quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Li tudo, tudo, tudo de novo.
Não Consigo Odiar Ninguém
Engenheiros do Hawaii
Composição: (gessinger/fonseca/ayala/aranha/pedro a.)
Não quero seduzir teu coração turista
não quero te vender o meu ponto de vista
eu tive um sonho e há muito não sonhava
lembranças do futuro que a gente imaginava
Nem sempre foi assim, outro mundo é possível
pode até ser o fim mas será que é inevitável?
Não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavante
do juiz ao presidenteeu não consigo odiar ninguém
O tempo parou feito fotografia
amarelou tudo que não se movia
o tempo passou, claro que passaria
como passam as vontades que voltam no outro dia
Não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavantedo juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém
Eu tive um sonho, o mesmo do outro dia
lembranças do futuro que a gente merecia
Não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do zagueiro ao centroavante
do juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Em um vão
Insisto
Porque tenho vãs esperanças
E não seriam esperanças
Se não fossem vãs!
Um vão
É o que são
Todas as coisas que se esperam
Buraco negro, sem fundo
A esperança, quando se alonga
Não é verde, é preta
Da cor do vazio profundo
Da boca do vão que se alarga
Nos traga e deixa de existir
E quando não existe mais
É porque virou concreto
Alcançamos o que queríamos!
Mas é tão cinza, tão imóvel...
E fica sem cor, sem graça, sem nada.
Uma boa novidade:
Fui escolhida para ser autora homenageada da Feira do Livro de Gravataí! O patrono será o Tabajara Ruas. Chique, hein?
A justificativa: queriam alguém da cidade que fosse jovem e que já tivesse algum texto publicado. Enquadrei-me nos quesitos, negócio fechado.
A Feira ocorrerá de 20 a 25 de novembro, no Parque de Eventos, concomitantemente ao Fórum de Educação.
Vejo vocês lá!
terça-feira, 25 de setembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Ver seu filho no berço, com os olhinhos mais lindos do mundo, estendendo os bracinhos para que você o pegue no colo, e você precisar sair correndo pra pegar o ônibus.
E ainda por cima, o outro lá, em vez de atendê-lo, ficar dormindo.
Dói, isso dói bastante. E a paisagem da janela se converte em pura preocupação.
***
Legal, muito legal
Você não ter a mínima idéia do que mostrar para sua professora de estágio, ir correndo no laboratório de informática, ter um insight, elaborar um plano de aula mirabolante e apresentar, sem que a professora modifique uma vírgula e acabe achando tudo perfeito!
A balança do dia está equilibrada. E espero que ela penda para o lado bom até o final do dia.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Praga do Buda
Bom, acho que o buda irado ficou mesmo irado comigo por eu não ter gostado dele e daí hoje eu consegui uma queimadura de 2º grau na minha mão e no braço. Com azeite quente. Coisa mais idiota, fritando um bife. Fora o que respingou no meu rosto...
A dor está bem grande, a cada hora surgem novas bolhas na minha mão, mas vou levando a segunda-feira com cara de terça. Pelo menos rola um feriadinho na quinta, eeeee!
Isso é que é otimismo!
Trilha Sonora: No alto da montanha, um arranha-céu... (Engenheiros do Hawaii)
P.S.: Ah, já despontam dois dentinhos na boquinha do meu filhote! E eles mordem mesmo, meu pobre dedo que o diga! hehe
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Lembra aquele dia torrido de marco, em que eu estava com uma barriga maior que a lua e te encontrei no Fratello?
Lembra que nos fomos falar com a minha professora, para ela assinar meu anteprojeto do TC?
Lembra que depois eu fui na Secretaria, entregar o anteprojeto?
Pois e, acontece que hoje me mandaram um email da Unisinos, dizendo que eu deveria regularizar a minha situacao, pois nao constava a entrega do meu anteprojeto. Pode?????
Se eu soubesse disso, teria evitado aquela dificuldade toda, com aquela baita barriga, pra ir a Unisinos so entregar o documento. Que odio.
Bom, o fato e que agora esta tudo certo, eu encaminhei uma novia copia. Mas escrevi pra minha orientadora e pra coordenadora do curso contando o ocorrido, eu eh que nao quero ser penalizada por eles terem perdido o material!
Viu so do que tu te livrou? E tu tambem, ne dona Lisi, hehehe.
Agosto acabou mas parece que ainda quer dar seu ar azarento em setembro...
(Este post esta desprovido de pontuacao e acentuacao por causa do raio do meu teclado que ta com problemas, eca)
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Bolo de Aniversário
Bom, o fato é que o chocolate foi oferecido. "Vai lá, haha, Bar do João em Ipanema, você sabe onde fica? Às 9 horas." "Tá, até lá, então". O que faria alguém acreditar que ela iria? Nada, caramba, eram infindáveis as impossibilidades e as improbabilidades e outros "ins" por aí. Muitos quilômetros de distância, via terrestre, aérea ou marítima. Sem chance. O "até lá" com cara de ironia nem mesmo chegou a ficar martelando na cabeça dele, que inutilidade.
Quinta de noite, todo mundo arrumadinho, contando as histórias de quinta, mas a cerveja não era de quinta não, que o pessoal gostava daquela marca que tem o nome de quem gosta de viver de noite. Estava meio frio, aquilo não era clima de mês de primavera não! E ele sequer olhou para o lado para ver se ela estaria. Ela não estava mesmo. Ele ficou lá, curtiu sua noite, recebeu os parabéns e ficou se perguntando por que sempre, em qualquer bar, restaurante ou pizzaria, todos que estão naquele lugar cantam "nesta data querida", se nem mesmo conhecem o fulano a quem se está homenageando. "Deve ser histeria coletiva", que todo mundo é mesmo meio doente. E maluco.
E lá se foi a noite, e não veio ninguém importante que tenha sido citado no início desta história. Não houve bilhetinho secreto enviado pelo garçom, dizendo que ela esperava na sala ao lado (pra que sua namorada não soubesse!), nem mesmo ela apareceu de supresa na mesa, dizendo que era uma ex-colega de faculdade e esperando uma cara de assombro dele. Também não havia ninguém na porta da saída, à espreita, nem mesmo na esquina.
Na verdade, ela está em casa, com a testa sobre as teclas do computador, chorando, porque o maldito do táxi fora assaltado naquele fim de tarde, o que a impediu de pegar o avião, que ia deixá-la no aeroporto, pra depois ir pra um tal de Bar do João, em Ipanema, pra escrever um bilhetinho, pra esperar na esquina ou pra aparecer de surpresa na mesa. Qualquer um desses planos que ela tinha bolado.
E alguém, ainda que não deva, ofereça um chocolate pra essa mulher, pelo amor de deus, porque chocolate, dizem, ajuda a acalmar.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Vou aproveitar a brecha do post pra fazer algo que eu to precisando: gritar.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, que odioooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!
Seu $%¨$&¨%$*¨%$$$#
Valeu.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Acontece que, não sei se por conta disso, ando meio nervosa. E nervosa de verdade, meu cabelo está caindo muito, tenho acessos de tremedeiras e estou com uma paciência curtíssima. A aula de hoje foi um exemplo claro: eu estava tão sem paciência que entrei em pânico quando uma guria começou a contar o que ela tinha feito com os alunos dela. O problema todo é que a guria não tinha controle de volume na boca, e em vez de falar, ela berrava. Bem nos meus ouvidos. Affff.
Comecei a tarde com aquela vontade de chorar no cantinho. De saudades, de vontade de voltar pra casa e ficar com a única pessoa que me faz esquecer das agruras diárias: o Augusto. Mas, já que não dava, fiquei eu aí, num ócio tremendo, sem nada pra fazer aqui na Câmara. A não ser ir lendo para o meu TC. Ou jogando conversa fora.
A questão é que, depois dessa tarde sem sal e das conversas com tempero amargo, eu acabei chorando no cantinho mesmo.
E pretendo encerrar aqui a série de posts tristonhos e muito íntimos. Quero resgatar a idéia inicial deste blog, que seria falar de literatura. Ou falar literariamente. Ou então nem falar mais nada.
A Teresa agora vai ser (ou gostaria, pelo menos) só superfície.
Trilha Sonora:
Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro
Wander Wildner
Composição: Wander Wildner
Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais, e ninguém mais, e ninguém mais
Eu sempre tento e não consigo
Então às vezes quando a noite chega
Eu fico só comigo mesmo
E só me resta a saudade como companhia, como companhia
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo
Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais, e ninguém mais, e ninguém mais
Você diz que não me quer mais
E que agora eu sou seu grande amigo
Você me quer só a metade
Mas pra mim você está em toda a parte, em toda a parte
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro
Eu vo fazer o ieieie
Eu vo fazer o ie,ie,ie
Eu sou o rei do ieieie
E fim.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Minha memória é musical e a partir de roupas. Eu pego uma roupa no armário e já começo a lembrar onde eu estive, o que eu fiz com aquela camisa rosa, aquela bota vermelha, aquele vestido verde, aquela calça preta e aquela jaqueta branca. Música, então, nem se fala! É como se fosse uma etiqueta para tal lembrança...
Estou precisando parar de ouvir algumas músicas.
Estou precisando me desfazer de muitas roupas.
***
A Adriana me deu carona ontem pra ir embora e não entendeu meu estado de nervos quando eu entrei no carro. Ainda bem que o Enrico estava tão, mas tão divertido, que cheguei em casa com a alma leve.
***
O problema todo não é o que foi dito. É o como foi dito. É o que eu vi, a partir do que foi dito. É aquilo que me demonstrou quem disse.
Uma pena, mas eu entendi.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Saí de casa com uma estranha sensação, pensando que, enquanto eu batia a porta às minhas costas, outras pessoas estariam alimentando meu filho e dobrando meu pijama que eu usara à noite.
Para essa agonia que me perturbou, encontrei tradução na economia: estou terceirizando minha vida.
E será que não foi isso o que fiz sempre, mas de forma não tão prática? Deixar que outros decidissem por mim?
O mal-estar se agravou quando minha mãe ligou contando as peripécias do Augusto. Gracejos que eu não pude ver... Quantos deles haverá...
Acabei olhando para a minha camisa de botão e lembrando de um trem azul, aquele da música do Lô Borges. O sol bateu na minha cabeça, mas eu entristeci.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Il gran finale
Eu, estatelada no chão, no meio do saguão da ULBRA, bem no horário de entrada de aula. Um pé e um pulso torcido.
Quer coisa melhor???
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Droga de pé esquerdo!
Aprende, Teresa: os bonzinhos só se ferram. O dia que você parar de querer salvar o mundo e ajudar a todos, você vai começar a se incomodar menos.
Pois foi isso que aconteceu e que acabou com meu dia, que já havia começado aos trancos e barrancos.
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
(nada mal para uma segunda-feira)
***
A coisa mais triste do mundo é quando você tem algo de bom para oferecer e o seu destinatário rejeita a oferta, seja ela amor, boa vontade ou leite do peito. Pois é, o Augusto se indignou com meu retorno ao trabalho e não quer mais saber de leite materno, só mamadeira. E eu que fique com a febre do leite empedrado... (o que é muito pior que a própria dor do parto, um horror)
Quanto às outras alternativas, bom, também posso me enquadrar em alguma delas...
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
terça-feira, 7 de agosto de 2007
***
Dona Teresa tonta só agora se deu conta: Augusto não dormiu esta noite e queria só colo porque foi o primeiro dia que eu passei longe, ele estava com saudades, pobrezinho. E eu achando que era manha.
***
Recomeço em grande estilo: reunião polêmica, seguida de uma solene, trabalhar até as dez da noite e ter que acordar amanhã às cinco e meia pra ir pra aula. É dose.
***
A idéia está saltitando na minha cabeça, um novo conto. Falta é tempo.
E por hoje é só.
domingo, 5 de agosto de 2007
Domingo
Parei para olhar em volta e calcular minha nova rotina para amanhã, dia em que encerro uma fase da minha vida (mais uma) e recomeço outra. Volto a trabalhar. Preciso contabilizar horários, os minutos da manhã serão sagrados: devo dividi-los entre o banho do Augusto, a mamadeira, as roupinhas que devem ficar lavadas e passadas, o almoço e, por fim, minha roupa para trabalhar, meu banho, minha arrumação. Ufa. Só de pensar já me deu uma canseira.
Volto à vida de antes, às pessoas de antes, mas com uma visão de mundo bem diferente. Acho que melhor, ainda não sei avaliar.
O que eu não quero é que esta seja uma noite de insônia. Não pelo Augusto, claro, porque ele é um amor, sempre dorme a noite toda. Mas temo pelo resquício de uma Teresa que vai voltar, de uma Teresa que tinha muita insônia, de uma Teresa que se iludiu e se estrepou, de uma Teresa muito CDF que se preocupa demais com os deveres (profissionais, acadêmicos e domésticos). Bom, é melhor parar de filosofar, isso ativa demais o pensamento e isso não é bom a essa hora da noite. Não pra quem quer dormir.
Vou lá pôr meu pijama. Amanhã será um novo dia e espero que seja bom.
Boa noite.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
No ônibus
Vento No Litoral
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
De tarde quero descansar,
chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
Que a vida continua e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?
ei,ei,ei,ei,eh
olha só o que eu achei
uh,cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
terça-feira, 24 de julho de 2007
Me belisca
- Tu voltas no dia 31?
- Sim, sim, dia 31.
- Tá, mas dia 02 é feriado e aqui vamos emendar a sexta-feira, tu não quer voltar só na outra semana, na segunda?
- ?!?!
- Isso, então tá, volta só lá na outra segunda que eu acerto aqui pra ti. Tu tens umas horas em haver mesmo.
(Teresa, isso não foi um sonho!!! Chefe bom assim, nem na China!)
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Depois
De ter aprendido a trocar fraldas, dar banho, ninar, curar cólicas
De ter decorado algumas letras de músicas infantis
De ter sofrido para amamentar as primeiras vezes, mas me acostumar depois
De ter contado o sono de três em três horas
De ter decorado todos os programas da televisão, desde o Telecurso 2000 até o Corujão
De esquentar mamadeiras, de fazer palhaçadas para arrancar sorrisos (os mais lindos do mundo!)
Depois de ter aprendido a amar a pessoa mais importante da minha vida e de ter criado um mundo e uma atmosfera só nossa
Lá vou eu, ter que aprender a viver de novo no mundo lá fora. Pegar ônibus, bater cartão, ouvir pronunciamentos de Vereadores.
Vai ser difícil, vai doer. Mas a tudo a gente se acostuma. E, de certa forma, vai ser bom voltar a ser a Teresa de novo. Deixar de ser somente mãe e voltar a ser a Teresa, com um nobre título a mais.
Falta uma semana. Um misto de expectativa-ansiedade-melancolia ronda por aqui.
Mas vamos em frente!
sexta-feira, 20 de julho de 2007
quinta-feira, 19 de julho de 2007
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Tão perto de mim, tão perto de ti
Eu, que estava planejando viajar de avião pra conhecer algumas cidades aí como Belo Horizonte, Curitiba, desisti. O medo tomou conta.
Além disso, o fato de ser com um avião de Porto Alegre, e ter caído no bairro onde eu fiquei quando fui a São Paulo, mexeu ainda mais comigo.
O perigo está muito mais próximo de nós do que costumamos imaginar...
Minha solidariedade aos familiares das vítimas.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Tá chegando o dia de eu voltar a trabalhar e eu não tenho a mínima idéia de como vou me acostumar a essa nova rotina de muito trabalho e saudades.
***
Tive a grata satisfação de rever um primo meu que não via há oito anos. O tempo passa, nossa...
E as pessoas mudam. Ainda bem.
***
O sol desponta lá na rua, mas eu estou super pra baixo. Vontade de ficar pequenininha, pequenininha, até caber no bolso do casaco do Augusto. Pra ninguém mais me achar, só ele, quando precisar de mim...
sexta-feira, 13 de julho de 2007
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Hoje ela não faz mais mágica. Tem um menino no colo. Poderes extraordinários, só os de mãe, usados eventualmente para acalmar uma cólica, um chorinho de fome, ou de manha.
***
A lembrança desse episódio de minha infância trouxe sorrisos, mas também um pouco de melancolia.
"O brabo não é que o tempo passa rápido. O brabo é que, quando a gente vê, o neném tem vinte e cinco anos, e a gente tá ficando velho..." (Palavras do meu pai)
***
Amanhã, Brasil e Uruguai. Imperdível festa e disputa em família.
E nada de magiquinhas!
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Conheci a obra de uma poetisa uruguaia, Joana de Ibarbourou. Meus pais foram ao Uruguai, matar as saudades da pátria amada, e meu pai trouxe-me um livro de poesias dela. Além disso, contou que moravam na mesma rua que a escritora, quando ainda estavam em Montevidéu.
Os poemas são lindos!
***
Augusto está me dando um baile! Inventou moda pra dormir agora e está sendo um sufoco fazer o baixinho pegar no sono! :S
Esse gorduchinho foi no médico ontem e está superbem: peso e altura acima da média, baita gurizão!
Mamãe Teresa orgulhosa...
***
Continuando a contagem regressiva: faltam 26 dias.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
terça-feira, 3 de julho de 2007
Que provavelmente as cólicas absurdas, a gritaria e choradeira vão amenizar. (Ufa!)
E que eu estou entrando em contagem regressiva. Faltam 28 dias para eu voltar a trabalhar. (snif).
***
Fê, adorei a tua visita! To te esperando mais vezes, tá?
sábado, 30 de junho de 2007
Eu escrevi um post triste (ou: Parodiando o Quintana)
Mais que uma guitarra, um jogo de videogame ou qualquer outra diversão.
Mais que uma nova companhia.
Eu queria não estar sozinha a esta hora, escrevendo este post triste e derramando algumas lagriminhas sobre o meu filho que dorme no meu colo.
Hoje, só hoje, eu queria ser realmente importante para alguém.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Epigrama con muro
Entre tú y yo / mengana mía / se levantaba
un muro de berlín hecho de horas desiertas
añoranzas fugaces
tú no podías verme porque montaban guardia
los rencores ajenos
yo no podía verte porque me encandilaba
el sol de tus augurios
y no obstante solía preguntarme
como serías en tu espera
si abrirías por ejemplo los brazos
para abrazar mi ausencia
pero el muro cayó
se fue cayendo
nadie supo que hacer con los malentendidos
hubo quien los juntó como reliquias
y de pronto una tarde
te vi emerger por un hueco de niebla
y pasar por mi lado sin llamarme
ni tocarme ni verme
y correr al encuentro de otro rostro
rebosante de calma cotidiana
otro rostro que tal vez ignoraba
que entre tú y yo existía
había existido
un muro de berlín que al separarnos
desesperadamente nos juntaba
ese muro que ahora es sólo escombros
más escombros
y olvido.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
Novo recheio, nova embalagem!
Meu cabelinho ficou bem diferente, gostei...
***
Pelos menos o Grenal foi garantido! A gente perde pro Boca, não pro meia-boca, hehe.
***
Frio pede chocolate quente. O ruim é estar proibida de tomar leite e todos os derivados, então o jeito foi se conformar a um chazinho... Bléeeeeeeeeeeeeeeee
quinta-feira, 21 de junho de 2007
"Até a pé nós iremos
Para o que der e vier..."
Resta a pergunta: Papai Noel existe?
***
Sofra:
Maria dormiu odiando João e teve como castigo sonhar a noite toda com seus olhos imensos.
***
Adaptando:
"O mundo inteiro acordar, e eu quero dormir..."
O baile foi grande esta madrugada... Minha cama está me chamando... Fuuuuuuuuuuuuui
quarta-feira, 20 de junho de 2007
terça-feira, 19 de junho de 2007
segunda-feira, 18 de junho de 2007
domingo, 17 de junho de 2007
Sábado, pela primeira vez, me separei do Augusto, por exatas três horas e alguns minutos. Deixei-o com a minha mãe. Que desastre. Não porque ele tenha se "comportado" mal, muito pelo contrário, dormiu o tempo todo. Desastre pra mim, que a cada bebê que eu via na rua, enchiam-se meus olhos de lágrimas, de saudades.
Quero só ver como será quando eu voltar a trabalhar. Falta menos de um mês e meio.
Ai ai.
domingo, 3 de junho de 2007
Tá
Sei sim que as pessoas querem ajudar, e o problema não é quando te relatam algo que já aconteceu ou te dão uma dica pra ajudar (tá, Lisi?)
O problema é quando te dizem: ah, mas teu filho tá com fome! Ah, tu estás dando leite demais pra ele! (pasmem, é assim mesmo que dizem) Ah, ele está com frio! Ah, está com cólica! Ah, tu tens que dar um chá de não sei o quê pra essa criança! Isso é o que irrita. Mas vá lá, faz parte.
***
Augusto esta semana começou a se comunicar mais! Também pudera, completou dois meses ontem. Fica olhando bem fixo pra gente e fala "Agu". Coisinha mais fofa do mundo! Ah, e já ri também, com aquela boquinha bem desdentada!
E pra quem não o viu ainda, só não esperem ele criar barba, tá? (hihihihi)
***
Os dias têm sido frios, muuuuuuuuuuito frios, mas o solzinho até que está deixando o tempo agradável.
A sorte é poder ficar em casa, com um tempo desses... Pena que é por pouco tempo. Snif.
terça-feira, 29 de maio de 2007
Danou-se
Gente, vocês não têm noção do que é isso. Quase tudo que comemos tem leite, então tá meio difícil achar algo decente pra comer!
Isso porque o Augusto está com refluxo e pode ser uma alergia ao leite de vaca... Enfim.
***
Estou totalmente em crise, cansada de ouvir palpites e cansada de todo mundo achar que sabe mais do que eu mesma cuidar do meu filho. Vem um e te diz isso, vem outro e te diz o contrário, olha não tá fácil. O choro tem sido frequente por aqui, e não só por parte do Augusto.
E por falar nisso, vou nessa porque o menininho tá chorando...
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Maluquice tem limite
- Bem que a Fátima Bernardes poderia me entrevistar, né...
E a Maria Fê, categórica, diz:
- Tu estás doida, a jornalista aqui sou eu, é sobre o meu Trabalho de Conclusão que ela vai querer saber.
Tudo bem, né...
Dois dias depois estou euno Estúdio da Globo sendo entrevistada pela Fátima Bernardes. Depois saímos pra almoçar, acompanhada do excelentíssimo Willian Bonner. Caminhamos pela Rua Bento XVI, em São Paulo, local por onde passara o Papa, óbvio. E eu ainda dizia:
- Na vez que eu vim a São Paulo eu passei por aqui!
Após o almoço, paramos os três numa cafeteria e eu olhei para os tênis tão feinhos que ela usava... uma mulher com tanto dinheiro poderia usar algo melhor, né?
Pedimos um café cujo nome era "Pré adolescente". (vai saber porque raios esse nome)
Depois saímos caminhando de novo e paramos em frente ao prédio da Bosch. A Fátima (então já minha amiga íntima) me explicava porque aquele prédio histórico ia ser derrubado.
Segundos depois, eu estava na Expointer procurando o meu pai, que estava mandando ver numa caipirinha. Expointer em Esteio! Putz.
Ainda lá, eu apostava com a Débora que eu encontraria meu tio no banheiro. Ganhei a aposta.
No final, eu via a Maria Fê de novo e dizia:
- Viu como é possível? Eu fui entrevistada pela Fátima Bernardes!
Ai ai ai, Teresa, teu caso tá ficando crítico... Vai ter sonhos malucos assim lá nas conchinchinas!
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Onde o jornalismo imparcial? Depois falam que ao eixo Rio – São Paulo não é dada preferência e que é inveja dos gaúchos quando se sentem excluídos. Tenho assistido muito aos noticiários que passam na TV e dois episódios considero exemplares disso que eu apontei aí em cima:
Dia desses, no Jô Soares, apresentou-se um menino chamado Lucas Lima (que não é da Família Lima, mas é gaúcho) e cantou aquela música clássica do Fogaça “Porto Alegre é demais” (não sei se é esse o nome, mas vá lá, todo mundo conhece). O Jô foi super irônico, ficou lançando piadinhas em relação à música e ao seu compositor. Logo em seguida, o menino executou outra canção, composta pelo Caetano Veloso, que, conforme o apresentador, é uma homenagem à cidade de São Paulo. Gente, juro que não é coisa da minha cabeça bairrista, o Jô afirmou categoricamente: “é a música mais linda que eu conheço”, e depois ficou exaltando a relação entre a música e a nobre cidade.
Outro episódio foi no noticiário de hoje cedo, o Bom Dia Brasil. Em tempos de visita do Papa, matérias sobre outros assuntos que não esse são completamente dispensáveis. No entanto, sobre a derrota do Flamengo, na Copa Libertadores, fizeram uma pequena novelinha, como que narrando as vozes dos jogadores ao fazerem seus dois heróicos gols. Sobre a vitória do Grêmio (feitoooooooooooooo!) sobre o São Paulo, só mostraram os lances e fim. Se fosse o São Paulo que tivesse ganho no Olímpico, não fariam uma novelinha, e sim um longa-metragem. Humpf.
(E aí, Maria Fé jornalista quase formada e sumida, concorda?)
Por falar nisso, já até decorei o roteiro que o Papa vai fazer em São Paulo, de tanto repetirem. Ninguém merece, que canseira.
***
O friozinho gaúcho chegou, temperaturas quase zeradas e um clima propício pra ficar em casa mesmo. Ver o dia ensolarado e ter de ficar quase que todo o dia trancafiada, fazendo apenas curtos passeios, estava me agoniando.
Mas ai de quem disser que eu estou descansando! Minhas olheiras profundas encerram o assunto.
***
Esta acadêmica de Letras, muito aplicada, assistiu no domingo, às cinco da matina, a um programa interessantíssimo sobre o trabalho com narrativas literárias na escola. No domingo às cinco da manhã, entenderam? Isso que é aluna exemplar!
(Até parece que se não houvesse um neném chorando de fome eu iria acordar a essa hora mesmo)
***
De mim para mim mesma:
“Teresa, muita gente dirá que não existes. Mas eu sei que existes, eu, que há anos te observo e muitas vezes te detenho de passagem e te desmascaro.”
(Trecho de Thérèse Desqueyroux, de François Mauriac)
Ainda me restam minutos de prazer cultural...
***
Gente:
Valorizem suas mães!
(Conselhinho básico que todo mundo recebe, mas ninguém acredita: só damos valor às pessoas quando ficamos na pele delas).
Taí o mocinho, sobre as minhas pernas. Eu tentando acalmá-lo...
domingo, 29 de abril de 2007
Fiapo
Em todos os que rodeiam o mais novo menininho do pedaço, há um fiapinho de baba escorrendo...
Um dentre os mais novos aprendizados: cuidar para não ficar fiapo de cobertor no bico do Augusto!
***
Friozinho chegou por aqui, os cuidados são redobrados. Mas o clima tá ótimo pra se acostumar a ficar só em casa mesmo. :S
***
Início de poema (tempo para escrever é escasso):
Puseram Augustinho na luz!
(Como diria seu priminho)
E abriram-se
Duas portas para um mundo
Piscaram, piscaram
Os olhinhos
nem tão negros, nem tão claros
Que agora dão cor às minhas madrugadas
Como um dia eu mesma o fiz a outrem...
***
Tá me faltando repertório de cantigas de ninar. Na falta delas, recorri a uma música dos Tribalistas, pode? E o pior é que o Augusto gosta, haha
Anjo Da Guarda
Tribalistas
Composição: Marisa Monte, Arnaldo Antunes E Carlinhos Brown
Escureceu, o sol baixou
Anjo da guarda cantarolou
Nana neném
Nana neném
Cacheadinho, anjinho é
De manhã sob o sol
Cada gota de orvalho
A secar, é suor
É suor de trabalho
Nana, neném
Nana, neném
Nana, neném
O estudante, o trabalhador
Sente deixar o cobertor
Pega a marmita
Ronca o motor
Leva a beleza
Que a vida é
De manhã sai da cama
Havaiana no pé
Apostila na mochila
E na Mão, o café
Nana, neném
Nana, neném
Nana, neném
Alguém tem mais alguma sugestão?
domingo, 22 de abril de 2007
Voltei!
Eu havia escrito um relato sobre todas as minhas sensações dessa nova etapa da minha vida, que se iniciou no dia 02 de abril. Desisti de publicá-la porque hoje, ao lê-la, achei que estava muito com jeito de "depressão pós parto".
Ganhar filho dói, e muito. Ainda mais quando se passa um final de semana todo sofrendo. Desde a sexta-feira indigesta em que me acusaram de viver em dois mundos, um real e outro virtual, eu comecei a sentir as dores. E nessa peregrinação, vai pra hospital, volta pra casa, vai pra hospital, volta pra casa, eu ganhei o Augusto na segunda-feira ao meio dia. (Escapou do dia primeiro de abril, haha)
A primeira imagem que tenho dele é a de seus olhinhos piscando quando o puseram na estufinha. (Do primeiro choro não lembro, nem de vê-lo sujinho, porque o esforço foi tão grande que meio que desfaleci quando ele nasceu) A emoção é inexplicável.
E posso dizer que estes últimos dias têm sido de um aprendizado tão, mas tão imenso e intenso, como nunca ocorreu em toda minha vida. Aqui já não são mais os mesmos dedos, o mesmo rosto, o mesmo pensamento. Mas ainda guardo muito da Teresa de antes, com a mesma intensidade, com a mesma angústia de viver, com o mesmo lirismo e a mesma saudade... (meias palavras bastam)
Estou muito muito feliz. E vou escrevendo aos poucos, são tantas e tantas coisas para dizer...
E por enquanto sem fotinhos... Internet discada dá um soooooooooono...
terça-feira, 3 de abril de 2007
Augusto
Dia 02/04/2007 as 12:05h com 3.605Kg
Seja Bem Vindo!!!
(Quem postou esse recado foi a Dinda Dedé, já que a mãe do Augusto e dona do Blog estava impossibilitada de fazer isso no momento!!!)
Beijos Amiga, Afilhada, e agora Cumadre!!!
terça-feira, 27 de março de 2007
Olha eu de novo...
***
Sobre as palavras escritas e entregues ao caminhão do lixo, digo que seguiram seu destino. Se não aprendi a usá-las quando deveria tê-lo feito, não será agora o momento de desemudecê-las.
***
Minhas manhãs têm sido frustrantes. Por não conseguir dormir direito à noite, fico imprestável. E aí não faço nada e fico me culpando o resto do dia por não ter feito tudo o que gostaria. Mas ah, vale pra mim também o recadinho inicial deste post.
***
De toda música que ouço, tiro uma frase que eu gostaria de dizer a alguém. Boa idéia para fazer um pout-porri.
***
Augusto está descansado. Pelos exames, não está nem pensando na idéia de dar as caras. Está certo ele, curtindo o bem bom.
O problema é que, nesta vida severina, sempre dão um jeito de arrancar a gente de um útero quentinho, de um soninho em dia de chuva, de uma rede balançada pela brisa do mar...
Nossa esperança (e é isso que nos move, sempre acreditamos em algo melhor) é a de que nos arranquem:
Do útero para um colinho...
De um soninho em dia de chuva para uma mesa de café com um leite quentinho...
Da rede balançada pela brisa do mar para uma caminhada ao pôr-do-sol...
(O colinho, esse pelo menos, está garantido, tá?)
Teresa: esperando, esperando...
quinta-feira, 8 de março de 2007
Frio na barriga, uma enorme e pesada barriga, por sinal.
Muito muito cansaço, vontade de fazer nada. Trabalhar tem sido um sofrimento.
Não sei o que é uma noite de sono há tempos.
Os pés muito inchados, muito mesmo.
O calor me matando.
O Augusto me desmontando.
Eu organizando os retoques finais.
Num misto de expectativa e ansiedade, o dia se aproxima. Milhões de bobagens passam pela minha cabeça, medos incontáveis, cenas futuras imaginadas, o pensamento não pára.
Fico conversando com ele, dizendo-lhe que o espero ansiosamente e pedindo-lhe que seja um menino bonzinho, que não me faça sofrer demais na hora H.
Às vezes sinto uma vontade tão grande de chorar... Estou muito à flor da pele. Deve ser normal.
Contudo, estou feliz. Minha vida vai mudar do avesso, espero que eu saiba cuidar dele direitinho.
E a trilha sonora?
Ai, ai, ai, ai. Tá chegando a hora..."
***
Feliz Dia das Mulheres para todas!
segunda-feira, 5 de março de 2007
sexta-feira, 2 de março de 2007
Sobre as urgências
Basta saber se no conteúdo programático desse curso também constarão as não-urgências, esse novo conceito que adquiri depois de uma conversa "pingos no is". Critérios questionáveis para o tema.
***
Estou de cabelinho novo! EEEE
Bom pra marcar um grande início e alguns reinícios interiores...
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
A nuvenzinha
Era tão lindo vê-la!
Passeando sobre o teu telhado...
Ficavas na janela a adivinhar-lhe
Os formatos
Peixe-bagre, centopéia, um leitãozinho!
E o que mais?
Ela gostava do teu céu
Ficava horas a desfilar, palhacinha
Transformando-se conforme teu sorriso
Espelhando a tua alegria
Naquele branco imenso, de pele feita
De água e ar
Mas um dia ela escureceu
E choveu, choveu
Juntava os baldes d’água e
Chuá! Chuá!
Tu não mais aparecias,
Ela desmanchava-se ainda mais
Se realmente te importasses...
Ah, se te importasses!
Correrias a fechar a janela da tua casa
Teus passos estralariam o piso, apressados
E da janela lhe dirias:
- Não chove, nuvenzinha,
Não estraga o meu carnaval!
Que eu não quero o sol a tostar-me a pele
Mas também não quero chuva
Pra desandar minha fantasia...
Mas não, não se ouvia nada
Só o vazio da casa,
A janela aberta e a água entrando.
E de tanto chover,
Ficou a nuvenzinha tão leve
Que foi arrastada pelo vento
- Não fica mais aí!, dizia-lhe o sopro
E ela foi, cinza, triste
Se foi, se foi
E quando chegaste à janela
Viste o sol, nada mais
A nuvenzinha tinha ido embora
Deixando como marca
Apenas algumas gotas
Na vidraça dos teus olhos.
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Entre cães e gatos
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
De tudo
Das poucas coisas vividas:
Um abraço escondido
Um beijo atrás da porta
Um olhar infinito depois do amor
Ficaram apenas as lembranças
Encarceradas na memória
Presas, condenadas
A serem espectros, assombrações.
Dos muitos desejos conjuntos
Uma viagem
Um banho de chuva
Café da manhã, pão e mel
Restou um recusável presente,
Uma liberdade indesejada
E todos os silêncios
Eternos e necessários.
E de um instante
- como na descoberta! -
Fez-se, também, triste,
A despedida.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Essa história de mudança na porta de entrada dos ônibus já me estressou o suficiente. Eu nunca sei se tenho que subir pela frente, por trás, se passo ou não passo a roleta. E a confusão se agrava pelo meu estado interessante. Que inferno.
Faz dias que estão me aplicando a história do "desce pela frente, paga a passagem e deixa que eu giro a roleta". Pois eles ficam com a passagem, não giram a roleta e ganham dinheiro por fora. Que desaforo. Então faz uns dias que eu mesma tenho tomado a iniciativa de girar a catraca, só que hoje o palhaço e totalmente mal-educado do cobrador encrencou e disse que não, que ele faria isso no final da viagem. Ha-ha-ha. E eu acredito em papai noel.
Estressezinho à parte, o dia foi tranquilo, sem nada para fazer.
O carnaval será de descanso e de preparativos. Falta só um mês pra chegada do Augusto.
***
A imagem que ficou desta semana foi a de duas pessoas em frente a um sentimento (e que sentimento?)vegetativo, na dúvida entre praticar a eutanásia ou não.
***
Bom carnaval pra todo mundo. Para os que gostam de festas, que se cuidem. Para os que curtem o descanso, relaxem.
E eu volto aí na quarta-feira, instituindo a contagem regressiva.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Oiiiiiii
De Umbigo a Umbiguinho
Toquinho
Composição: Toquinho e Elifas Andreato
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já pulsava sem querer
O meu pequenino coração,
Que é sempre o primeiro a ser formado
Nesta linda confusão.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já comia pra viver
Cheese salada, bala ou bacalhau.
Vinha tudo pronto e mastigado
No cordão umbilical.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe começava a conviver
Com as mais estranhas sensações:
Vontade de comer de madrugada
Marmelada ou camarões.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe me virava pra escolher
A mais confortável posição.
São nove meses sem se fazer nada,
Entre água e escuridão.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Ninguém merece
"Por falar em Vereadores, hoje está sendo discutido o destino do aterro sanitário da cidade. É engraçado observar como não há um senso planetário de proteção ambiental, tudo é tomado em conta apenas pelo viés político. Se os pensamentos continuarem ilhados, um dia estaremos todos enterrados sob a nossa própria imundície. É lamentável."
A pauta para a reunião de hoje, dia 08.02.2007? Veto a um projeto sobre o aterro sanitário.
Eita, vidinha repetitiva...
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Limite
o verde
o morro
o pássaro
a estrada
Aqui
o branco, o corredor, a correria, o vozerio,
o equipamento, os passos, o chamado,
a urgência
A paz
incrustada na paisagem monótona
A dor
latejante nas paredes que circundam a agonia
O suspiro
carregando o lamento
E tudo limitado
por apenas uma janela
um olhar
e o desejo de voar...

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Reaprendi ainda (e quantas vezes mais terei que aprender?) que não se pode deixar nada para depois. Ficamos de combinar um sorvete na praia e acabamos nos enrolando, enrolando e deixamos pra lá. E agora?
Mari, estou contigo nesta hora. Conte comigo para o que precisar.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Assim começaram as minhas férias. O Enrico me saiu com uma dessas enquanto andava no carrossel de carrinhos. O gurizinho também me serviu de cobaia para um treinamento intensivo, durante a primeira semana em que fiquei na praia.
Fora isso, fiz algumas leituras, tomei muito sorvete e o monopolizei a rede na área frontal da casa, passando os dias deitada... Ah, e aproveitei algumas caminhadinhas curtas, afinal, o apelido de pata já está caindo como uma luva...
Encontro histórico
Voltei da praia na segunda (16) de manhã e fui a Porto Alegre, para um encontro mais do que memorável: Lisi, Lau e eu! EEEEEEEEEEEE
Que tudo de bom! Passeio pela Cidade Baixa, algumas fotinhos em pontos famosos da cidade e muita, mas muita conversa jogada fora! Fico devendo as fotos hoje, por puro esquecimento do cd. Blé.
Compras e sermão
Depois de ouvir alguns alertas, me dei conta de que o Augusto não poderia usar meus livros como fraldas e, então, saí um dia inteiro para compras úteis... Acabei me divertindo bastante, dá vontade de ver tudo recheado de bebê!
Favelada na praia
Pois então voltei pra praia, para uma sessão terror. A pessoa de quem aluguei a casa (conhecida da minha mãe há anos) me fez baita propaganda da casa, disse que cabiam vinte pessoas e tal, na praia de Imbé. Eba!
Cheguei lá, que vontade de chorar e sair correndo. Pra começar, a casa era lá no final das conchinchinas de Imbé, uma maloca suja e minúscula. Mas daí, já não dava pra voltar atrás.
Passei uma semana dando uma de Amélia e contando os dias pra voltar pra casa. Que tristeza. Contudo, aproveitei algumas caminhadas, alguns sorvetes, pouco sol. Ando meio neurótica em relação a cuidados com a aparência.
Além disso
Augusto tá um perfeito campeão de salto triplo! O guri de vez em quando passa um tempão soluçando, tadinho, fica todo incomodado. Mas já conhece a minha voz e a de outras pessoas também, e mesmo eu sendo um fracasso na arte musical, ele gosta quando eu canto pra ele. Vai nascer fã de Nei Lisboa!
Por falar nisso, ao regressar das férias, entro numa contagem regressiva. Estou bem ansiosa e apreensiva mesmo, diria até com medo, tomara que dê tudo certo.
Por fim
Voltei à Câmara hoje achando que ia ser bombardeada de más notícias. Expectativa frustrada, o que eu achei ótimo, porque foi a tarde correu mais tranqüila que água de poço.
De novidades, é só. Por enquanto.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Jantarzinho em família, logo após a meia-noite. Perguntaram ao Enrico, meu sobrinho:
- Enrico, como é o nome do priminho?
- Ã?
- O priminho, que tá na barriga da Tetê! É Au... Au...
- Auface!
(Tomara que não vire apelido...)
***
Das pequenas faltas:
Dormir.
Dormir de bruços.
***
Estou famosa!
Foi publicado um texto meu, com direito a baita fotão, uma página inteira no Correio de Gravataí, na edição do dia 31.12.2006.
***
Dos pequenos acréscimos:
Diversos apelidos. (humpf!)
Alguns vidros de vitamina sobre a geladeira.
***
Bem, estou saindo de férias e volto só no final de janeiro. A este blog, somente visitas escassas, tão escassa quanto tem sido minha vontade de escrever, infelizmente.
Pra me "achar", só na beira do mar, embaixo do guarda-sol, escondendo o rosto com um livro.
Tudo o que eu quero é sombra e água fresca (um chimarrão também serve). E só.
***
Das grandes saudades:
Outono de 2006.
Lirismo em tudo.
Você.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
Nei Lisboa
Composição: Indisponível
Leva linha pra pescar
O pandeiro pra bater
E o tempo pra passar sem perceber
Leva um livro pra reler
Uma história pra contar
E o mais a gente inventa se faltar
Depois de ver o sol nascer
Leva dias de calor
O boné e o protetor
E a rede pra esperar o sol se pôr
Óleo, açucar, sal, café
O prazer de descansar
E o resto a gente vê quando chegar
Depois de mergulhar no mar
De tudo que existir
Só peço a deus não deixe nos faltar
Saúde pra ter, pra dar e vender
Leva noites de se amar
Leva nuvens pra esconder
E a lua pra surgir na hora H
Leva um mapa pra esquecer
Onde a estrada terminar
Depois a gente vê se vai voltar
Quem sabe o que o amanhã dirá
De tudo que existir
Só peço a deus não deixe nos faltar
Saúde pra ter, pra dar e vender
De tudo que existir
Tomara deus nos lembre de guardar
Saúde pra ter, pra dar e vender
Bom ano novo pra todos vocês!
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Mas aí está, reler o que já foi escrito também tem lá suas vantagens. Publico aqui um texto meu de setembro de 2003, tão atual para o dia de ontem...
A quarta-feira findou com minha vontade urgente de vomitar palavras. Em tudo e em todos, os impropérios mais escabrosos. Danem-se a moral e o costume, essas coisas idiotas inventadas para me aprisionar e me sufocar todos os dias.
Cansei, sabes? Cansei de ser certinha, de exigir a perfeição, de querer levar o mundo nas costas e de não saber dizer NÃO. Desta fábula, cansei de ser a fada. Eu não quero virar bruxa, isso não combina comigo, mas eu exijo o direito de ser ouvida. Ao menos ser levada em consideração.
Os fantasmas assombram, insistem em me assustar. Confesso que, às vezes, sinto medo. Hoje é um dia em que não quero dormir com a luz apagada. Na verdade eu não tenho nem sono. Eu preciso mesmo é sair por aí, caminhar léguas sem destino, tomar um sorvete, tocar meu violão e ver o mar. Ou, talvez, voar para um lugar muito distante, ver pessoas cujo lado obscuro e sórdido eu ainda não tenha conhecido.
É muito ruim ser tocada pelo vazio. E pior ainda é desacreditar das pessoas. Saber que hoje te sorriem e amanhã injetam seu veneno em tuas veias, sem dó nem piedade. Porque as coisas têm de ser assim? Eu sei que tu não tens a resposta, e tu me olhas e ris, talvez me achando uma tola. Ou talvez querendo descobrir-me. querendo percorrer as curvas da minha alma. Desculpa, mas hoje minha essência alçou vôo e esqueceu-se de voltar.
Eu sei que tu não tens culpa do meu péssimo dia. Eu sei disso. Mas eram tantas as assombrações que o vagão do meu trem-fantasma desgovernou. E eu jorrei feito gêiser, sem me dar conta de que estava fervendo, sem me dar conta de que estava te queimando. Eu não gosto de ser assim. Eu não sou assim, fera enjaulada há dias com fome. Preciso apenas de um pouco de paz, para poder ver a claridade e sentir que nem tudo está perdido, já que os pássaros ainda cantam, já que as crianças ainda sorriem e não sentem medo de fantasmas, porque estão seguras.
O sono vem vindo, e com ele o torpor e a dormência característicos de quem passou mal à noite. Talvez me apagar por algumas horas seja um bom remédio para curar a dor no estômago. Só quero te pedir uma última coisa: deixa ligada a luz do corredor, que eu ainda estou com medo do escuro.
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Desconhecendo
A mesma pessoa que me passou a mão na cabeça (e também na barriga), cheia de sorrisos e augúrios, foi a que inventou a mais idiota mentira a meu respeito. Estúpida.
Há também quem se faça indiferente a indiretas explícitas e entrelinhas reveladas. Na maior cara de pau.
Outros, ainda, não são capazes de olhar o próprio nariz, agindo da mesma forma como criticaram minutos antes.
E existem aqueles que adoram cobrar coerência dos outros, quando não a tem minimamente.
Ah, e aqueles que vivem apontando defeitos quando não enxergam os seus próprios...
Alguém tem aí um pouquinho de paciência pra me dar?
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Pergunta sem resposta
Lá está ela, sentada na calçada sob a chuva, a colorida tinta do papel escorrendo pelos dedos, desfigurando um rosto, despetalando as flores do vestido, manchando as pernas e todas as suas ilusões...
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Em frente à porta da minha sala há, para minha infelicidade, o tal do fumódromo. Mas é um lugarzinho bom de se sentar às vezes, quando não há fumantes, para dar um descansinho ao cérebro e aos ouvidos, surrados pelas inúmeras, mmm, sandices que tenho que resumir ao longo do dia.
Bom, o fato é que eu não fumo, e muito menos agora... Só que meu cérebro travou a uma determinada altura da tarde e eu, vendo que não havia ninguém ali, resolvi me sentar com o Baú dos Espantos, do Mário Quintana, para dar uma relaxada. Bem no cantinho, bem escondidinha. Foi quando um infeliz vivente passou por ali e me disse: "ahá, só na folga, hein?" E sentou-se no sofá da frente para fumar.
Ai, juro que não me aguentei.
- Qual seria a diferença de parar cinco minutos pra fumar ou parar cinco minutos pra ler poesia?
- Ah, fumar é um vício.
- Pois é, ler livros, pra mim, também é. Chega um determinado momento que se eu não pego nenhum livro na mão começa a me dar uma tremedeira, fico com a boca seca, sabe, é horrível.
- Sério?
- Sério.
Ah, vá pro inferno, se ele lesse mais não me faria uma pergunta besta dessas.
Taí, vou propor a um nobre parlamentar que institua no prédio novo da Câmara o leitódromo. Não, melhor, leituródromo, senão vai parecer que tem a ver com leite, né. Quem sabe assim evito de ouvir mais asneirices do que as que já sou submetida diariamente.
HUMPF!
Sábado foi baita dia especial! Além da palestra maravilhosa a que assisti, com o escritor Deonísio da Silva, sobre a origem das palavras, revi amigos de tempos e passei um excelente dia com a minha querida amiga Lisi! Temos que repetir, né?quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Bolinho de chuva (e outras sugestões / reflexões)
O inusitado é que ontem eu soube da triste situação de um cão que mordera um ouriço e estava com a boca completamente inflamada. O que uma coisa tem a ver com a outra? É que naquela mata que foi devastada, moravam ouriços, gambás, preás e outros bichinhos mais, quiçá até bugios, e eles estão se refugiando nas casas próximas. E aí acontecem situações como essas que relatei, infelizmente.
Pode parecer um tanto sem importância, mas me chocou bastante, porque fiquei com pena do cachorro e do ouriço, que não teve outra alternativa a não ser invadir o pátio das residências na volta.
E depois vemos nas propagandas um lindo condomínio, que preserva a natureza. Que piada.
***
Sem querer me exibir, mas já me exibindo: fiquei com dez em duas literaturas, nove em outra e nove também na Prática de Ensino. E agora, as merecidas féeeeeeeeeeerias! (Em tese, porque trabalho de conclusão vem aí)
***
O livro que estou lendo, do Cortázar, "Jogo da Amarelinha" é realmente ótimo. Recomendo. Além de ter uma construção alternativa, o livro intercala capítulos filosóficos e líricos na narrativa, estou adorando.
Ah, descobri também um site ótimo do Mário Benedetti, autor uruguaio, de quem sou fã. Pra quem gosta, aí vai a sugestão:
http://sololiteratura.com/ben/benedettiprincipal.htm
***
Nossa, há muito que eu não ouvia e lia nada em italiano. Bom me reencontrar com o idioma... Se eu não praticar, vou acabar esquecendo.
Amar também é uma prática. Falei tanto em premissas hoje, em teoria do discurso... Pois é, dessa premissa, tirem vocês suas conclusões.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Que a terra há de comer
***
Férias em duas disciplinas. Falta ver as duas mais raladas agora...
Eu, em contagem regressiva de cadeiras para o diploma!!!
Iuuuuuuuuuuupi!
***
O calor rachou minha testa. Ainda tenho que escrever um artigo para o jornal.
Ânimo, Teresa!
sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
Grande parte do problema é que eu ainda não consegui parar de olhar para as nuvens de ilusões. Ainda não fechei a janela, nem recolhi as tranças, embora doa a consciência de que a chuva é inclemente e que eu estou encharcada.
Temo ainda porque sei que quando se chega perto das nuvens, elas se revelam muito diferentes do que imaginamos. Acabamos por atravessá-las e ficamos perguntando: onde estará toda aquela alvura? Depois da chuva, nenhuma nuvem fica igual.
Só que eu ainda insisto em admirá-las, sem contar a ninguém, porque lá no fundo me resta alguma esperança, que é somente minha, egoisticamente minha, não me cabendo o direito de dividi-la. Se isso é um desejo infantil de que as nuvens sejam feitas de algodão? Talvez. Mas depois de uma vez tê-las visto, é impossível, ou inaceitável, simplesmente fechar a janela. Ainda que para os próximos dias continuem sendo previstas trovoadas.
terça-feira, 28 de novembro de 2006
Auto-punição
Escreva na lousa, cem vezes:
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
"Prometo não atirar mais tomates nos meus amiguinhos."
Ahhhh, mas que merecem, ah, merecem. Humpf.
***
Há praticamente um ano, lá estava eu, faceira por ter recebido a visita do papai noel, mas cantando junto com o Nei Lisboa, arrependida por ter dito algumas bobagens.
Hoje, 330 dias depois, muita água rolou embaixo da ponte e aqueles versos que outrora eu cantava sem muita pretensão, hoje se concretizam:
"Não vai ter graça o dia
Em que eu te vir na porta
E não souber se entro ou faço uma canção"
Cada vez que a janela se abre, eu não sei mais o que fazer. Os dias ficaram sem graça. Finais sempre são uma m*. Quando se trata de final de ano, então...
É isso aí. São nove horas da noite e eu presa aqui nesta Câmara, pra variar. Ossos do ofício.
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
Bendito fruto


Só deu um mocinho no meio da mulherada, hahaha! Ainda bem que não sou tão ciumenta (até o dia em que ele me apresentar a namorada...)
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Depois de o vento ter brincado comigo e com o meu vestido... Humpf!
Hoje chove.
Chove para tornar mais ameno meu dia e menos inchados meus pés.
Chove para tornar mais escorregadio o meu caminho.
Chove para eu cantar uma música que me lembram personagens da terra da garoa.
Chove para eu me colocar à janela, como sempre em dias de chuva, e ficar lendo poesias, só que desta vez declamando-as para o Augusto...
Chove mas estou feliz. Tranquila, pelo menos.
E isso é tudo o que estou precisando.
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
Rapa da lata de leite condensado (top 10 do finde)
2. Ir à Feira do Livro de POA, sem hora pra voltar.
3. Descobrir que o Mac Quarteirão é melhor pro tamanho da minha fome do que o Big Mac(que eu sempre deixo sobrar).
4. Vitor Ramil e Frank Jorge em prosa, a dois reais cada um.
5. Poesias de Mário Quintana, que não têm preço.
6. Comprar um livro por dez reais, sendo que eu tinha pagado oito reais de multa na biblioteca da unisinos pelo mesmo livro.
7. Não fazer absolutamente nada de produtivo num domingo de sol, a não ser cuidar das florzinhas que ganhei de aniversário.
8. Ouvir Pato Aqui, Pato Acolá, cantada por Chico Buarque, e sentir o Augusto pulando na minha barriga.
9. Ver o por-do-sol da janela da minha casa, sozinha, tomando chimarrão e pensando na vida.
10. Fazer um bolo de coco, com recheio de branquinho, e rapar a lata de leite condensado.
***
Trilha Sonora (perfeita):
Change The World
Eric Clapton
If I could reach the stars
Pull one down for you
Shine it on my heart
So you could see the truth
That this love I have inside
Is everything it seems
But for now I find
It's only in my dreams
That I can change the world
I'd be the sunlight in your universe
You'd think my love was really something good
Baby, if I could change the world
If I could be king, even for a day
I would take you as my queen
I would have it no other way
And our love would rule
This kingdom we have made
Till then I'd be a fool, wishin' for the day
That I can change the world,
I would be the sunlight in your universe.
You would think my love was really something good,
Baby if I could change the world.
Baby if I could change the world.
(guitar solo)
That I can change the world,
I would be the sunlight in your universe.
You would think my love was really something good,
Baby if I could change the world.
Baby if I could change the world.
Baby if I could change the world.
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
TNT
Composição: Charles Master - Luis Henrique
Bom-dia pra você, que não me ouve mais
Bom-dia pra você, que não me enxerga mais
Bom-dia pra você, que não me ilude mais
Bom-dia pra você, que não existe mais
No meu coração (existe!)
Eu sei que vou viver por muito tempo
Sem você nesse inferno
Teresa, um tanto revoltada pelos acontecimentos.
terça-feira, 7 de novembro de 2006
Legendas
1. Eu e o outro aniversariante, Ricardo, meu cunhado.
2. E e a minha irmã (to me achando a altona, haha)
3. Eu e meus pais.
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
Retrospecto
Enforquei a professora de Literatura Portuguesa, junto com o Saramago, e me fui a um show de rock, no Arca Pub... Não dava nada pela banda "The dogs", mas me supreendi, estava muuuuuuuuito bom! Tocaram Creedence, Stones, Beatles, The Doors, além dos bons gaúchos TNT, Graforréia, Cachorro Grande, entre outros. Valeu muito a pena, os caras eram muito bons! As risadas ficaram por conta das cenas bizarras que vi, tanto na pista, quanto no banheiro das mulheres... putz
Quinta, 02 de novembro:
O dia de preguiça total, lendo Erico Verissimo e nada mais. Aliás, saí com meus pais para programinha coerente com a data, visitar minha falecida irmã no cemitério. Mas em nada me lembrou as visitas chorosas e lamurientas da minha infância. Tudo muito mais tranqüilo mesmo. O tempo é um santo remédio, definitivamente.
Sexta, 03 de novembro:
A notíciaaaaaaaaaa do dia! Quem vem aí é o Augusto!
A mãozinha na cabeça, as perninhas cruzadas, os joelhinhos, as vértebras, a barriga aparecendo bem direitinho!
E eu, toda boba, chorando...
De resto, dia normal. À noite ainda fui para a Unisinos, comi uns docinhos com minhas colegas, fiquei até tarde conversando com minha professora sobre literatura e política. (Trabalho de conclusão também entrou na pauta, ai que medo)
Sábado, 04 de novembro:
Meu aniveeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrsssssssssssáaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrriiiiiiooooo!
O dia, apesar de normal, foi bom.
Fiquei esperando UMA mensagem. Que bom que ela chegou... Pena que depois o coração ficou apertadinho, imaginando em como seria esta data segundo os planos de outra primavera...
Recadinhos de todos os amigos, eeeeeeeeba!
À noite, festa junto com meu cunhado, cujo aniversário foi no domingo... Nunca vi tanta comilança na minha frente! Ele exagerou messsssmo, credo! Mas foi bom estar com todos os amigos, que eu não via há tempos.
Domingo, 05 de novembro:
Um plano frustrado por uma idiotice, e eu de mau-humor o dia todo. Humpf.
Terminei o dia fazendo minhas tarefas que havia deixado de lado todo o feriadão. Dentre elas, corrigir redações... Disso surgiu a seguinte pérola: (anota essa, Fê)
"O marido contratou um assassino para sequestrá-la e suicidá-la."
Haveria algum jeito melhor de terminar a noite? Santo Dio!
Segunda, 06 de novembro:
A chuva cai inclemente e cá estou de volta à rotina, rezando pra que acabe logo meu estágio, pra que acabe logo o semestre... As lojas já estampam em suas vitrines artigos de Natal, e isso começa a me dar um leve mal-estar. Tudo passa muito rápido.
Mas esses pensamentos talvez sejam apenas um devaneio de alguém que envelheceu um pouquinho no finde...
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
Historinha:
Conformados, pois não havia remédio, viveram suas vidas. Até que um dia Pedrinho e Aninha se encontraram e se amaram. E não foram impedidos de viver o amor que havia em suas veias...
Pode parecer até besta esta historinha, se não fosse um caso verídico relatado por minha professora. (Os nomes usados aqui, claro, são fictícios.)
A vida tem dessas coisas. Mas que tipo de ironia é essa com que somos sempre surpreendidos? Para que tudo isso? Para que João e Maria se conhecerem? Não seria mais fácil apenas isso ter acontecido com seus filhos?
Minhas perguntas não têm respostas. Nunca terão. São os mistérios (ou peças) que a vida ou alguém que a dirige nos prega. E conformar-se é tão, tão difícil...
(Sim, esta história me tocou. E muito. Porque tem um sentido especial, pelo menos neste momento.)
***
O aniver da Débora tava ótimo ontem... Bem família. Breve postarei as fotos.
E por hoje, acho que é só. Dia cinzento, abafado e o pensamento meio lerdo... E eu, um tanto apreensiva, com muitas expectativas...
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Fim de papo
Meu final de semana foi de avidez literária, um pouco por imposição (três livros para ler até quarta!). Mas foi bom ficar no sossego, em companhia de grandes personagens e de um mega pote de sorvete de chocolate... Ai ai.
Semana mais curtinha esta, em contagem regressiva para meu aniver! EEE (Por que será que poucas pessoas, além de mim, gostam de aniversário?)
Estou meio sem criatividade nem paciência. Por isso este post, sem pé nem cabeça, com gosto de vento.
E fim de papo.
P.S.: Ah, só um trechinho de uma música: "Eu abri meu coração, como se fosse um motor / E na hora de montar, sobraram peças pelo chão..." (Engenheiros do Hawaii) - Estou tentando dar um bom destino às pecinhas que sobraram...
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
Anedota escolar (baseada em fatos reais)
A professora sai e vai até lá.
Na biblioteca:
- Professora, eu vim até aqui...
- Eu não falei que não era pra sair da sala???
- Mas eu vim até aqui exatamente pra pedir pra senhora se eu posso ir no banheiro...
(O que se responde pra uma criatura dessas?)
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
Espelhos
O mesmo pode acontecer com espelhos...
***
Pusemos um carro alegórico em frente ao incêndio. Para disfarçar. Só que alguns pedaços estão sendo sapecados e isopor é altamente inflamável...
***
Alguém aprendeu a pular e gostou da brincadeira... :D
Trilha Sonora: Esquadros, Adriana Calcanhoto.
"Eu ando pelo mundo divertindo gente
chorando ao telefone
e vendo doer a fome nos meninos que têm fome"
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Um adendo
Foi quando alguém, bem pequenininho, pulou (PULOU!) pela primeira vez dentro de mim! Parece que me chamando, me dizendo pra me acalmar, me dizendo "oi, estou aqui!"
Não consigo conter as lágrimas, neste momento... E só elas são capazes de expressar o que estou sentindo...
Frases do dia
"Teu pai fez o exame, o resultado sai na sexta, mas vai dar tudo certo."
"Teresa, você foi selecionada para o Concurso Poemas no Ônibus de Gravataí. Avisaremos quando ocorrer a premiação."
"Você me assusta se fazendo de exata."
"Parabéns, parabéns pelo teu aniversário!" (obs.: é só na semana que vem, hehe)
"Tu estás com olheiras, andas muito atarefada, melhor descansar."
"Vais ter que ler de madrugada os dois livros pra semana que vem, lá lá lá."
"Marcamos um café pra Feira do Livro..."
E agora, por mim mesma:
Se você quiser compreender as pessoas, desobserve-as.
E por hoje, é só.
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Divã
Ela estava esparramada sobre o sofá, que parecia ter encurtado um pouco, dado que seus pés não costumavam ficar para fora do braço. A televisão já não era mais a mesma, embora estivesse sobre aquele mesmo móvel puído onde ela costumava guardar suas bonecas "Moranguinho". Hoje as gavetas estavam ocupadas com papéis, quinquilharias, alguns carrinhos de última geração que seu sobrinho havia esquecido na casa dos "abuelos".
Olhava distraída para o programa de televisão, enquanto os outros faziam qualquer coisa: os outros eram seus irmãos, sua mãe, seu pai. Nomenclaturas essas há muito substituídas: com a chegada da nova geração, a irmã passara a ser a mãe do nenê, seu irmão era o tio do nenê, sua mãe a "abuela" do nenê, seu pai o "abuelo" do nenê, o único da casa que tinha o poder mágico de manusear a faca grande que cortava a carne de churrasco pro nenê. Engraçado pensar nisso. Ela já não era mais a caçulinha, seu nome não era mais diminutivo, já não recebia xingões por não ter arrumado seu quarto e por ter deixado uma peça do uniforme do colégio espalhada por cada cômodo da casa. Ao deixar-se levar por tais pensamentos, deteve-se a observar cada um que caminhava frenético em torno da mesa de jantar. E descansou os olhos sobre a figura do pai. Ou abuelo, melhor dizendo.
Ao ver a barba e cabelos esbranquiçados, viu em si mesma que havia deixado há muito de usar duas tranças repartindo a cabeleira ao meio. Viu também as costas curvas daquele homem que tanto a embalara, e percebeu que ela já tinha corpo, sabia como usá-lo, e já não somente para correr de bicicleta. Percebeu ainda as roupas puídas dele, como que paradas no tempo, e observou que a ela não eram mais imputadas saias abaixo dos joelhos ou roupas que não escandalizassem os vizinhos. Não que ela usasse roupas desse tipo, mas desvencilhar-se da proibição era algo libertador.
Quando pronunciou em pensamentos tal palavra, “libertador”, estancou-se. Ela tinha liberdade, ia e vinha, não dava mais satisfação de seus passos. Entretanto, não conseguia repudiar um paradoxal desejo de se sentir aprisionada à infância novamente. Estar presa era uma forma de também aprisionar a todos naqueles instantes passados, evitando assim despedidas, que viriam certas, no futuro. Queria estar presa pelo relógio que batia às oito da noite e lhe exigia que se recolhesse à casa; presa pelo dever de mostrar um belo boletim ao pai; presa pelo imposição de arrumar a cama antes de ir à casa de sua amiga brincar de barbie; presa por esperar a autorização antes de sair à primeira festa de sua vida.
Foi emergida de seus devaneios no exato momento em que seu sobrinho a puxava pela mão e dizia: “Sai daí, dinda, quelo deitá”. Ela levantou-se e deixou-o ali. Foi quando viu que a criança cabia tão bem naquele sofá, seus pezinhos estavam tão longe do braço... Mudanças haviam brotado dentro dela e nasciam ainda novas transformações. E acabou concluindo que o sofá em nada havia encurtado.
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
Paradoxos
Conte tudo o que você sente, mas não diga certas coisas.
Pense em você, mas não seja individualista.
Pense nos outros, mas não se preocupe com eles.
Ouça algumas ofensas, mas não ofenda.
Sinta, mas não chore, nem demonstre.
As notícias são ruins, mas não lhes dê atenção.
(Estes não são meros exemplos de orações coordenadas sindéticas adversativas.)
Teresa, entre a onda e o rochedo.
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger
Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação,
Beijos sem paixão,
crimes sem castigo,
aperto de mãos
Apenas bons amigos...
Pra ser sincero eu não espero que você minta
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito,
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos
Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação
Beijos sem paixão,
crimes sem castigo,
Aperto de mãos,
apenas bons amigos...
Pra ser sincero não espero que você me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo
Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre,
Talvez a gente encontre explicação
Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero... prazer em vê-la
Até mais...
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
Ojala
...
Estou ouvindo o CD novo do Maná. Lindas as músicas, mas realmente deprimentes... Como estou nessa onda mesmo (de ouvir músicas do tipo), fica tudo bem. Ou quase. O título deste post é de uma dentre todas as músicas que apreciei, principalmente pela melodia. Mas é só mais um desejo inalcançável, como tantos outros...
...
O silêncio dói mais que as palavras-prego.
E é isso.
terça-feira, 17 de outubro de 2006
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
É isso aí
A ficha demorou pra cair.
Por isso demorei a escrever.
A notícia é: vou ser mamãe.
Mais precisamente em abril (grande tapa na cara).
Imenso choque.
Mas seja bem-vindo, ou bem-vinda, neném!!!
(Engraçado pensar num serzinho se desenvolvendo dentro de você. Sempre me disseram que a maternidade é uma sensação única, e agora passo a acreditar. E a sentir.)
Mas, melhor dizendo, a ficha só caiu pela metade...
Parte 2:
As madrugadas continuam insones. Virei ouvinte número um do Pijama Show. Mister Pi colaborou muito comigo e tocou aquela música, parceria entre a Ana Carolina e Seu Jorge, cujo título é homônimo ao título deste post. Depois dessa ajudinha, fui dormir quase na hora de me levantar pra ir pra aula.
Parte 3:
Levantei e fui pra aula. Com a esperança de dormir um pouquinho no ônibus confortável. Mas daí o radialista da Jovem Pan resolveu colaborar comigo de novo (eles me amam!) e tocou adivinha que música? A mesma do Mister Pi! Que máximo!
Depois dessa, vou me enforcar no pé de couve.
Parte 4:
Querida professora: Ontem foi dia do professor, a turma comprou uma caixinha de bombons pra senhora, mas bem que poderia ter me dado um desconto. Eu trabalho, eu estudo, eu me viro em quatro. Minha vida acaba de virar do avesso. O que é que custa não encrencar com o horário do meu estágio? Puxa...
Aproveitando a oportunidade, parabéns a todos os professores! Amanhã começo eu. Uma oitava série de adoráveis aluninhos me espera às 7h30min da manhã.
Parte 5:
O que antes parecia um colchão de nuvens, hoje parece uma cama de pregos. Cada palavra um. Pelo menos é essa a minha sensação. Se é um sistema de auto-defesa, tenho que aprender um antídoto, porque está sendo difícil, confesso, não notar.
Trilha Sonora: Telhados de Paris, do Nei Lisboa. E nada de Ana Carolina, peloamordedeus.
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
Palavras entre sons e sonhos
Palavras entre sons e sonhos
Que dor horrível essa, ter de chorar em silêncio,
engolir o soluço, a almofada está molhada e eu não
consigo, sinto que perdi tudo, toda uma vida, e aquela
vez em que caminhamos ao sol, não é possível eu nunca
mais ter esse dia, já passa da meia noite e eu preciso
acordar cedo amanhã, tenho que me acalmar, vem, sono,
toma conta de mim, eu preciso parar de chorar e de
lamentar, e se eu levantar para pegar uma água, que
barulho terá sido esse, os cachorros latem lá fora e
não há nada a fazer, será que há pessoas caminhando a
essa hora, em pleno domingo, eu não fiz tudo o que
queria, fiquei devendo umas leituras e preciso pagar
uma conta da qual esqueci, mas terça vou a Porto
Alegre, não, terça não, porque eu preciso trabalhar
nesse dia de manhã, mas que inferno esse cachorro que
não pára, e aquele domingo de sol, ai, não, chorar de
novo não, todo dia a mesma coisa, o celular que
desperta, minha vontade imensa de ficar dormindo,
sumir seria uma boa solução? Não, sumir não seria, ou
melhor, seria, para alguns alguéns, que coisa mais
fora de gramática isso, mas ora, quem se importa com a
gramática a uma hora dessas, ninguém está me ouvindo
mesmo, e eu tenho que parar com essa mania de sofrer
sozinha em silêncio, de ficar escondendo minhas
angústias, mas porque raios eu estou chorando mesmo?
Se meu final de semana foi o mais tranqüilo dos
últimos tempos, é, o mais tranqüilo, porque todos têm
sido tensos e fatigantes, não tenho feito nada de
produtivo a não ser lavar as fronhas com lágrimas, mas
isso eu também estou fazendo agora, é essa angústia
que me toma e eu não sei porquê, tenho todos os planos
traçados, tenho todos os desejos delineados, então
porquê esse peito me aperta e esta solidão noturna,
acho que devia ligar para alguém, para ele, mas não
posso, já é uma hora da manhã e eu preciso dormir,
quem sabe melhor que isso, talvez me levante e vá ler
no sofá, então possivelmente me venha o sono, mas ler
Aristóteles a uma hora da manhã não é uma boa idéia,
eu estou sem a mínima vontade, isso é crueldade
demais, e essa dor na cabeça que não passa, eu preciso
levantar, este piso que estrala e faz barulho demais,
será que dá pra ouvir lá da rua? Está frio e meu
casaco eu deixei lá na sala, mania de deixar tudo
atirado, preciso levantar mas está tão frio, mas que
inércia essa que me toma, amanhã vou de laranja,
esqueci de passar minha calça, ai, tomar banho cedo e
lavar o cabelo vai ser doído, está muito frio, muito
frio, e eu acho que devia ter posto um cobertor, como
é ruim estar assim, o filme estava legal, eu estava na
cidade e me chamava, como eu me chamava mesmo, parem
de latir, seus cachorros, que eu já estou cansada,
cansada, cansada...
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Nei Lisboa
Desculpe, meu bem
Se ontem te fiz chorar
Mas a vida é assim mesmo
Não se pode exigir
Pouco dá pra esperar
Muito obrigado por tudo
Pelo teu suor, pelos teus gemidos
E espero que a minha estupidez
Cicatrize teus sentimentos feridos
Nasci e morro assim, só
Perdido no escuro, dentro de mim
E vou cruzando o barro
Vou comendo pó
Até que chegue o fim
Mas a força eu retiro
Sugo feito vampiro
De saber que as estrelas
Também vivem sós
De um cigarro amassado
De uma rua deserta
De outros que até eu posso sentir dó
Da menina de olhos grandes como a lua
De uma noite sentindo tua carne crua
E dos bares, das festas
Dos vinhos, serestas
Das mentes infestas de podres horrores
De mil desamores
Do chope das quatro
Desse louco mundo putrefato
Dessa grande peça de teatro
terça-feira, 10 de outubro de 2006
The Scientist
Coldplay
Composição: Coldplay
Come up to meet you, Tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, Tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let's go back to the start
Running in circles, Coming up tails
Heads on a silence apart
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start
I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, Come back and haunt me
Oh and I rush to the start
Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are
Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start.
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
Termômetro elevando
O que andou aquecendo um pouco foi a vida política, além dos dias que têm sido bastante agradáveis. Estas eleições foram as mais "desabridas", com diria minha mãe em seu sotaque castelhano, de toda minha curta trajetória. Talvez pela minha desobrigação de hastear bandeiras ou pelo descontentamento que todas as pessoas como eu andam sentindo em relação à política. O interessante é que, ontem, depois de ir votar, sem a menor empolgação e até escolhendo algum candidato na última hora, acompanhei a apuração pela TV. E que apuração! Melhor que filme da Tela Quente... A vaga para o segundo turno foi disputadíssima, voto a voto, como há tempos não se via e, ainda melhor: com o ingresso de um candidato que estava sendo cogitado como perdedor pelas pesquisas.
E vão querer me dizer ainda que pesquisas não são manipuladas?
Bom, o fato é que depois da noite de ontem, eu voltei a torcer por alguém. E ponho adesivo no peito e ponho bandeira na minha casa. E, depois de ligar para o meu pai para dizer-lhe que o galo que tinha sido assado não era o que ele apontou, voltei a portar aquele sorrisinho maroto...
Dá-lhe, Bigode! Mas essa empolgação toda fica só por aqui nos pampas... Em nível nacional, minha decisão continua sendo "desabrida".
...
Ah, não poderia deixar de comentar: o "homem do tempo" como um dos Deputados Estaduais mais votados? Putz... De certo a promessa dele será prever tempo bom para todos os dias no Estado... Francamente.
...
Passei o fim de semana todo com aquela sensação de que estava esquecendo de algo, que estava esquecendo um pedaço. Não, eu não estava esquecendo... Eu estava sentindo falta mesmo, de um signiticativo pedaço-contato de mim.
...
Nada melhor para finalizar esta segunda-feira do que com um prova ferrada de Literatura Gaúcha. Socorro...
Teresa, de volta, mas não definitivamente... Ando meio relapsa com as palavras...







