quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Eu, por Manuel Bandeira


Não estou me achando, mas é que estou lendo a obra dele e aí, bom, e aí resolvi postar, haha.


terça-feira, 16 de setembro de 2008

Feira do Livro de POA

Charles Kiefer foi escolhido para Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre deste ano. O anúncio foi hoje pela manhã.

Que seja uma ótima Feira do Livro pra todos nós!

A propósito, anotem em suas agendinhas: dia 11/11 apresentarei meu trabalho sobre as Oficinas Literárias no ENOL - Encontro Nacional de Oficinas Literárias, dentro da Feira do Livro. Nesse mesmo dia, autografarei o 104 que contam.

E que comecem a rufar os tambores!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Nas bandas do Rio da Prata

No Jornal argentino "La Razón", edição de domingo, 07/09/2008, li uma matéria em que se noticiava que a Argentina será o País homenageado da Feira do Livro de Frankfurt de 2010.
O governo argentino, por sua vez, anunciava os nomes dos representantes e/ou símbolos argentinos para a Feira: Maradona, Che, Evita e Gardel.

Pelo amor de Deus, Feira do LIVRO, cadê o escritor representante do País???

A reportagem tratava exatamente disso: escritores, dentre eles Mempo Giardinelli, reivindicavam que fossem, pelo menos incluídos na lista do Governo, os verdadeiros representantes da LITERATURA argentina - Borges, Cortázar, Pizarnik (que citei aqui há dois posts atrás), dentre outros.

Pelo visto, não é só o país do carnaval e do futebol que dá mais importância a quem tem mídia e deixa de lado quem tem conteúdo.

É o fim da picada mesmo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Fim de tarde

Tá, daí terminou a semana. E daí que eu recebi uma visita que me deixou triste, uma mensagem que me deixou revoltada. E daí que eu não falei tudo o que eu queria pra quem eu queria. E daí que eu fiquei com vontade de chorar.

Mas daí me lembrei que vou a uma peça de teatro daqui a uma hora!

E daí pras coisas ruins, né?

Sacode a poeira e vai, minha filha. Que a vida é feita de idas. As voltas são apenas um movimento, por vezes, necessário.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Alejandra Pizarnik

Pizarnik é uma poeta argentina, não tão conhecida por aqui. Pois meu irmão, que voltou de Buenos Aires ontem, atendeu muito mais do que um simples pedido que eu fizera: em vez de me trazer um dos seus livros, trouxe-me prosa e poesia completa!!!

Para quem não conhece e, especialmente, para quem me fez conhecê-la, deixo um de seus poemas:

CENIZAS

Hemos dicho palabras,
palabras para despertar muertos,
palabras para hacer un fuego,
palabras donde poder sentarnos
y sonreír.

Hemos creado el sermón
del pájaro y del mar,
el sermón del agua,
el sermón del amor.

Nos hemos arrodillado
y adorado frases extensas
como el suspiro de la estrella,
frases como olas
frases con alas.

Hemos inventado nuevos nombres
para el vino y para la risa,
para las miradas y sus terribles
caminos.

Yo ahora estoy sola
-como la avara delirante
sobre su montaña de oro-
arrojando palabras hacia el cielo,
pero yo estoy sola
y no puedo decirle a mi amado
aquellas palabras por las que vivo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Joseph Conrad por Teresa

Na Revista do CEKAW (Centro de Estudos Karol Wojtyla) de agosto, foi publicado artigo de minha autoria sobre o autor Joseph Conrad.

Acessem!

www.cekaw.org

Meus agradecimentos especiais à Lisiane V., minha querida amiga, por ter me aberto essa porta! Espero ter feito um trabalho à altura!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Como nossos pais

Eu tinha seis anos quando a minha mãe me mandou ao armazém comprar uma coca-cola, que, naquela época, era vendida a litro, em garrafa de vidro. O casco era trocado na nova compra.

A recomendação que ela me fez foi expressa: "leva a garrafa vazia numa sacola de supermercado! (que naquele tempo não era de plástico, era de pano, resistente e ecológica). Tu podes cair e te 'lastimar' (no seu bom espanhol)". Eu, me achando a maioral, recusei. "Pode deixar que levo a garrafa na mão". E lá me fui pela rua de paralelepípedo...

Chegando a uma quadra do armazém, plaft, tropecei numa pedra e me arrebentei no chão. O casco se partiu. Fui salva por uma vizinha que, compadecida de meus gritos: "não conta pra minha mãe que ela me mata! não conta!" me arranjou uma garrafa vazia, foi comigo até o armazém e me entregou no portão da minha casa sã e salva. É claro que minha mãe ficou sabendo do fato, mas apenas sorriu, sabendo que, de qualquer forma, eu havia aprendido alguma coisa.

Num outro dia:

- Podes ir ao armazém pra mim? A comida está atrasada! Traz um pacote de lentilha e duas cebolas, por favor. Ah, e cuida pra descer as escadas! É muito escorregadio, podes te 'lastimar'! Cuidado!

A minha mãe tinha sessenta e seis anos quando foi ao armazém para mim, comprar lentilhas. Levou meu filho pela mão. Não caiu na escada. Não recusou minhas recomendações, porque sabia muito bem que faziam sentido. Voltaram os dois, ela com uma sacola na mão, e ele com um pirulito na boca.

Na verdade, nós não crescemos, simplesmente. Aprendemos a ser pais. E nossos pais, pela primeira vez, aprendem a ser filhos. Filhos conscientes de que os conselhos que nós ecoamos, valem para alguma coisa.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ensaios

Ensaio sobre a distância


“... espero que a gente se encontre logo, nas nuvens, ou no chão, ou no mar, em algum lugar...”


Ensaio sobre o esquecimento


Acabam

os sentimentos

não por falta de sentir

mas por sobra de esquecer...


... o que já se sentiu.


Ensaio sobre o futuro


(na primeira pessoa do plural)


Os laços se desatarão

Por falta de

NÓS.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Cacos de vidro de taças quebradas sempre aparecem onde menos se espera: embaixo do tapete, no cantinho da porta, sob o armário da cozinha, ou, até mesmo, dentro do seu sapato!

Cacos de sentimentos rotos podem ser tão cortantes quanto os da taça que quebrei ontem. E também costumam aparecer onde menos se espera.

Para ambos os casos, recomenda-se:

balde, água e faxina.

Sobre mim

Ando com a pulga...

Ando
com a pulga
atrás das letras
com as palavras presas
escapando por teresas.

Márcio Davie Claudino

http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?reg=16&p_secao=57

Poema que circulou nos ônibus de Porto Alegre, em 2007.
(Obrigada, Clarice, pela descoberta...)

Por falar em poema no ônibus, eu me inscrevi no Concurso "Poemas no Ônibus de POA", deste ano... Torçam por mim!!!




terça-feira, 2 de setembro de 2008

Arde

Lá pelos meus quinze anos, o passatempo predileto da gurizada à minha volta era entrar de penetra nas festas das minhas amigas. Todos, mais ou menos na mesma faixa etária, tinham como principal evento social as festas de quinze anos das colegas, inclusive eu.


Depois, o tempo foi passando e aí eu comecei a ir a festas de casamento. Recebia convite para ser madrinha, ficava pensando nos vestidos que usaria, nos presentes que daria. Atualmente, estou na fase das festas de aniversário de um aninho. Não tentem calcular a minha idade. Mas é fato que, conforme o tempo vai passando, os eventos sociais também vão se transformando. E isso começa a ficar preocupante quando a gente começa a ir aos velórios.


Bem, constatado o fato, fica a pergunta: quantas histórias, quantas fases da vida são possíveis de narrar a partir de um álbum de fotografias? Vocês poderiam responder: depende da fase da vida em que ele foi tirado. Ou há quanto tempo foi isso. Se é uma festa recente de quinze anos, pode ser que as histórias sejam restritas: no máximo, a aniversariante conta uma avó falecida, uma tia que viajou pra longe. Já do álbum de uma festa de bodas de ouro, já daria pra contar bastantes histórias.


Meu filho fez um aninho em abril. Só se passaram cinco meses. Não haveria praticamente nada de novo pra se contar, afinal, se passaram apenas cinco meses! A lógica, entretanto, não funcionou, nesse caso.


Naquele álbum do Ursinho Pooh, estava uma amiga e seu filho, que morreram num trágico acidente de carro. Um casal, que olhava sorridente para a câmera, hoje tem os olhos cegos de ódio um pelo outro. Uma menina, que chutava a barriga de sua mãe, já enche a casa com seu chorinho de recém nascida.


A vida arde e não tem explicação, disse o cantor.


E eu assino embaixo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ver todos os sorrisos possíveis escoando em cor vermelho sangue, pelo ralo, a deixou perplexa.

E com um pouquinho de dor na cabeça, um pouquinho de dor na alma e um pouquinho de medo do escuro.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ninhos

Para Álvaro Azambuya


Com madeira e pregos
Ele fez um ninho.
Ninho de palavras
na casa de um poeta.

Lá, o poeta guardava, alinhados,
os livros que escrevia
E os que os outros escreviam também.

Muitos ninhos
o marceneiro produzira
em cinqüenta anos de profissão.
Não tinha pretensão de divindade,
mas foi do pó que criou seus filhos.

E, numa dessas voltas redondas que
o mundo insiste em dar
A
filha do marceneiro
quis dar uma de escritora!

E plaft!
foi parar no ninho
da casa do poeta
que o pai, marceneiro, havia feito.

O pai fizera um ninho
para as palavras da filha.
Sem saber.

E o poeta, ah, o poeta.
Haveria personagem melhor
para ser o elo
desta história?

***

Não dá pra ficar sem explicar, porque é uma situação que me comoveu imensamente.

Meu pai é marceneiro, e foi ele quem fez as estantes de livros da casa do Fabrício Carpinejar.
Ontem, na Sessão de Autógrafos de ANTOLÓGICOS, tive a oportunidade de dizer-lhe isto: o sobrenome AZAMBUYA estaria duas vezes na sua estante: primeiro, pelas minhas palavras no livro e, segundo, pela estante que as acomodará...
Não é uma história comovente mesmo?

Pai, tenho muito orgulho de ti. Das tuas mãos calejadas e também de conheceres literatura universal e discutir comigo autores que muitos dos meus colegas diplomados sequer ouviram falar.

Aqui, a minha homenagem pra ti.

***

A Sessão de autógrafos de ANTOLÓGICOS foi um SUCESSO! Gente, nós ficamos duas horas autografando sem parar, havia fila imensa!

Eu estou muito feliz!!!!! E que venham mais momentos como esse!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

É HOJE O GRANDE DIAAAAAAAA!!!

Sessão de Autógrafos de "Antológicos", às 19h30min, na Livraria Cultura.

Apareçam por lá!!!

Mais Antológicos

Sábado, ao meio dia, foi ao ar entrevista nossa, concedida à Rádio Unisinos, no programa "Escrita Fina", apresentado por Fabrício Carpinejar.

SU-CES-SO!

***

Matérias estão saindo em vários Jornais! Vale dos Sinos, Clic RBS, etc. Seguem os links.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2140546.xml&template=3898.dwt&edition=10554&section=999

http://www.ziptop.com.br/vp/jornalvs/

http://www.momentoregional.com.br

To devendo (1)

- Alô?
- Tere, falaí.
- Alô? Humberto Gessinger???? Oiiiiiiiiiiii! Bah, sou tua fã, admiro muito teu trabalho, não pude estar aí no Studio Clio, mas te deixo meus parabéns, viu?
- Obrigado, obrigado, valeu.
- Tchau.

(Valeu, Rafa, me fazer falar com o Humberto Gessinger justo quando eu estava enfiando o pé dentro de um ônibus lotado foi o melhor presente de amigo, viu???)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Um explicação

Por que realizo meus sonhos?
Porque sou míope.
Como não enxergo de longe, eu tenho que ir caminhando, chegando pertinho, pertinho daquilo que quero ver.
Quando me dou conta, estou ali, bem em frente.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Tristezas infinitas assolam o lado de dentro dos meus olhos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Teoria da atração (nome provisório)

No ano passado, eu estava lendo um livro do Mário Quintana, quando, em um dos seus poemas, constava um verso em inglês. Fui pesquisar no Google, acabei descobrindo que o autor daquele verso era de John Keats. Dois dias depois, eu havia esquecido o episódio, e estava lendo um outro livro teórico, para meu trabalho de conclusão, nada a ver com Mário Quintana. Pois não é que encontro, no mesmo livro, um capítulo inteiro sobre John Keats?

***

Ontem eu conversava com uma colega de serviço, assunto trivial, nada a ver. Ela me contou um fato ocorrido perto da casa de seu namorado, na rua da Matriz, descendo ali aquela lomba e pá pá pá. Aí, comentei que eu tinha uma ex-colega, do tempo de Magistério, que morava bem ali, mas que fazia mais de cinco anos que não a via. Pois não é que hoje, ao meio-dia, enquanto eu ia comprar os ingressos pro teatro, encontrei a tal da guria?

***

Nunca aconteceu com você ter ouvido ou lido uma palavra nova e, um ou dois dias depois, ver essa palavra estampada num outro lugar?

Pra tudo isso, deve haver uma explicação. Por enquanto, nomino de teoria da atração.

Aceito sugestões.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Hoje, nem que seja por alguns minutos, eu preciso de um colo.

E não faça da minha sensibilidade apenas um motivo para inflar seu ego. Regale-me sincera atenção. Não me peça explicações.

Não tenho vocação para placas de distâncias.

É tudo o que eu sei.



(foto tirada por mim, numa praia bem longe daqui)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pra saber de verdade

Eu poderia perguntar, simplesmente, como está você. Mas isso é pouco e genérico demais.

Então, pra saber de verdade, prefiro estender as indagações.

Você sorriu quando se olhou no espelho hoje?
Quantos degraus subiu ou desceu?
Esbarrou nalgum móvel?
Você não esqueceu de nada ao sair de casa? (se saiu)
Quantas vezes arrumou o cabelo despenteado pelo vento?
Cumprimentou alguém que não conhecia?
Comeu sobremesa no almoço?
Tropeçou alguma vez?
Suspirou fundo olhando pro céu?
Me diga, vá, quantas vezes mordeu o lábio inferior?

Não, não é um interrogatório. É apenas a vontade de ser uma voz diferente daquelas tantas outras com quem todo mundo se depara durante um dia inteiro. É apenas o desejo de não ser mais um, no seu dia tão repleto de tanta coisa.

É, apenas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O tempo não pára

Até ontem, ele era uma pessoinha dentro da minha barriga, que me chutava as costelas.

Pois hoje, quando tirei ele do berço, ele foi em direção ao sofá, escalou-o sozinho, sentou-se bem confortavelmente e me disse:

-Mamãe, bolo!

E eu, boquiaberta, sorri e fui lá buscar o bolo que eu tinha feito praquele toco de gente.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Natureza do espanto (ou Espanto da Natureza)

Eu vi nascerem interjeições na grama verde da manhã ensolarada de ontem.




quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Lançamento Antológicos



Cliquem aí, meu nome é o penúltimo!

Espero ver vocês lá!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Vi

Quadros de bibicleta são perfeitos para se pintar, a óleo, o retrato dos que andam a esmo.

A frase veio antes da cena.

Era sol de meio dia, quando muitos como eu injetavam seus olhos no chão, entre passos largos, e espraguejavam o número de blusões postos pela manhã.

Sob o mesmo calor, o menino de olhinhos pretos, tão escuros quanto sua esperança no futuro, retratava quadro a quadro o passarinho na árvore, o carro veloz passando a seu lado na avenida, a moça bonita e alta de óculos escuros, as costas largas de seu pai, o vento barulhento.

Vez em quando, a sacola a seu lado farfalhava, e a sua visão era ocultada pelo ramo de beterraba que se estendia à sua frente.

O menino estava na garupa da bicicleta. A garupa era uma caixa de verduras. E o menino era franzino e cabia dentro da caixa, entre as sacolas de verduras de seu pai, que ia pedalando sofrivelmente lomba acima.

Os olhinhos franzinos saltavam entre os ramos das beterrabas. E tomavam para dentro de si o mundo inteiro.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"Não tenho habilidade para clarezas", disse o poeta.

Nem eu.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Dos traumas de pós-formada:

Todo mundo em expectativa de recomeçar as aulas e eu aqui, nessa vidinha de Câmara-casa-casa-Câmara.

Não poder dar carteiraço nos cinemas e no teatro. Droga!

A pulguinha do "arranja sarna pra se coçar, Teresa!" já começou a pinicar...

Hummm......

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Eu

Uma pessoa de poucas perguntas,
que precisa de muitas respostas.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Fim de temporada

É só conferir nos posts de outros anos... Mês de julho é festerê do início ao fim.

05/07 - aniversário do Rafa e do Cláudio (duas festas, muita comilança)

15/07 - aniversário do meu irmão (festa e comilança)

18/07 - minha formatura (festa, comilança e choradeira)

26/07 - aniversário do David (festa e comilança)

28/07 - aniversário da minha mãe e da mãe da Débora (festa, comilança e homenagem)

29/07 - aniversário do enrico (festa, comilança e crianças, muitas, pra acabar com nosso fôlego)

Bom, hoje é dia trinta, não chego perto da balança e encerro a temporada de festas.

Começa agosto, o mês do azar... Mas bem, espero que, neste ano, não seja tão azarado assim... (a gente sempre espera isso, mas tá, não vamos ser negativos, hehe)

Pra antecipar uma boa temporada, anuncio que o livro ANTOLÓGICOS, produção da nossa turma da formação de escritores, será lançado dia 26/08, na Livraria Cultura, pela Editora Nova Prova. Estão todos, de antemão, convidados. Comunico mais tarde o horário.

E, pra terminar o post com boa literatura, eis uma ótima pedida, sempre: Manoel de Barros:


O poema é antes de tudo um inutensílio.
Hora de iniciar algum
Convém se vestir de roupa de trapo.
Há quem se jogue debaixo de carro
nos primeiros instantes.
Faz bem uma janela aberta.
Uma veia aberta.
Pra mim é uma coisa que serve de nada o poema
Enquanto vida houver
Ninguém é pai de um poema sem morrer.
(Manoel de Barros)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Formatura, melhores momentos (parte 5 - alguns amigos)

















São muitos amigos, muitas fotos, semana que vem tem mais!


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Formatura, melhores momentos! (parte 1)

Gente:

Esperei tanto tempo por esse momento... Foram oito anos e meio de suor e, quando chega o dia da formatura, ele passa tão tão rápido!

Dois foram os momentos que mais me emocionaram: o primeiro, quando, ao pegar o diploma, abanei para meus familiares e vi o Augusto batendo palma para mim, na platéia; e o segundo, quando fui mencionada no discurso da Paraninfa Martha, que disse:

"A Teresa estudou literatura, como todas aqui, mas foi além e escreveu literatura, e já publicou. (ela falou mas coisas, mas eu já não me lembro, porque tinha começado a chorar)

A todos meus amigos e amigas que assistiram a esse grande momento, ou que mandaram mensagem, telegrama, e-mail, até mesmo energia positiva, meu MUITO OBRIGADA!

E agora, algumas fotos! (que serão postadas durante a semana, por conta do espaço permitido para postagem no blog).




sexta-feira, 11 de julho de 2008

Missa de formatura

Ontem foi a missa em celebração e agradecimento por minha formatura.


Foi lindíssima. Simples, mas emocionante.


Falta pouco!!! Uma semana para a cerimônia oficial!





Pessoal!

Foi publicado, no site da Oficina Literária do escritor Charles Kiefer, o Trabalho de Conclusão de Curso por mim elaborado e defendido na UNISINOS, sobre o tema Oficinas Literárias. O título do trabalho é "O papel das Oficinas Literárias na formação de autores contemporâneos".

Acessem. Leiam. Divulguem!
www.charleskiefer.com.br/oficina

E não se esqueçam de comentar!

teresabam@gmail.com

terça-feira, 8 de julho de 2008

A última viagem

Na última vez em que olhei
pela janela volante
não havia estrelas

Apenas as luzes pálidas
da cidade
e eu perplexa
no vidro

Não havia voz
Não havia vento
Não havia veias

Apenas as lembranças
das rodas na estrada
e de meu calor reclinado
no banco de trás.





sexta-feira, 4 de julho de 2008

(Des) saber

Sou o que não sei
O vento que leva.

Desejo de evanescência
O que o vento leva.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Dever cumprido

Acabei de entregar, há cinco minutos, meu último trabalho acadêmico da graduação.

Ótimo, dever cumprido, não aguentava mais trezentas mil pendências anotadas na minha agenda.

Mas deu uma melancolia, uma tristezinha... Foi o último, gente!

Agora é só partir pro abraço.

E buscar novos horizontes...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

NÃO TEM PREÇO:

No ônibus, oito horas da noite de quinta-feira, um rapaz e uma moça conversam:
- Que tá fazendo, guria?
- To copiando aqui no celular esse poema que tá na janela, achei bonito e vou mandar pro meu namorado.
- Hum.

(Eu, que estava no banco de trás, sorri... O poema que estava adesivado na janela do ônibus era o meu, vencedor do Concurso Poemas no Ônibus em Gravataí!)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Só pra lembrar...

Pra quem não conhece, Jorge Drexler é um cantor uruguaio (da querida terra de meus pais). As músicas dele são sempre uma boa pedida, principalmente em dias frios, românticos ou, até mesmo, melancólicos.

Das muitas músicas de que que gosto, esta é sempre especial...

Antes
Jorge Drexler

Antes de mí tú no eras tú,
antes de tí yo no era yo.
Antes de ser nosotros dos
no había ninguno de los dos,
no había ninguno de los dos.

Antes de ser parte de mí,
antes de darte a conocer,
tú no eras tú y yo no era yo,
parece que fuera antes de ayer.

Antes que nadayo quiero aclarar
que no es que estuviera
tampoco pasándolo mal antes.

Pero algo de mí, yo no supe ver
hasta que no me lo mostró,
algo de tí, que quiero creer
que no vio nadie antes que yo,
que nadie vio antes que yo

Después de todo
lo que quiero es decir
que no entiendo como podía vivir antes,
no entiendo como podía vivir antes
no entiendo como podía vivir.

Antes de irmeyo debo decir:
yo también pensaba que era feliz
No entiendo como podía vivir antes.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

elétrica

Palavras, palavras, palavras, todas elas unidas me perseguindo, as que saíram da ponta dos dedos, as que eu fiquei pensando em dizer eu não disse, idéias, projetos, quatro trabalhos para apresentar em quatro dias, o livro pra editar, a música que eu escutei, daqui a quatro semanas eu de toga, eu deveria ter puxado assunto, escrever é melhor, um conto ficou martelando na cabeça, raras, sarar, simplificação fonética, mamãe a porta, meu filho disse, eu queria dormir, mas não consigo, o ônibus anda rápido, acidente na BR, isso aqui parece outra cidade onde estive, porque eu estou aqui, relatório, não esquecer de ligar pro cara e cobrar o trabalho, no encontré ojos así como los que tienes tú, incidente em antares, o que? projeto pra semana que vem? putz! mais um, a professora querida, não tem ninguém pra me buscar, que ódio, preciso cortar o cabelo, preciso parar de pensar, amanhã acordo cedo, muita coisa pra fazer,

PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER

(um ótimo jeito de terminar a sexta-feira. com trinta dedos na tomada.)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Em uma reunião prosaica, senti-me uma neófita: nunca havia visto o nobre Parlamento com tantos exibicionismos vocabulares...

(é, se puxaram hoje, agradeço o acréscimo de vocabulário)

Do melhor ao pior (em apenas uma noite)

10. Obter o anúncio definitivo da publicação de um livro próprio (para outubro!)
9. Ser convidada para ser bolsista de iniciação científica e receber elogios pelos meus textos escritos.
8. Recusar o convite por um motivo esplendoroso: me formo em julho!
7. Ver a amostra do convite para a formatura e achar tão legal estar lá, na foto.
6. Escrever para o autor de um livro que acabei de ler e ganhar uma resposta pessoal!
5. Chegar em casa e ouvir "mamãe, oi"
4. Estar louca de fome e não ter nada pra comer.
3. Não sentar um minuto pra descansar, arrumando coisas.
2. Estar louca de sono e ter de ouvir os maiores absurdos e injustiças que uma pessoa pode ouvir, e acabar por desistir de fazer tudo certo.
1. Ter uma crise seríssima de nervos, só resolvida a base de calmante.

***

A (aparente) redenção: sair de manhã com uma amiga querida, e alugar meu vestido de formatura!!! Lindo lindo...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A vida continua

Assim como continuam os compromissos, as contas a pagar, os trabalhos da faculdade, enfim...



E seguimos em frente! Sem deixar pra trás as boas lembranças e tirando como uma grande lição de tudo isso: não deixemos de dizer o que sentimos pelos amigos... Pode ser tarde demais. Ah, e abraçar é muito bom! Principalmente bons e antigos amigos...



***



Acabo de ler o livro "Imperatriz no Fim do Mundo", de Ivanir Calado.



Gente, é por isso que amo literatura... Um simples relato histórico da existência de Amélia, a segunda esposa de Dom Pedro I, não seria em nada comparável à atraente história da Imperatriz que busca desesperadamente por lembranças de sua existência, em museus e bibliotecas, para escapar do esquecimento ao qual fora relegada. (e é, até hoje, nos livros de História).



Recomendo!


(Lau, copiei de ti a história de fazer hiperlink com a imagem, tá, gostei do recurso... me perdoaaaaa! haha)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

É tão difícil entender as fatalidades...

Renan se foi hoje, às quatro e meia da manhã. Exatamente uma semana após sua mãe, que havia falecido, no mesmo horário, na quarta-feira passada.

A história trágica desses dois se torna mais trágica a cada detalhe conhecido. Por isso, é melhor silenciar.

São duas vidas que se foram, e um amigo que fica só. Sem a família que construiu. Família essa que eu assisti desde o início, desde o namoro e casamento dos dois, o nascimento do filho, enfim.

É tão difícil entender as fatalidades...

Fabi, Renan, ficaremos cuidando do Rafa pra vocês.

Descansem em paz.

terça-feira, 27 de maio de 2008


Gente.

Ando meio sem palavras há dias, tantos foram os acontecimentos trágicos com os quais me deparei nesta última semana.

Fabi, a minha amiga que sofreu o acidente de trânsito, faleceu na última quarta-feira.
Seu filho, Renan, que estava em coma, está praticamente com morte cerebral. Apenas uma pequena parte de seu cérebro está sendo levemente irrigada. Todos os dias são feitos exames somente para constatar se seu cérebro ainda não se foi. Dias sem esperanças, um após o outro.

Triste vê-los lá, no álbum da festa de um ano do Augusto. Triste saber que não voltarão.
Triste encontrar tantos queridos amigos, que há tempos eu não via, num velório.
Triste relembrar tantas músicas, tantos acordes, triste eu pegar novamente num violão numa situação como essas.
Triste sentir a falta da voz da Fabi nas músicas.
Triste lembrar aquele Festival de Músicas de que participei; lembrar que, naquele dia, eu toquei a barriga imensa da Fabi, e o Renan mexeu seu cotovelinho na minha mão.
Triste, muito triste.

Ficaremos com saudades, amiga. Renan, continuamos rezando por ti. Rafa, por ti também, para que tenhas força, sempre.

(Fabi e Rafa)



Já ouvi tanto consolo, tantas explicações para o fato...

Mas hoje, eu só queria dizer que estou
triste.

Só.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mamãe, hoje vou enxergar tudo diferente!




(É ou não é o máximo esse meu menino???)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O melhor presente de dia das Mães: Augusto aprendeu a caminhar sozinho!!!

***

A pior notícia que se poderia receber num dia como esses: uma amiga (grávida de quatro meses, sem saber) e seu filho de onze anos, em coma, depois de um acidente de trânsito gravíssimo.

Após o estado de choque e as muitas lágrimas derramadas, fiz a minha parte, doei sangue.
E continuo rezando para que esse pesadelo acabe.
Quem se dispuser a doar, fale comigo, que eu darei o nome da paciente e o hospital certinho.

Força pra vocês, Rafa, Fabi e Renan.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

EU TAMBÉM TENHO DIREITO DE EXPLODIR, POXA!



PORQUE RAIOS EU SEMPRE TENHO QUE OUVIR AS ASNEIRAS QUE OS OUTROS ME DIZEM E FICAR SEMPRE QUIETA!



(Desculpem, mas hoje foi o dia do festival da estupidez.)


terça-feira, 6 de maio de 2008

Numérica

107 passos do portão até a parada
10 minutos de espera
3 degraus para subir no ônibus
7 km rodados
62 passos para atravessar a rua
3 andares para cima, no elevador
2 andares para baixo, depois de marcar o ponto
25 passos do elevador até a cadeira

48 palavras para descrever
MONOTONIA.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Poema estilhaçado

"Pelo caminho,
atiram pedras nas vidraças!"
- alertou o condutor.

E eu,
que todas as noites contava as estrelinhas
pela janela

Tive de fechar a cortina
e adormecer
a poesia.

Teresa Azambuya

quarta-feira, 30 de abril de 2008

A pedido

Sem inspiração para escrever de punho próprio, deixo estes versos do meu poeta favorito, o grande Quintana.
Abril se vai. E, numa pequena grande contradição, escolhi o primeiro poema de abril para encerrar o mês, porque eu precisava falar sobre as lembranças, embora saiba que o silêncio sobre esse assunto tenha sido preferido, de outra parte.

PRIMEIRO POEMA DE ABRIL

Vem vindo o Abril tão belo em sua barca de ouro!
Um copo de cristal inventa as cores todas do arco-íris.
Eu procuro
As moedinhas de luz perdidas na grama dos teus olhos verdes,

E até onde, me diz,
até onde irá dar essa veiazinha aqui?
(Abril é bom para estudar corpografia!)

Mario Quintana

quarta-feira, 2 de abril de 2008


Há um ano eu sentia as piores dores da minha vida. E no minuto seguinte, eu sentia a emoção mais forte que uma pessoa pode sentir.

É assim, tentar descrever o nascimento de um filho é praticamente frustrante. Porque é intraduzível.

365 dias depois de ter nascido todo inchadinho, vermelho, morto de fome e chorando o tempo todo, Augusto hoje está um meninão forte, saudável, (continua morto de fome), mas enche de vozes e de alegria a minha casa e a minha vida.

Ele acorda de manhã e diz: "mã mã" (pra me chamar e pra pedir a mamadeira, palavrinha ambivalente, haha). Aponta pra janela e diz: "abi", querendo dizer árvore. Olha pro ventilador e faz "não" com o dedinho gorducho, mas continua indo em direção ao ventilador.

Dá trabalho? Sim, muito. Despesa também. Mas e quem se importa com isso?

Eu amo o meu filho, que está de aniversário hoje. E amo todos os seus sorrisos e todos os seus choros e todas as suas dobrinhas nas pernas e braços e todos os seus dentinhos e seus olhos e todas as suas lágrimas e tudo que tem nele. Porque filho é pra isso, pra ser amado. E muito.

Parabéns à maior alegria de minha vida! O Augusto!


quinta-feira, 27 de março de 2008

Chove
Tão torrencialmente!
As gotas estralam sobre o teto dos carros no pátio

Eu fiquei lembrando dos dedos escorregando na nuca
Tomei um gole de coca-cola gelada
Gota gelada, garganta

Eu tenho muitas coisas a dizer
Não disse
Verbos condenados a muitos anos de cárcere

Os manifestantes não se manifestaram também
Estariam eles adivinhando minha prisão?
Preso, presos,
presa
que o selvagem atacou

Chove
Tão torrencialmente!
Deixei o vidro da janela bater e se partir

Melhor mesmo dar a volta
Retornar ao aquário
De ver, ouvir
E não sentir.

terça-feira, 25 de março de 2008

Confesso
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina e Totonho Villeroy

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz

(Refrão)
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

(Estribilho)
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

(Refrão)
Aaaaaah...

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
(Refrão)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Saudades

De alguém que amava ir à praia
que não vivia sem chocolate
que sentiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaa, muito, com muitas repetições de vogais e muitas intensidade
que não passava um dia sem ler alguma coisa
que chorava de tristeza
que sorria por bobagem
que tinha sonhos irrealizáveis
que tinha esperança de realizá-los
que se espantava com os absurdos que via
que não conseguia ser racional numa briga e que chorava sem conseguir explicar nada

Linearidade é algo terrível
Indiferença também
Na mesma linha, o conformismo
E, por fim, uma imensa tristeza tomando conta da voz, dos dedos, do corpo e da mente...

segunda-feira, 17 de março de 2008


Como é bom, como é bom falar tudo o que estava entalado na garganta, sem chorar, sem se enervar, sem perder a razão.


Missão cumprida!


***


Teresa estava nervosa e foi pescar... Nada melhor para finalizar o finde com efeitos de Lexotan!


quarta-feira, 5 de março de 2008

Palmas para o espetáculo circense!

1º episódio

O palhaço anunciou que ia botar pra fora do picadeiro o anão, seu ajudante, a pontapés.
Chegou na hora do espetáculo, o palhaço olhou para o anão, fez uma cara de espanto e disse: vou embora!

(palmas!)

2º episódio

O mágico disse que ia consumir com toda a sujeira do picadeiro num simples abracadabra. Ao terminar o número, nem percebeu que a sujeira estava toda pendurada na cauda de sua casaca.

(palmas!)

3º episódio

A domadora de leões estava numa jaula fazendo a sua vez com o rei da selva. Levou um susto quando, atrás de si, surgiu um gatinho miando. Chutou-o para longe, alegando que não conversava com bichanos.

(palmas!)

4º episódio

A dona do circo disse que não ia se preocupar com mais ninguém, porque estava surda de um ouvido. Alguém entendeu alguma coisa?

(palmas!)

5º episódio

Um neném caiu da arquibancada.

(ohhhhhhhhh)

6º episódio

A equilibrista, vendo todos os acontecimentos lá de cima, ligou o f*-se.
- Desce, equilibrista!
- F*-se.
- Vai, equilibrista!
- F*-se.

(palmas?)

E mais um espetáculo sem graça chega ao fim.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Descaminhos

Eu quis concertar palavras para explicar por onde ando, muda há tanto tempo.
Desafinei.

Tentei começar

Um trabalho
Uma homenagem
Uma cicatriz no pulso

(Cadê o diapasão?)

Férias na lagoa
Vida descoberta (e despida)
Rumo incerto

(Cadê o diapasão?)

Nada adianta.
Estive por aí, muda.
Agora volto, escrita.

É o que importa, numa escala de dó.
(é de dar dó)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Miss Lexotan terá seu dia de glória hoje, como autora homenageada da Feira do Livro de Gravataí.
Hoje será o Sarau de Lançamento de Feira, com direito a discurso e poesia.
Gente, tô muito nervosa, cruz credo! Então, amanhã conto como foi....
"E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo"

Eita, nóis, hein, amiga...

sábado, 20 de outubro de 2007

Depois da onda de azar que me sobreveio (e que onda, cruzes!), instituo o período de contagens regressivas. Dois mil e sete, com exceção de abril (sempre ele, mês abençoado!), tem que acabar, e logo!

5 dias para Sarau Literário
15 dias para um quarto de século
22 dias para Engenheiros do Hawaii, no Theatro São Pedro
23 dias para entrega do TC
24 dias para o fim do estágio
30 dias para inaguruação da nova câmara
30 dias para sessão de autógrafos na Feira do Livro de Gravataí

E chega de contar. Eu gosto mais de sopa de letrinhas...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Quando você parou de olhar o mar, eu chorei.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Há três semanas era o meu cunhado Ricardo que estava se recuperando de um acidente de moto.
Anteontem ele fez uma cirgurgia. Ontem teve alta.
Hoje, o Chico, outro cunhado, está mal no hospital também por acidente de moto.
Estou muito preocupada, ele bateu com a cabeça, não reconhece as pessoas, não fala coisa com coisa, enfim, não está bem, ainda que os médicos afirmem o contrário.
No SUS, deixaram-no atirado por meia hora no banheiro, sozinho, sangrando, e ninguém, nenhum enfermeiro sabia onde ele estava!
Agora, enquanto paciente particular, pois a empresa onde ele trabalha está bancando tudo, também não está sendo bem atendido! É o fim!

Bom, vou parar de trololó e voltar pro hospital.

Anos ímpares são bons pra literatura, péssimos pra acidentes com familiares. Pelo menos foi o que ocorreu comigo em 2005.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Eu quero as palavras que passaram, os versos ditos, as reticências que completaram as lacunas do tempo em que nos vivemos...

Li tudo, tudo, tudo de novo.

Não Consigo Odiar Ninguém
Engenheiros do Hawaii
Composição: (gessinger/fonseca/ayala/aranha/pedro a.)

Não quero seduzir teu coração turista
não quero te vender o meu ponto de vista
eu tive um sonho e há muito não sonhava
lembranças do futuro que a gente imaginava
Nem sempre foi assim, outro mundo é possível
pode até ser o fim mas será que é inevitável?

Não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavante
do juiz ao presidenteeu não consigo odiar ninguém

O tempo parou feito fotografia
amarelou tudo que não se movia
o tempo passou, claro que passaria
como passam as vontades que voltam no outro dia

Não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavantedo juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém

Eu tive um sonho, o mesmo do outro dia
lembranças do futuro que a gente merecia

Não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do zagueiro ao centroavante
do juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Em um vão


Insisto
Porque tenho vãs esperanças
E não seriam esperanças
Se não fossem vãs!

Um vão
É o que são
Todas as coisas que se esperam
Buraco negro, sem fundo

A esperança, quando se alonga
Não é verde, é preta
Da cor do vazio profundo
Da boca do vão que se alarga
Nos traga e deixa de existir

E quando não existe mais
É porque virou concreto
Alcançamos o que queríamos!
Mas é tão cinza, tão imóvel...

E fica sem cor, sem graça, sem nada.

Teresa Azambuya
Gente:
Uma boa novidade:
Fui escolhida para ser autora homenageada da Feira do Livro de Gravataí! O patrono será o Tabajara Ruas. Chique, hein?
A justificativa: queriam alguém da cidade que fosse jovem e que já tivesse algum texto publicado. Enquadrei-me nos quesitos, negócio fechado.

A Feira ocorrerá de 20 a 25 de novembro, no Parque de Eventos, concomitantemente ao Fórum de Educação.

Vejo vocês lá!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Discordância e distância rimam, não por acaso.

Viva a propaganda da Sprite!



Pra quem não entendeu nada, deixa assim. Seria isto mais um "Devaneio e embriaguez de uma rapariga" (título de um conto da Clarice Lispector, pra quem não sabe ou não lembra).

Mas que eu tenho razão, ah, eu tenho.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Triste, muito triste

Ver seu filho no berço, com os olhinhos mais lindos do mundo, estendendo os bracinhos para que você o pegue no colo, e você precisar sair correndo pra pegar o ônibus.

E ainda por cima, o outro lá, em vez de atendê-lo, ficar dormindo.

Dói, isso dói bastante. E a paisagem da janela se converte em pura preocupação.

***

Legal, muito legal

Você não ter a mínima idéia do que mostrar para sua professora de estágio, ir correndo no laboratório de informática, ter um insight, elaborar um plano de aula mirabolante e apresentar, sem que a professora modifique uma vírgula e acabe achando tudo perfeito!

A balança do dia está equilibrada. E espero que ela penda para o lado bom até o final do dia.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Praga do Buda

Fomos ontem ao templo budista de Três Coroas, um lugar muito bonito de ser apreciado. Só que se for para alcançar a paz, pra mim definitivamente não funciona. Quando comecei a olhar aquelas pinturas dos budas irados nas paredes, aquelas rodas de oração girando o tempo todo, me senti dentro de um filme de terror oriental. Juro que não sei porquê. Preferi mesmo ficar olhando do abismo as nuvens de chuva que estavam pairando na serra.

Bom, acho que o buda irado ficou mesmo irado comigo por eu não ter gostado dele e daí hoje eu consegui uma queimadura de 2º grau na minha mão e no braço. Com azeite quente. Coisa mais idiota, fritando um bife. Fora o que respingou no meu rosto...
A dor está bem grande, a cada hora surgem novas bolhas na minha mão, mas vou levando a segunda-feira com cara de terça. Pelo menos rola um feriadinho na quinta, eeeee!

Isso é que é otimismo!

Trilha Sonora: No alto da montanha, um arranha-céu... (Engenheiros do Hawaii)

P.S.: Ah, já despontam dois dentinhos na boquinha do meu filhote! E eles mordem mesmo, meu pobre dedo que o diga! hehe

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Maria Fe, preciso de teu testemunho

Lembra aquele dia torrido de marco, em que eu estava com uma barriga maior que a lua e te encontrei no Fratello?
Lembra que nos fomos falar com a minha professora, para ela assinar meu anteprojeto do TC?
Lembra que depois eu fui na Secretaria, entregar o anteprojeto?

Pois e, acontece que hoje me mandaram um email da Unisinos, dizendo que eu deveria regularizar a minha situacao, pois nao constava a entrega do meu anteprojeto. Pode?????

Se eu soubesse disso, teria evitado aquela dificuldade toda, com aquela baita barriga, pra ir a Unisinos so entregar o documento. Que odio.

Bom, o fato e que agora esta tudo certo, eu encaminhei uma novia copia. Mas escrevi pra minha orientadora e pra coordenadora do curso contando o ocorrido, eu eh que nao quero ser penalizada por eles terem perdido o material!

Viu so do que tu te livrou? E tu tambem, ne dona Lisi, hehehe.

Agosto acabou mas parece que ainda quer dar seu ar azarento em setembro...

(Este post esta desprovido de pontuacao e acentuacao por causa do raio do meu teclado que ta com problemas, eca)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Bolo de Aniversário

Ele a convidara para a sua festa de aniversário, mas era um convite daqueles, só para constar, "impossível você ir", pensou. Algo como quando a gente compra um chocolate e oferece: "você não quer um pedaço?" Já está sugerindo que não, ora essa, chocolate é coisa que não se oferece. Ou não deveria, pelo menos.

Bom, o fato é que o chocolate foi oferecido. "Vai lá, haha, Bar do João em Ipanema, você sabe onde fica? Às 9 horas." "Tá, até lá, então". O que faria alguém acreditar que ela iria? Nada, caramba, eram infindáveis as impossibilidades e as improbabilidades e outros "ins" por aí. Muitos quilômetros de distância, via terrestre, aérea ou marítima. Sem chance. O "até lá" com cara de ironia nem mesmo chegou a ficar martelando na cabeça dele, que inutilidade.

Quinta de noite, todo mundo arrumadinho, contando as histórias de quinta, mas a cerveja não era de quinta não, que o pessoal gostava daquela marca que tem o nome de quem gosta de viver de noite. Estava meio frio, aquilo não era clima de mês de primavera não! E ele sequer olhou para o lado para ver se ela estaria. Ela não estava mesmo. Ele ficou lá, curtiu sua noite, recebeu os parabéns e ficou se perguntando por que sempre, em qualquer bar, restaurante ou pizzaria, todos que estão naquele lugar cantam "nesta data querida", se nem mesmo conhecem o fulano a quem se está homenageando. "Deve ser histeria coletiva", que todo mundo é mesmo meio doente. E maluco.

E lá se foi a noite, e não veio ninguém importante que tenha sido citado no início desta história. Não houve bilhetinho secreto enviado pelo garçom, dizendo que ela esperava na sala ao lado (pra que sua namorada não soubesse!), nem mesmo ela apareceu de supresa na mesa, dizendo que era uma ex-colega de faculdade e esperando uma cara de assombro dele. Também não havia ninguém na porta da saída, à espreita, nem mesmo na esquina.

Na verdade, ela está em casa, com a testa sobre as teclas do computador, chorando, porque o maldito do táxi fora assaltado naquele fim de tarde, o que a impediu de pegar o avião, que ia deixá-la no aeroporto, pra depois ir pra um tal de Bar do João, em Ipanema, pra escrever um bilhetinho, pra esperar na esquina ou pra aparecer de surpresa na mesa. Qualquer um desses planos que ela tinha bolado.

E alguém, ainda que não deva, ofereça um chocolate pra essa mulher, pelo amor de deus, porque chocolate, dizem, ajuda a acalmar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Pois é, amiga Lisi, a coisa não tá fácil mesmo. Não sei se é o mês de agosto, ou se, no meu caso, é uma depressão pós-parto retardada. O fato é que tá tudo meio trancado neste último mês. E quando o dia tá lindo e a gente acorda cantando Beatles, sempre tem um paspalho pra estragar tudo.

Vou aproveitar a brecha do post pra fazer algo que eu to precisando: gritar.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, que odioooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!
Seu $%¨&#$&¨%$*¨%$$$#

Valeu.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Faz duas noites que não durmo muito bem, meu filhotinho sente este frio exorbitante que está fazendo e acaba passando mal à noite. Então coloco ele pra dormir comigo e acabo não dormindo o sono dos deuses... Mas sentir o cheirinho dele é tão bom...

Acontece que, não sei se por conta disso, ando meio nervosa. E nervosa de verdade, meu cabelo está caindo muito, tenho acessos de tremedeiras e estou com uma paciência curtíssima. A aula de hoje foi um exemplo claro: eu estava tão sem paciência que entrei em pânico quando uma guria começou a contar o que ela tinha feito com os alunos dela. O problema todo é que a guria não tinha controle de volume na boca, e em vez de falar, ela berrava. Bem nos meus ouvidos. Affff.

Comecei a tarde com aquela vontade de chorar no cantinho. De saudades, de vontade de voltar pra casa e ficar com a única pessoa que me faz esquecer das agruras diárias: o Augusto. Mas, já que não dava, fiquei eu aí, num ócio tremendo, sem nada pra fazer aqui na Câmara. A não ser ir lendo para o meu TC. Ou jogando conversa fora.

A questão é que, depois dessa tarde sem sal e das conversas com tempero amargo, eu acabei chorando no cantinho mesmo.

E pretendo encerrar aqui a série de posts tristonhos e muito íntimos. Quero resgatar a idéia inicial deste blog, que seria falar de literatura. Ou falar literariamente. Ou então nem falar mais nada.

A Teresa agora vai ser (ou gostaria, pelo menos) só superfície.

Trilha Sonora:

Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro
Wander Wildner
Composição: Wander Wildner

Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais, e ninguém mais, e ninguém mais

Eu sempre tento e não consigo
Então às vezes quando a noite chega
Eu fico só comigo mesmo
E só me resta a saudade como companhia, como companhia

Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo

Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais, e ninguém mais, e ninguém mais
Você diz que não me quer mais
E que agora eu sou seu grande amigo
Você me quer só a metade
Mas pra mim você está em toda a parte, em toda a parte

Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro

Eu vo fazer o ieieie
Eu vo fazer o ie,ie,ie
Eu sou o rei do ieieie



E fim.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Engraçado como funciona a memória. Há pessoas que têm memória olfativa, outras, memória visual, enfim.

Minha memória é musical e a partir de roupas. Eu pego uma roupa no armário e já começo a lembrar onde eu estive, o que eu fiz com aquela camisa rosa, aquela bota vermelha, aquele vestido verde, aquela calça preta e aquela jaqueta branca. Música, então, nem se fala! É como se fosse uma etiqueta para tal lembrança...


Estou precisando parar de ouvir algumas músicas.
Estou precisando me desfazer de muitas roupas.


***


A Adriana me deu carona ontem pra ir embora e não entendeu meu estado de nervos quando eu entrei no carro. Ainda bem que o Enrico estava tão, mas tão divertido, que cheguei em casa com a alma leve.

***

O problema todo não é o que foi dito. É o como foi dito. É o que eu vi, a partir do que foi dito. É aquilo que me demonstrou quem disse.

Uma pena, mas eu entendi.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sexta-feira mais murrinha essa. Chuva, frio (de novo, não agüento mais!) e nada de trabalho pra fazer. Por que eu esqueci meus livros em casa, diabos? Por que eu não posso ir pra casa e ficar afofando o meu nenê?

Sabe o que eu estou com vontade de responder a tudo o que me perguntarem?

BLÉ.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Taí o resultado do tombo na segunda-feira:






To falando, Agosto é mês de sorte! Humpf.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Esse cheiro de setembro, esse ar morno não andou me fazendo muito bem...

Saí de casa com uma estranha sensação, pensando que, enquanto eu batia a porta às minhas costas, outras pessoas estariam alimentando meu filho e dobrando meu pijama que eu usara à noite.

Para essa agonia que me perturbou, encontrei tradução na economia: estou terceirizando minha vida.

E será que não foi isso o que fiz sempre, mas de forma não tão prática? Deixar que outros decidissem por mim?

O mal-estar se agravou quando minha mãe ligou contando as peripécias do Augusto. Gracejos que eu não pude ver... Quantos deles haverá...

Acabei olhando para a minha camisa de botão e lembrando de um trem azul, aquele da música do Lô Borges. O sol bateu na minha cabeça, mas eu entristeci.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Il gran finale

A segunda-feira, que começou aos trancos e barrancos e teve um fato que havia acabado com meu dia, me reservou mais uma, para "chutar cachorro morto":

Eu, estatelada no chão, no meio do saguão da ULBRA, bem no horário de entrada de aula. Um pé e um pulso torcido.

Quer coisa melhor???

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Droga de pé esquerdo!

Algumas pessoas são tão auto-suficientes que não páram pra ouvir o que você tem a dizer e já saem achando que entenderam tudo. Entenderam uma ova! Como isso me irrita, dizer uma coisa e ser entendida outra, só por pura birra.
Aprende, Teresa: os bonzinhos só se ferram. O dia que você parar de querer salvar o mundo e ajudar a todos, você vai começar a se incomodar menos.
Pois foi isso que aconteceu e que acabou com meu dia, que já havia começado aos trancos e barrancos.

RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR

(nada mal para uma segunda-feira)

***

A coisa mais triste do mundo é quando você tem algo de bom para oferecer e o seu destinatário rejeita a oferta, seja ela amor, boa vontade ou leite do peito. Pois é, o Augusto se indignou com meu retorno ao trabalho e não quer mais saber de leite materno, só mamadeira. E eu que fique com a febre do leite empedrado... (o que é muito pior que a própria dor do parto, um horror)
Quanto às outras alternativas, bom, também posso me enquadrar em alguma delas...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Saturación

"Dejaré esta rosa
en el abandono

el abandono
está lleno de rosas"

(Mário Benedetti)

Perfeito.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Os medos noturnos foram de ordem completamente distintas, mas medo é sempre medo. Deixa as mãos frias e vazias.

***

Dona Teresa tonta só agora se deu conta: Augusto não dormiu esta noite e queria só colo porque foi o primeiro dia que eu passei longe, ele estava com saudades, pobrezinho. E eu achando que era manha.

***

Recomeço em grande estilo: reunião polêmica, seguida de uma solene, trabalhar até as dez da noite e ter que acordar amanhã às cinco e meia pra ir pra aula. É dose.

***

A idéia está saltitando na minha cabeça, um novo conto. Falta é tempo.

E por hoje é só.

domingo, 5 de agosto de 2007

Domingo

São onze e meia da noite, está tudo em silêncio por aqui. Já pus a fraldinha noturna no Augusto, já amamentei e já o fiz dormir. Agora ele ressona no bercinho, enquanto eu estou aqui, escrevendo meu trabalho de conclusão.

Parei para olhar em volta e calcular minha nova rotina para amanhã, dia em que encerro uma fase da minha vida (mais uma) e recomeço outra. Volto a trabalhar. Preciso contabilizar horários, os minutos da manhã serão sagrados: devo dividi-los entre o banho do Augusto, a mamadeira, as roupinhas que devem ficar lavadas e passadas, o almoço e, por fim, minha roupa para trabalhar, meu banho, minha arrumação. Ufa. Só de pensar já me deu uma canseira.

Volto à vida de antes, às pessoas de antes, mas com uma visão de mundo bem diferente. Acho que melhor, ainda não sei avaliar.

O que eu não quero é que esta seja uma noite de insônia. Não pelo Augusto, claro, porque ele é um amor, sempre dorme a noite toda. Mas temo pelo resquício de uma Teresa que vai voltar, de uma Teresa que tinha muita insônia, de uma Teresa que se iludiu e se estrepou, de uma Teresa muito CDF que se preocupa demais com os deveres (profissionais, acadêmicos e domésticos). Bom, é melhor parar de filosofar, isso ativa demais o pensamento e isso não é bom a essa hora da noite. Não pra quem quer dormir.

Vou lá pôr meu pijama. Amanhã será um novo dia e espero que seja bom.

Boa noite.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

No ônibus

Quando o vidro não é uma vitrine do mundo lá fora, mas um espelho de lembranças, é melhor fechar a cortina.

Vento No Litoral
Legião Urbana

Composição: Renato Russo

De tarde quero descansar,
chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção

Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo

E Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
Que a vida continua e se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

ei,ei,ei,ei,eh
olha só o que eu achei
uh,cavalos-marinhos

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

terça-feira, 24 de julho de 2007

Me belisca

O chefe:
- Tu voltas no dia 31?
- Sim, sim, dia 31.
- Tá, mas dia 02 é feriado e aqui vamos emendar a sexta-feira, tu não quer voltar só na outra semana, na segunda?
- ?!?!
- Isso, então tá, volta só lá na outra segunda que eu acerto aqui pra ti. Tu tens umas horas em haver mesmo.

(Teresa, isso não foi um sonho!!! Chefe bom assim, nem na China!)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Depois

De ter passado pela pior dor da minha vida
De ter aprendido a trocar fraldas, dar banho, ninar, curar cólicas
De ter decorado algumas letras de músicas infantis
De ter sofrido para amamentar as primeiras vezes, mas me acostumar depois
De ter contado o sono de três em três horas
De ter decorado todos os programas da televisão, desde o Telecurso 2000 até o Corujão
De esquentar mamadeiras, de fazer palhaçadas para arrancar sorrisos (os mais lindos do mundo!)

Depois de ter aprendido a amar a pessoa mais importante da minha vida e de ter criado um mundo e uma atmosfera só nossa

Lá vou eu, ter que aprender a viver de novo no mundo lá fora. Pegar ônibus, bater cartão, ouvir pronunciamentos de Vereadores.
Vai ser difícil, vai doer. Mas a tudo a gente se acostuma. E, de certa forma, vai ser bom voltar a ser a Teresa de novo. Deixar de ser somente mãe e voltar a ser a Teresa, com um nobre título a mais.

Falta uma semana. Um misto de expectativa-ansiedade-melancolia ronda por aqui.

Mas vamos em frente!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Feliz dia do amigo, pessoal!!!!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Saiu do quarto determinada a tossir, feito gata, aquela bola de pêlos de um cobertor de casal que não cobria mais seus pés.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Tão perto de mim, tão perto de ti

E mais uma tragédia aérea no Brasil pra deixar todo mundo perplexo. Ecoar aqui o que todo mundo fala, com exceção do lamento, torna-se desnecessário. A questão é que tudo isso não pode ser tratado apenas como "mais um acidente" Já é o segundo em dez meses.

Eu, que estava planejando viajar de avião pra conhecer algumas cidades aí como Belo Horizonte, Curitiba, desisti. O medo tomou conta.

Além disso, o fato de ser com um avião de Porto Alegre, e ter caído no bairro onde eu fiquei quando fui a São Paulo, mexeu ainda mais comigo.

O perigo está muito mais próximo de nós do que costumamos imaginar...

Minha solidariedade aos familiares das vítimas.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Comecei a crise dos quinze dias.

Tá chegando o dia de eu voltar a trabalhar e eu não tenho a mínima idéia de como vou me acostumar a essa nova rotina de muito trabalho e saudades.

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Tive a grata satisfação de rever um primo meu que não via há oito anos. O tempo passa, nossa...
E as pessoas mudam. Ainda bem.

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O sol desponta lá na rua, mas eu estou super pra baixo. Vontade de ficar pequenininha, pequenininha, até caber no bolso do casaco do Augusto. Pra ninguém mais me achar, só ele, quando precisar de mim...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Faltam 18 dias.

Ainda bem que os próximos dias serão de festa: Aniver do meu irmão no domingo, depois aniver da minha mãe e do Enrico.

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Dona impulsiva sempre se arrepende de quebrar as promessas feitas a si mesma...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Era uma menina quando se escondeu atrás da porta e fez uma mágica para que o time do país de seu pai perdesse a disputa. Chorou quando comprovou que seus poderes haviam dado certo e o Brasil havia ganhado. Seu pai sorriu àquela ingenuidade.

Hoje ela não faz mais mágica. Tem um menino no colo. Poderes extraordinários, só os de mãe, usados eventualmente para acalmar uma cólica, um chorinho de fome, ou de manha.

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A lembrança desse episódio de minha infância trouxe sorrisos, mas também um pouco de melancolia.

"O brabo não é que o tempo passa rápido. O brabo é que, quando a gente vê, o neném tem vinte e cinco anos, e a gente tá ficando velho..." (Palavras do meu pai)

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Amanhã, Brasil e Uruguai. Imperdível festa e disputa em família.
E nada de magiquinhas!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Novidade:

Conheci a obra de uma poetisa uruguaia, Joana de Ibarbourou. Meus pais foram ao Uruguai, matar as saudades da pátria amada, e meu pai trouxe-me um livro de poesias dela. Além disso, contou que moravam na mesma rua que a escritora, quando ainda estavam em Montevidéu.

Os poemas são lindos!

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Augusto está me dando um baile! Inventou moda pra dormir agora e está sendo um sufoco fazer o baixinho pegar no sono! :S
Esse gorduchinho foi no médico ontem e está superbem: peso e altura acima da média, baita gurizão!

Mamãe Teresa orgulhosa...

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Continuando a contagem regressiva: faltam 26 dias.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

terça-feira, 3 de julho de 2007

Ontem Augusto fez três meses e isso siginifica muitas coisas. Dentre as mais importantes:

Que provavelmente as cólicas absurdas, a gritaria e choradeira vão amenizar. (Ufa!)

E que eu estou entrando em contagem regressiva. Faltam 28 dias para eu voltar a trabalhar. (snif).

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Fê, adorei a tua visita! To te esperando mais vezes, tá?

sábado, 30 de junho de 2007

Eu escrevi um post triste (ou: Parodiando o Quintana)

Hoje, só hoje, eu queria ser realmente importante pra alguém.
Mais que uma guitarra, um jogo de videogame ou qualquer outra diversão.
Mais que uma nova companhia.

Eu queria não estar sozinha a esta hora, escrevendo este post triste e derramando algumas lagriminhas sobre o meu filho que dorme no meu colo.

Hoje, só hoje, eu queria ser realmente importante para alguém.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Epigrama con muro

(Mário Benedetti)

Entre tú y yo / mengana mía / se levantaba
un muro de berlín hecho de horas desiertas
añoranzas fugaces

tú no podías verme porque montaban guardia
los rencores ajenos
yo no podía verte porque me encandilaba
el sol de tus augurios

y no obstante solía preguntarme
como serías en tu espera
si abrirías por ejemplo los brazos
para abrazar mi ausencia

pero el muro cayó
se fue cayendo
nadie supo que hacer con los malentendidos
hubo quien los juntó como reliquias

y de pronto una tarde
te vi emerger por un hueco de niebla
y pasar por mi lado sin llamarme
ni tocarme ni verme

y correr al encuentro de otro rostro
rebosante de calma cotidiana

otro rostro que tal vez ignoraba
que entre tú y yo existía
había existido
un muro de berlín que al separarnos
desesperadamente nos juntaba
ese muro que ahora es sólo escombros
más escombros
y olvido.