcar uma consulta, a fim de testar quais efeitos teriam - fora dos livros - as ambigüidades que estava acostumada a estudar.

Ao entrar no consultório e, deparando-se com os olhos atônitos e surpresos do médico, apenas disse:

- Quero que você cuide do meu coração.

E ele, resoluto, sentenciou:

- Eu aceito, com a condição de que possa abri-lo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Para ladrões de margarina:


Colei o aviso no pote vazio e deixei-o na geladeira.
Vocês não acham justo?

Da próxima vez, recorro ao laxante.
Humpf!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Dias partidos

O dia refletiu minha penumbra,
e porque eu parto
de mim
- e em mim -
todos os dias,

minhas causas
amanhecem e anoitecem
e eu sempre volto
a ver o sol.

(foto de Sílvia Fernandes - vista da janela de minha sala)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Eu, por Manuel Bandeira


Não estou me achando, mas é que estou lendo a obra dele e aí, bom, e aí resolvi postar, haha.


terça-feira, 16 de setembro de 2008

Feira do Livro de POA

Charles Kiefer foi escolhido para Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre deste ano. O anúncio foi hoje pela manhã.

Que seja uma ótima Feira do Livro pra todos nós!

A propósito, anotem em suas agendinhas: dia 11/11 apresentarei meu trabalho sobre as Oficinas Literárias no ENOL - Encontro Nacional de Oficinas Literárias, dentro da Feira do Livro. Nesse mesmo dia, autografarei o 104 que contam.

E que comecem a rufar os tambores!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Nas bandas do Rio da Prata

No Jornal argentino "La Razón", edição de domingo, 07/09/2008, li uma matéria em que se noticiava que a Argentina será o País homenageado da Feira do Livro de Frankfurt de 2010.
O governo argentino, por sua vez, anunciava os nomes dos representantes e/ou símbolos argentinos para a Feira: Maradona, Che, Evita e Gardel.

Pelo amor de Deus, Feira do LIVRO, cadê o escritor representante do País???

A reportagem tratava exatamente disso: escritores, dentre eles Mempo Giardinelli, reivindicavam que fossem, pelo menos incluídos na lista do Governo, os verdadeiros representantes da LITERATURA argentina - Borges, Cortázar, Pizarnik (que citei aqui há dois posts atrás), dentre outros.

Pelo visto, não é só o país do carnaval e do futebol que dá mais importância a quem tem mídia e deixa de lado quem tem conteúdo.

É o fim da picada mesmo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Fim de tarde

Tá, daí terminou a semana. E daí que eu recebi uma visita que me deixou triste, uma mensagem que me deixou revoltada. E daí que eu não falei tudo o que eu queria pra quem eu queria. E daí que eu fiquei com vontade de chorar.

Mas daí me lembrei que vou a uma peça de teatro daqui a uma hora!

E daí pras coisas ruins, né?

Sacode a poeira e vai, minha filha. Que a vida é feita de idas. As voltas são apenas um movimento, por vezes, necessário.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Alejandra Pizarnik

Pizarnik é uma poeta argentina, não tão conhecida por aqui. Pois meu irmão, que voltou de Buenos Aires ontem, atendeu muito mais do que um simples pedido que eu fizera: em vez de me trazer um dos seus livros, trouxe-me prosa e poesia completa!!!

Para quem não conhece e, especialmente, para quem me fez conhecê-la, deixo um de seus poemas:

CENIZAS

Hemos dicho palabras,
palabras para despertar muertos,
palabras para hacer un fuego,
palabras donde poder sentarnos
y sonreír.

Hemos creado el sermón
del pájaro y del mar,
el sermón del agua,
el sermón del amor.

Nos hemos arrodillado
y adorado frases extensas
como el suspiro de la estrella,
frases como olas
frases con alas.

Hemos inventado nuevos nombres
para el vino y para la risa,
para las miradas y sus terribles
caminos.

Yo ahora estoy sola
-como la avara delirante
sobre su montaña de oro-
arrojando palabras hacia el cielo,
pero yo estoy sola
y no puedo decirle a mi amado
aquellas palabras por las que vivo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Joseph Conrad por Teresa

Na Revista do CEKAW (Centro de Estudos Karol Wojtyla) de agosto, foi publicado artigo de minha autoria sobre o autor Joseph Conrad.

Acessem!

www.cekaw.org

Meus agradecimentos especiais à Lisiane V., minha querida amiga, por ter me aberto essa porta! Espero ter feito um trabalho à altura!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Como nossos pais

Eu tinha seis anos quando a minha mãe me mandou ao armazém comprar uma coca-cola, que, naquela época, era vendida a litro, em garrafa de vidro. O casco era trocado na nova compra.

A recomendação que ela me fez foi expressa: "leva a garrafa vazia numa sacola de supermercado! (que naquele tempo não era de plástico, era de pano, resistente e ecológica). Tu podes cair e te 'lastimar' (no seu bom espanhol)". Eu, me achando a maioral, recusei. "Pode deixar que levo a garrafa na mão". E lá me fui pela rua de paralelepípedo...

Chegando a uma quadra do armazém, plaft, tropecei numa pedra e me arrebentei no chão. O casco se partiu. Fui salva por uma vizinha que, compadecida de meus gritos: "não conta pra minha mãe que ela me mata! não conta!" me arranjou uma garrafa vazia, foi comigo até o armazém e me entregou no portão da minha casa sã e salva. É claro que minha mãe ficou sabendo do fato, mas apenas sorriu, sabendo que, de qualquer forma, eu havia aprendido alguma coisa.

Num outro dia:

- Podes ir ao armazém pra mim? A comida está atrasada! Traz um pacote de lentilha e duas cebolas, por favor. Ah, e cuida pra descer as escadas! É muito escorregadio, podes te 'lastimar'! Cuidado!

A minha mãe tinha sessenta e seis anos quando foi ao armazém para mim, comprar lentilhas. Levou meu filho pela mão. Não caiu na escada. Não recusou minhas recomendações, porque sabia muito bem que faziam sentido. Voltaram os dois, ela com uma sacola na mão, e ele com um pirulito na boca.

Na verdade, nós não crescemos, simplesmente. Aprendemos a ser pais. E nossos pais, pela primeira vez, aprendem a ser filhos. Filhos conscientes de que os conselhos que nós ecoamos, valem para alguma coisa.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ensaios

Ensaio sobre a distância


“... espero que a gente se encontre logo, nas nuvens, ou no chão, ou no mar, em algum lugar...”


Ensaio sobre o esquecimento


Acabam

os sentimentos

não por falta de sentir

mas por sobra de esquecer...


... o que já se sentiu.


Ensaio sobre o futuro


(na primeira pessoa do plural)


Os laços se desatarão

Por falta de

NÓS.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Cacos de vidro de taças quebradas sempre aparecem onde menos se espera: embaixo do tapete, no cantinho da porta, sob o armário da cozinha, ou, até mesmo, dentro do seu sapato!

Cacos de sentimentos rotos podem ser tão cortantes quanto os da taça que quebrei ontem. E também costumam aparecer onde menos se espera.

Para ambos os casos, recomenda-se:

balde, água e faxina.

Sobre mim

Ando com a pulga...

Ando
com a pulga
atrás das letras
com as palavras presas
escapando por teresas.

Márcio Davie Claudino

http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?reg=16&p_secao=57

Poema que circulou nos ônibus de Porto Alegre, em 2007.
(Obrigada, Clarice, pela descoberta...)

Por falar em poema no ônibus, eu me inscrevi no Concurso "Poemas no Ônibus de POA", deste ano... Torçam por mim!!!




terça-feira, 2 de setembro de 2008

Arde

Lá pelos meus quinze anos, o passatempo predileto da gurizada à minha volta era entrar de penetra nas festas das minhas amigas. Todos, mais ou menos na mesma faixa etária, tinham como principal evento social as festas de quinze anos das colegas, inclusive eu.


Depois, o tempo foi passando e aí eu comecei a ir a festas de casamento. Recebia convite para ser madrinha, ficava pensando nos vestidos que usaria, nos presentes que daria. Atualmente, estou na fase das festas de aniversário de um aninho. Não tentem calcular a minha idade. Mas é fato que, conforme o tempo vai passando, os eventos sociais também vão se transformando. E isso começa a ficar preocupante quando a gente começa a ir aos velórios.


Bem, constatado o fato, fica a pergunta: quantas histórias, quantas fases da vida são possíveis de narrar a partir de um álbum de fotografias? Vocês poderiam responder: depende da fase da vida em que ele foi tirado. Ou há quanto tempo foi isso. Se é uma festa recente de quinze anos, pode ser que as histórias sejam restritas: no máximo, a aniversariante conta uma avó falecida, uma tia que viajou pra longe. Já do álbum de uma festa de bodas de ouro, já daria pra contar bastantes histórias.


Meu filho fez um aninho em abril. Só se passaram cinco meses. Não haveria praticamente nada de novo pra se contar, afinal, se passaram apenas cinco meses! A lógica, entretanto, não funcionou, nesse caso.


Naquele álbum do Ursinho Pooh, estava uma amiga e seu filho, que morreram num trágico acidente de carro. Um casal, que olhava sorridente para a câmera, hoje tem os olhos cegos de ódio um pelo outro. Uma menina, que chutava a barriga de sua mãe, já enche a casa com seu chorinho de recém nascida.


A vida arde e não tem explicação, disse o cantor.


E eu assino embaixo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ver todos os sorrisos possíveis escoando em cor vermelho sangue, pelo ralo, a deixou perplexa.

E com um pouquinho de dor na cabeça, um pouquinho de dor na alma e um pouquinho de medo do escuro.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ninhos

Para Álvaro Azambuya


Com madeira e pregos
Ele fez um ninho.
Ninho de palavras
na casa de um poeta.

Lá, o poeta guardava, alinhados,
os livros que escrevia
E os que os outros escreviam também.

Muitos ninhos
o marceneiro produzira
em cinqüenta anos de profissão.
Não tinha pretensão de divindade,
mas foi do pó que criou seus filhos.

E, numa dessas voltas redondas que
o mundo insiste em dar
A
filha do marceneiro
quis dar uma de escritora!

E plaft!
foi parar no ninho
da casa do poeta
que o pai, marceneiro, havia feito.

O pai fizera um ninho
para as palavras da filha.
Sem saber.

E o poeta, ah, o poeta.
Haveria personagem melhor
para ser o elo
desta história?

***

Não dá pra ficar sem explicar, porque é uma situação que me comoveu imensamente.

Meu pai é marceneiro, e foi ele quem fez as estantes de livros da casa do Fabrício Carpinejar.
Ontem, na Sessão de Autógrafos de ANTOLÓGICOS, tive a oportunidade de dizer-lhe isto: o sobrenome AZAMBUYA estaria duas vezes na sua estante: primeiro, pelas minhas palavras no livro e, segundo, pela estante que as acomodará...
Não é uma história comovente mesmo?

Pai, tenho muito orgulho de ti. Das tuas mãos calejadas e também de conheceres literatura universal e discutir comigo autores que muitos dos meus colegas diplomados sequer ouviram falar.

Aqui, a minha homenagem pra ti.

***

A Sessão de autógrafos de ANTOLÓGICOS foi um SUCESSO! Gente, nós ficamos duas horas autografando sem parar, havia fila imensa!

Eu estou muito feliz!!!!! E que venham mais momentos como esse!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

É HOJE O GRANDE DIAAAAAAAA!!!

Sessão de Autógrafos de "Antológicos", às 19h30min, na Livraria Cultura.

Apareçam por lá!!!

Mais Antológicos

Sábado, ao meio dia, foi ao ar entrevista nossa, concedida à Rádio Unisinos, no programa "Escrita Fina", apresentado por Fabrício Carpinejar.

SU-CES-SO!

***

Matérias estão saindo em vários Jornais! Vale dos Sinos, Clic RBS, etc. Seguem os links.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2140546.xml&template=3898.dwt&edition=10554&section=999

http://www.ziptop.com.br/vp/jornalvs/

http://www.momentoregional.com.br

To devendo (1)

- Alô?
- Tere, falaí.
- Alô? Humberto Gessinger???? Oiiiiiiiiiiii! Bah, sou tua fã, admiro muito teu trabalho, não pude estar aí no Studio Clio, mas te deixo meus parabéns, viu?
- Obrigado, obrigado, valeu.
- Tchau.

(Valeu, Rafa, me fazer falar com o Humberto Gessinger justo quando eu estava enfiando o pé dentro de um ônibus lotado foi o melhor presente de amigo, viu???)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Um explicação

Por que realizo meus sonhos?
Porque sou míope.
Como não enxergo de longe, eu tenho que ir caminhando, chegando pertinho, pertinho daquilo que quero ver.
Quando me dou conta, estou ali, bem em frente.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Tristezas infinitas assolam o lado de dentro dos meus olhos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Teoria da atração (nome provisório)

No ano passado, eu estava lendo um livro do Mário Quintana, quando, em um dos seus poemas, constava um verso em inglês. Fui pesquisar no Google, acabei descobrindo que o autor daquele verso era de John Keats. Dois dias depois, eu havia esquecido o episódio, e estava lendo um outro livro teórico, para meu trabalho de conclusão, nada a ver com Mário Quintana. Pois não é que encontro, no mesmo livro, um capítulo inteiro sobre John Keats?

***

Ontem eu conversava com uma colega de serviço, assunto trivial, nada a ver. Ela me contou um fato ocorrido perto da casa de seu namorado, na rua da Matriz, descendo ali aquela lomba e pá pá pá. Aí, comentei que eu tinha uma ex-colega, do tempo de Magistério, que morava bem ali, mas que fazia mais de cinco anos que não a via. Pois não é que hoje, ao meio-dia, enquanto eu ia comprar os ingressos pro teatro, encontrei a tal da guria?

***

Nunca aconteceu com você ter ouvido ou lido uma palavra nova e, um ou dois dias depois, ver essa palavra estampada num outro lugar?

Pra tudo isso, deve haver uma explicação. Por enquanto, nomino de teoria da atração.

Aceito sugestões.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Hoje, nem que seja por alguns minutos, eu preciso de um colo.

E não faça da minha sensibilidade apenas um motivo para inflar seu ego. Regale-me sincera atenção. Não me peça explicações.

Não tenho vocação para placas de distâncias.

É tudo o que eu sei.



(foto tirada por mim, numa praia bem longe daqui)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pra saber de verdade

Eu poderia perguntar, simplesmente, como está você. Mas isso é pouco e genérico demais.

Então, pra saber de verdade, prefiro estender as indagações.

Você sorriu quando se olhou no espelho hoje?
Quantos degraus subiu ou desceu?
Esbarrou nalgum móvel?
Você não esqueceu de nada ao sair de casa? (se saiu)
Quantas vezes arrumou o cabelo despenteado pelo vento?
Cumprimentou alguém que não conhecia?
Comeu sobremesa no almoço?
Tropeçou alguma vez?
Suspirou fundo olhando pro céu?
Me diga, vá, quantas vezes mordeu o lábio inferior?

Não, não é um interrogatório. É apenas a vontade de ser uma voz diferente daquelas tantas outras com quem todo mundo se depara durante um dia inteiro. É apenas o desejo de não ser mais um, no seu dia tão repleto de tanta coisa.

É, apenas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O tempo não pára

Até ontem, ele era uma pessoinha dentro da minha barriga, que me chutava as costelas.

Pois hoje, quando tirei ele do berço, ele foi em direção ao sofá, escalou-o sozinho, sentou-se bem confortavelmente e me disse:

-Mamãe, bolo!

E eu, boquiaberta, sorri e fui lá buscar o bolo que eu tinha feito praquele toco de gente.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Natureza do espanto (ou Espanto da Natureza)

Eu vi nascerem interjeições na grama verde da manhã ensolarada de ontem.




quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Lançamento Antológicos



Cliquem aí, meu nome é o penúltimo!

Espero ver vocês lá!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Vi

Quadros de bibicleta são perfeitos para se pintar, a óleo, o retrato dos que andam a esmo.

A frase veio antes da cena.

Era sol de meio dia, quando muitos como eu injetavam seus olhos no chão, entre passos largos, e espraguejavam o número de blusões postos pela manhã.

Sob o mesmo calor, o menino de olhinhos pretos, tão escuros quanto sua esperança no futuro, retratava quadro a quadro o passarinho na árvore, o carro veloz passando a seu lado na avenida, a moça bonita e alta de óculos escuros, as costas largas de seu pai, o vento barulhento.

Vez em quando, a sacola a seu lado farfalhava, e a sua visão era ocultada pelo ramo de beterraba que se estendia à sua frente.

O menino estava na garupa da bicicleta. A garupa era uma caixa de verduras. E o menino era franzino e cabia dentro da caixa, entre as sacolas de verduras de seu pai, que ia pedalando sofrivelmente lomba acima.

Os olhinhos franzinos saltavam entre os ramos das beterrabas. E tomavam para dentro de si o mundo inteiro.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"Não tenho habilidade para clarezas", disse o poeta.

Nem eu.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Dos traumas de pós-formada:

Todo mundo em expectativa de recomeçar as aulas e eu aqui, nessa vidinha de Câmara-casa-casa-Câmara.

Não poder dar carteiraço nos cinemas e no teatro. Droga!

A pulguinha do "arranja sarna pra se coçar, Teresa!" já começou a pinicar...

Hummm......

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Eu

Uma pessoa de poucas perguntas,
que precisa de muitas respostas.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Fim de temporada

É só conferir nos posts de outros anos... Mês de julho é festerê do início ao fim.

05/07 - aniversário do Rafa e do Cláudio (duas festas, muita comilança)

15/07 - aniversário do meu irmão (festa e comilança)

18/07 - minha formatura (festa, comilança e choradeira)

26/07 - aniversário do David (festa e comilança)

28/07 - aniversário da minha mãe e da mãe da Débora (festa, comilança e homenagem)

29/07 - aniversário do enrico (festa, comilança e crianças, muitas, pra acabar com nosso fôlego)

Bom, hoje é dia trinta, não chego perto da balança e encerro a temporada de festas.

Começa agosto, o mês do azar... Mas bem, espero que, neste ano, não seja tão azarado assim... (a gente sempre espera isso, mas tá, não vamos ser negativos, hehe)

Pra antecipar uma boa temporada, anuncio que o livro ANTOLÓGICOS, produção da nossa turma da formação de escritores, será lançado dia 26/08, na Livraria Cultura, pela Editora Nova Prova. Estão todos, de antemão, convidados. Comunico mais tarde o horário.

E, pra terminar o post com boa literatura, eis uma ótima pedida, sempre: Manoel de Barros:


O poema é antes de tudo um inutensílio.
Hora de iniciar algum
Convém se vestir de roupa de trapo.
Há quem se jogue debaixo de carro
nos primeiros instantes.
Faz bem uma janela aberta.
Uma veia aberta.
Pra mim é uma coisa que serve de nada o poema
Enquanto vida houver
Ninguém é pai de um poema sem morrer.
(Manoel de Barros)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Formatura, melhores momentos (parte 5 - alguns amigos)

















São muitos amigos, muitas fotos, semana que vem tem mais!


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Formatura, melhores momentos! (parte 1)

Gente:

Esperei tanto tempo por esse momento... Foram oito anos e meio de suor e, quando chega o dia da formatura, ele passa tão tão rápido!

Dois foram os momentos que mais me emocionaram: o primeiro, quando, ao pegar o diploma, abanei para meus familiares e vi o Augusto batendo palma para mim, na platéia; e o segundo, quando fui mencionada no discurso da Paraninfa Martha, que disse:

"A Teresa estudou literatura, como todas aqui, mas foi além e escreveu literatura, e já publicou. (ela falou mas coisas, mas eu já não me lembro, porque tinha começado a chorar)

A todos meus amigos e amigas que assistiram a esse grande momento, ou que mandaram mensagem, telegrama, e-mail, até mesmo energia positiva, meu MUITO OBRIGADA!

E agora, algumas fotos! (que serão postadas durante a semana, por conta do espaço permitido para postagem no blog).




sexta-feira, 11 de julho de 2008

Missa de formatura

Ontem foi a missa em celebração e agradecimento por minha formatura.


Foi lindíssima. Simples, mas emocionante.


Falta pouco!!! Uma semana para a cerimônia oficial!





Pessoal!

Foi publicado, no site da Oficina Literária do escritor Charles Kiefer, o Trabalho de Conclusão de Curso por mim elaborado e defendido na UNISINOS, sobre o tema Oficinas Literárias. O título do trabalho é "O papel das Oficinas Literárias na formação de autores contemporâneos".

Acessem. Leiam. Divulguem!
www.charleskiefer.com.br/oficina

E não se esqueçam de comentar!

teresabam@gmail.com

terça-feira, 8 de julho de 2008

A última viagem

Na última vez em que olhei
pela janela volante
não havia estrelas

Apenas as luzes pálidas
da cidade
e eu perplexa
no vidro

Não havia voz
Não havia vento
Não havia veias

Apenas as lembranças
das rodas na estrada
e de meu calor reclinado
no banco de trás.





sexta-feira, 4 de julho de 2008

(Des) saber

Sou o que não sei
O vento que leva.

Desejo de evanescência
O que o vento leva.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Dever cumprido

Acabei de entregar, há cinco minutos, meu último trabalho acadêmico da graduação.

Ótimo, dever cumprido, não aguentava mais trezentas mil pendências anotadas na minha agenda.

Mas deu uma melancolia, uma tristezinha... Foi o último, gente!

Agora é só partir pro abraço.

E buscar novos horizontes...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

NÃO TEM PREÇO:

No ônibus, oito horas da noite de quinta-feira, um rapaz e uma moça conversam:
- Que tá fazendo, guria?
- To copiando aqui no celular esse poema que tá na janela, achei bonito e vou mandar pro meu namorado.
- Hum.

(Eu, que estava no banco de trás, sorri... O poema que estava adesivado na janela do ônibus era o meu, vencedor do Concurso Poemas no Ônibus em Gravataí!)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Só pra lembrar...

Pra quem não conhece, Jorge Drexler é um cantor uruguaio (da querida terra de meus pais). As músicas dele são sempre uma boa pedida, principalmente em dias frios, românticos ou, até mesmo, melancólicos.

Das muitas músicas de que que gosto, esta é sempre especial...

Antes
Jorge Drexler

Antes de mí tú no eras tú,
antes de tí yo no era yo.
Antes de ser nosotros dos
no había ninguno de los dos,
no había ninguno de los dos.

Antes de ser parte de mí,
antes de darte a conocer,
tú no eras tú y yo no era yo,
parece que fuera antes de ayer.

Antes que nadayo quiero aclarar
que no es que estuviera
tampoco pasándolo mal antes.

Pero algo de mí, yo no supe ver
hasta que no me lo mostró,
algo de tí, que quiero creer
que no vio nadie antes que yo,
que nadie vio antes que yo

Después de todo
lo que quiero es decir
que no entiendo como podía vivir antes,
no entiendo como podía vivir antes
no entiendo como podía vivir.

Antes de irmeyo debo decir:
yo también pensaba que era feliz
No entiendo como podía vivir antes.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

elétrica

Palavras, palavras, palavras, todas elas unidas me perseguindo, as que saíram da ponta dos dedos, as que eu fiquei pensando em dizer eu não disse, idéias, projetos, quatro trabalhos para apresentar em quatro dias, o livro pra editar, a música que eu escutei, daqui a quatro semanas eu de toga, eu deveria ter puxado assunto, escrever é melhor, um conto ficou martelando na cabeça, raras, sarar, simplificação fonética, mamãe a porta, meu filho disse, eu queria dormir, mas não consigo, o ônibus anda rápido, acidente na BR, isso aqui parece outra cidade onde estive, porque eu estou aqui, relatório, não esquecer de ligar pro cara e cobrar o trabalho, no encontré ojos así como los que tienes tú, incidente em antares, o que? projeto pra semana que vem? putz! mais um, a professora querida, não tem ninguém pra me buscar, que ódio, preciso cortar o cabelo, preciso parar de pensar, amanhã acordo cedo, muita coisa pra fazer,

PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER

(um ótimo jeito de terminar a sexta-feira. com trinta dedos na tomada.)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Em uma reunião prosaica, senti-me uma neófita: nunca havia visto o nobre Parlamento com tantos exibicionismos vocabulares...

(é, se puxaram hoje, agradeço o acréscimo de vocabulário)

Do melhor ao pior (em apenas uma noite)

10. Obter o anúncio definitivo da publicação de um livro próprio (para outubro!)
9. Ser convidada para ser bolsista de iniciação científica e receber elogios pelos meus textos escritos.
8. Recusar o convite por um motivo esplendoroso: me formo em julho!
7. Ver a amostra do convite para a formatura e achar tão legal estar lá, na foto.
6. Escrever para o autor de um livro que acabei de ler e ganhar uma resposta pessoal!
5. Chegar em casa e ouvir "mamãe, oi"
4. Estar louca de fome e não ter nada pra comer.
3. Não sentar um minuto pra descansar, arrumando coisas.
2. Estar louca de sono e ter de ouvir os maiores absurdos e injustiças que uma pessoa pode ouvir, e acabar por desistir de fazer tudo certo.
1. Ter uma crise seríssima de nervos, só resolvida a base de calmante.

***

A (aparente) redenção: sair de manhã com uma amiga querida, e alugar meu vestido de formatura!!! Lindo lindo...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A vida continua

Assim como continuam os compromissos, as contas a pagar, os trabalhos da faculdade, enfim...



E seguimos em frente! Sem deixar pra trás as boas lembranças e tirando como uma grande lição de tudo isso: não deixemos de dizer o que sentimos pelos amigos... Pode ser tarde demais. Ah, e abraçar é muito bom! Principalmente bons e antigos amigos...



***



Acabo de ler o livro "Imperatriz no Fim do Mundo", de Ivanir Calado.



Gente, é por isso que amo literatura... Um simples relato histórico da existência de Amélia, a segunda esposa de Dom Pedro I, não seria em nada comparável à atraente história da Imperatriz que busca desesperadamente por lembranças de sua existência, em museus e bibliotecas, para escapar do esquecimento ao qual fora relegada. (e é, até hoje, nos livros de História).



Recomendo!


(Lau, copiei de ti a história de fazer hiperlink com a imagem, tá, gostei do recurso... me perdoaaaaa! haha)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

É tão difícil entender as fatalidades...

Renan se foi hoje, às quatro e meia da manhã. Exatamente uma semana após sua mãe, que havia falecido, no mesmo horário, na quarta-feira passada.

A história trágica desses dois se torna mais trágica a cada detalhe conhecido. Por isso, é melhor silenciar.

São duas vidas que se foram, e um amigo que fica só. Sem a família que construiu. Família essa que eu assisti desde o início, desde o namoro e casamento dos dois, o nascimento do filho, enfim.

É tão difícil entender as fatalidades...

Fabi, Renan, ficaremos cuidando do Rafa pra vocês.

Descansem em paz.

terça-feira, 27 de maio de 2008


Gente.

Ando meio sem palavras há dias, tantos foram os acontecimentos trágicos com os quais me deparei nesta última semana.

Fabi, a minha amiga que sofreu o acidente de trânsito, faleceu na última quarta-feira.
Seu filho, Renan, que estava em coma, está praticamente com morte cerebral. Apenas uma pequena parte de seu cérebro está sendo levemente irrigada. Todos os dias são feitos exames somente para constatar se seu cérebro ainda não se foi. Dias sem esperanças, um após o outro.

Triste vê-los lá, no álbum da festa de um ano do Augusto. Triste saber que não voltarão.
Triste encontrar tantos queridos amigos, que há tempos eu não via, num velório.
Triste relembrar tantas músicas, tantos acordes, triste eu pegar novamente num violão numa situação como essas.
Triste sentir a falta da voz da Fabi nas músicas.
Triste lembrar aquele Festival de Músicas de que participei; lembrar que, naquele dia, eu toquei a barriga imensa da Fabi, e o Renan mexeu seu cotovelinho na minha mão.
Triste, muito triste.

Ficaremos com saudades, amiga. Renan, continuamos rezando por ti. Rafa, por ti também, para que tenhas força, sempre.

(Fabi e Rafa)



Já ouvi tanto consolo, tantas explicações para o fato...

Mas hoje, eu só queria dizer que estou
triste.

Só.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mamãe, hoje vou enxergar tudo diferente!




(É ou não é o máximo esse meu menino???)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O melhor presente de dia das Mães: Augusto aprendeu a caminhar sozinho!!!

***

A pior notícia que se poderia receber num dia como esses: uma amiga (grávida de quatro meses, sem saber) e seu filho de onze anos, em coma, depois de um acidente de trânsito gravíssimo.

Após o estado de choque e as muitas lágrimas derramadas, fiz a minha parte, doei sangue.
E continuo rezando para que esse pesadelo acabe.
Quem se dispuser a doar, fale comigo, que eu darei o nome da paciente e o hospital certinho.

Força pra vocês, Rafa, Fabi e Renan.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

EU TAMBÉM TENHO DIREITO DE EXPLODIR, POXA!



PORQUE RAIOS EU SEMPRE TENHO QUE OUVIR AS ASNEIRAS QUE OS OUTROS ME DIZEM E FICAR SEMPRE QUIETA!



(Desculpem, mas hoje foi o dia do festival da estupidez.)


terça-feira, 6 de maio de 2008

Numérica

107 passos do portão até a parada
10 minutos de espera
3 degraus para subir no ônibus
7 km rodados
62 passos para atravessar a rua
3 andares para cima, no elevador
2 andares para baixo, depois de marcar o ponto
25 passos do elevador até a cadeira

48 palavras para descrever
MONOTONIA.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Poema estilhaçado

"Pelo caminho,
atiram pedras nas vidraças!"
- alertou o condutor.

E eu,
que todas as noites contava as estrelinhas
pela janela

Tive de fechar a cortina
e adormecer
a poesia.

Teresa Azambuya

quarta-feira, 30 de abril de 2008

A pedido

Sem inspiração para escrever de punho próprio, deixo estes versos do meu poeta favorito, o grande Quintana.
Abril se vai. E, numa pequena grande contradição, escolhi o primeiro poema de abril para encerrar o mês, porque eu precisava falar sobre as lembranças, embora saiba que o silêncio sobre esse assunto tenha sido preferido, de outra parte.

PRIMEIRO POEMA DE ABRIL

Vem vindo o Abril tão belo em sua barca de ouro!
Um copo de cristal inventa as cores todas do arco-íris.
Eu procuro
As moedinhas de luz perdidas na grama dos teus olhos verdes,

E até onde, me diz,
até onde irá dar essa veiazinha aqui?
(Abril é bom para estudar corpografia!)

Mario Quintana

quarta-feira, 2 de abril de 2008


Há um ano eu sentia as piores dores da minha vida. E no minuto seguinte, eu sentia a emoção mais forte que uma pessoa pode sentir.

É assim, tentar descrever o nascimento de um filho é praticamente frustrante. Porque é intraduzível.

365 dias depois de ter nascido todo inchadinho, vermelho, morto de fome e chorando o tempo todo, Augusto hoje está um meninão forte, saudável, (continua morto de fome), mas enche de vozes e de alegria a minha casa e a minha vida.

Ele acorda de manhã e diz: "mã mã" (pra me chamar e pra pedir a mamadeira, palavrinha ambivalente, haha). Aponta pra janela e diz: "abi", querendo dizer árvore. Olha pro ventilador e faz "não" com o dedinho gorducho, mas continua indo em direção ao ventilador.

Dá trabalho? Sim, muito. Despesa também. Mas e quem se importa com isso?

Eu amo o meu filho, que está de aniversário hoje. E amo todos os seus sorrisos e todos os seus choros e todas as suas dobrinhas nas pernas e braços e todos os seus dentinhos e seus olhos e todas as suas lágrimas e tudo que tem nele. Porque filho é pra isso, pra ser amado. E muito.

Parabéns à maior alegria de minha vida! O Augusto!


quinta-feira, 27 de março de 2008

Chove
Tão torrencialmente!
As gotas estralam sobre o teto dos carros no pátio

Eu fiquei lembrando dos dedos escorregando na nuca
Tomei um gole de coca-cola gelada
Gota gelada, garganta

Eu tenho muitas coisas a dizer
Não disse
Verbos condenados a muitos anos de cárcere

Os manifestantes não se manifestaram também
Estariam eles adivinhando minha prisão?
Preso, presos,
presa
que o selvagem atacou

Chove
Tão torrencialmente!
Deixei o vidro da janela bater e se partir

Melhor mesmo dar a volta
Retornar ao aquário
De ver, ouvir
E não sentir.

terça-feira, 25 de março de 2008

Confesso
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina e Totonho Villeroy

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz

(Refrão)
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

(Estribilho)
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

(Refrão)
Aaaaaah...

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
(Refrão)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Saudades

De alguém que amava ir à praia
que não vivia sem chocolate
que sentiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaa, muito, com muitas repetições de vogais e muitas intensidade
que não passava um dia sem ler alguma coisa
que chorava de tristeza
que sorria por bobagem
que tinha sonhos irrealizáveis
que tinha esperança de realizá-los
que se espantava com os absurdos que via
que não conseguia ser racional numa briga e que chorava sem conseguir explicar nada

Linearidade é algo terrível
Indiferença também
Na mesma linha, o conformismo
E, por fim, uma imensa tristeza tomando conta da voz, dos dedos, do corpo e da mente...

segunda-feira, 17 de março de 2008


Como é bom, como é bom falar tudo o que estava entalado na garganta, sem chorar, sem se enervar, sem perder a razão.


Missão cumprida!


***


Teresa estava nervosa e foi pescar... Nada melhor para finalizar o finde com efeitos de Lexotan!


quarta-feira, 5 de março de 2008

Palmas para o espetáculo circense!

1º episódio

O palhaço anunciou que ia botar pra fora do picadeiro o anão, seu ajudante, a pontapés.
Chegou na hora do espetáculo, o palhaço olhou para o anão, fez uma cara de espanto e disse: vou embora!

(palmas!)

2º episódio

O mágico disse que ia consumir com toda a sujeira do picadeiro num simples abracadabra. Ao terminar o número, nem percebeu que a sujeira estava toda pendurada na cauda de sua casaca.

(palmas!)

3º episódio

A domadora de leões estava numa jaula fazendo a sua vez com o rei da selva. Levou um susto quando, atrás de si, surgiu um gatinho miando. Chutou-o para longe, alegando que não conversava com bichanos.

(palmas!)

4º episódio

A dona do circo disse que não ia se preocupar com mais ninguém, porque estava surda de um ouvido. Alguém entendeu alguma coisa?

(palmas!)

5º episódio

Um neném caiu da arquibancada.

(ohhhhhhhhh)

6º episódio

A equilibrista, vendo todos os acontecimentos lá de cima, ligou o f*-se.
- Desce, equilibrista!
- F*-se.
- Vai, equilibrista!
- F*-se.

(palmas?)

E mais um espetáculo sem graça chega ao fim.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Descaminhos

Eu quis concertar palavras para explicar por onde ando, muda há tanto tempo.
Desafinei.

Tentei começar

Um trabalho
Uma homenagem
Uma cicatriz no pulso

(Cadê o diapasão?)

Férias na lagoa
Vida descoberta (e despida)
Rumo incerto

(Cadê o diapasão?)

Nada adianta.
Estive por aí, muda.
Agora volto, escrita.

É o que importa, numa escala de dó.
(é de dar dó)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Miss Lexotan terá seu dia de glória hoje, como autora homenageada da Feira do Livro de Gravataí.
Hoje será o Sarau de Lançamento de Feira, com direito a discurso e poesia.
Gente, tô muito nervosa, cruz credo! Então, amanhã conto como foi....
"E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo"

Eita, nóis, hein, amiga...

sábado, 20 de outubro de 2007

Depois da onda de azar que me sobreveio (e que onda, cruzes!), instituo o período de contagens regressivas. Dois mil e sete, com exceção de abril (sempre ele, mês abençoado!), tem que acabar, e logo!

5 dias para Sarau Literário
15 dias para um quarto de século
22 dias para Engenheiros do Hawaii, no Theatro São Pedro
23 dias para entrega do TC
24 dias para o fim do estágio
30 dias para inaguruação da nova câmara
30 dias para sessão de autógrafos na Feira do Livro de Gravataí

E chega de contar. Eu gosto mais de sopa de letrinhas...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Quando você parou de olhar o mar, eu chorei.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Há três semanas era o meu cunhado Ricardo que estava se recuperando de um acidente de moto.
Anteontem ele fez uma cirgurgia. Ontem teve alta.
Hoje, o Chico, outro cunhado, está mal no hospital também por acidente de moto.
Estou muito preocupada, ele bateu com a cabeça, não reconhece as pessoas, não fala coisa com coisa, enfim, não está bem, ainda que os médicos afirmem o contrário.
No SUS, deixaram-no atirado por meia hora no banheiro, sozinho, sangrando, e ninguém, nenhum enfermeiro sabia onde ele estava!
Agora, enquanto paciente particular, pois a empresa onde ele trabalha está bancando tudo, também não está sendo bem atendido! É o fim!

Bom, vou parar de trololó e voltar pro hospital.

Anos ímpares são bons pra literatura, péssimos pra acidentes com familiares. Pelo menos foi o que ocorreu comigo em 2005.